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Notícias
17
fev
2014
()
Embrapa ensina práticas agroecológicas de produção
O Núcleo de Pesquisa e Treinamento de Agricultores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promove nos próximos dias 18 e 19, em Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro, um curso que pretende ensinar aos pequenos produtores princípios e práticas agroecológicas em ambientes de montanha.
O objetivo é mostrar que não se produz nas montanhas da mesma forma como em ambientes planos. “É fundamental ampliar a percepção sobre isso”, explicou a bióloga Adriana Maria de Aquino, da Embrapa Agrobiologia, uma das coordenadoras do curso.
Ela destacou que a agroecologia é uma ferramenta que trata a unidade produtiva como um todo. Daí a decisão da unidade da Embrapa, sediada no Rio de Janeiro, de trazer os conceitos e princípios da agroecologia “para pensar no redesenho da propriedade como uma paisagem”, disse Adriana, “porque aí cada unidade produtiva vai desenvolver a sua forma de fazer agricultura de maneira local”.
O importante, segundo a pesquisadora, é saber os princípios que são voltados à ecologia e aos processos naturais. “Por isso, eles têm que ter um olhar local. Esse diálogo com a agricultura é fundamental”.
Adriana acredita que a agricultura feita de maneira sustentável pode resultar em produtos com mais oportunidades de mercado para os agricultores locais. A ideia, segundo ela, é trazer uma percepção diferente no processo de produção, para que o produtor tenha um produto diferenciado e alcance também um mercado diferenciado.
A bióloga acrescentou que um produto oriundo de uma prática agroecológica tem hoje, por exemplo, no programa governamental da merenda escolar, um acréscimo considerável na hora de comercializar. “Ele tem um x a mais. Alguns mercados hoje reconhecem como um valor a mais.”
A adoção de práticas sustentáveis nas regiões de serra, de elevada declividade, é considerada importante pela bióloga, uma vez que se trata de ecossistemas frágeis devido à própria formação dos solos, que são rasos e estão sujeitos a várias ameaças, entre as quais as queimadas, a erosão e o desmatamento. “São solos que se não forem bem manejados acabam perdendo terra, que é um patrimônio”. Ela explicou que no modelo de agricultura tradicional, esses solos são ameaçados por fatores ambientais e pela perda de produtividade ao longo dos anos.
Nos dois primeiros dias do curso, serão dadas noções teóricas de agroecologia. Os nove módulos seguintes, que ocorrerão até o final do ano, serão todos práticos, totalizando 76 horas de aula.
Face à grande demanda que está recebendo, a Embrapa Agrobiologia já começou a estudar a possibilidade de levar o curso para outras localidades do estado. “A gente pretende fazer isso de modo contínuo, ampliando o número de conhecimentos”. O primeiro módulo será no Centro Administrativo de Nova Friburgo.
O curso é organizado pela Embrapa Agrobiologia, Embrapa Solos e Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura de Nova Friburgo e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio). As inscrições para o primeiro módulo teórico já foram encerradas, mas as inscrições para os módulos práticos ainda podem ser feitas pelo telefone (22) 2525-9208.
O objetivo é mostrar que não se produz nas montanhas da mesma forma como em ambientes planos. “É fundamental ampliar a percepção sobre isso”, explicou a bióloga Adriana Maria de Aquino, da Embrapa Agrobiologia, uma das coordenadoras do curso.
Ela destacou que a agroecologia é uma ferramenta que trata a unidade produtiva como um todo. Daí a decisão da unidade da Embrapa, sediada no Rio de Janeiro, de trazer os conceitos e princípios da agroecologia “para pensar no redesenho da propriedade como uma paisagem”, disse Adriana, “porque aí cada unidade produtiva vai desenvolver a sua forma de fazer agricultura de maneira local”.
O importante, segundo a pesquisadora, é saber os princípios que são voltados à ecologia e aos processos naturais. “Por isso, eles têm que ter um olhar local. Esse diálogo com a agricultura é fundamental”.
Adriana acredita que a agricultura feita de maneira sustentável pode resultar em produtos com mais oportunidades de mercado para os agricultores locais. A ideia, segundo ela, é trazer uma percepção diferente no processo de produção, para que o produtor tenha um produto diferenciado e alcance também um mercado diferenciado.
A bióloga acrescentou que um produto oriundo de uma prática agroecológica tem hoje, por exemplo, no programa governamental da merenda escolar, um acréscimo considerável na hora de comercializar. “Ele tem um x a mais. Alguns mercados hoje reconhecem como um valor a mais.”
A adoção de práticas sustentáveis nas regiões de serra, de elevada declividade, é considerada importante pela bióloga, uma vez que se trata de ecossistemas frágeis devido à própria formação dos solos, que são rasos e estão sujeitos a várias ameaças, entre as quais as queimadas, a erosão e o desmatamento. “São solos que se não forem bem manejados acabam perdendo terra, que é um patrimônio”. Ela explicou que no modelo de agricultura tradicional, esses solos são ameaçados por fatores ambientais e pela perda de produtividade ao longo dos anos.
Nos dois primeiros dias do curso, serão dadas noções teóricas de agroecologia. Os nove módulos seguintes, que ocorrerão até o final do ano, serão todos práticos, totalizando 76 horas de aula.
Face à grande demanda que está recebendo, a Embrapa Agrobiologia já começou a estudar a possibilidade de levar o curso para outras localidades do estado. “A gente pretende fazer isso de modo contínuo, ampliando o número de conhecimentos”. O primeiro módulo será no Centro Administrativo de Nova Friburgo.
O curso é organizado pela Embrapa Agrobiologia, Embrapa Solos e Embrapa Agroindústria de Alimentos, em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura de Nova Friburgo e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro (Emater-Rio). As inscrições para o primeiro módulo teórico já foram encerradas, mas as inscrições para os módulos práticos ainda podem ser feitas pelo telefone (22) 2525-9208.
Fonte: Agência Brasil
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