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Notícias
13
fev
2014
(PAPEL E CELULOSE)
Setor de celulose avalia novos projetos
A indústria de celulose já iniciou a reacomodação de novos projetos. Uma das razões está relacionada à questão de mercado, com ênfase para o receio de que coma entrada de novas fábricas resultem em um excesso de oferta e pressão sobre margem.
Fibria e Suzano, as duas maiores produtores mundiais da matéria prima, vêm definindo abertamente uma nova rodada de consolidação da indústria. Esse posicionamento vem na esteira do elevado volume adicional pretendido pelos produtores considerando projetos já em andamento ou anunciados.
O tamanho das novas máquinas, que em termos tecnológicos já podem chegar há dois milhões de toneladas por ano cada uma, também contribuem para degraus de oferta cada vez maiores, o que amplia a pressão inicial sobre os valores da matéria prima.
Ao longo deste ano, um total de 2,8 milhões de toneladas provenientes da fábrica da Suzano no Maranhão (MA) e de Montes del Plata no Uruguai, devem chegar ao mercado. Isso sem considerar as 350 mil toneladas por ano da Oji Paper, na China, que podem entrar em operação ainda em 2014.
No próximo ano será a vez da expansão de 1,3 milhões de toneladas anuais da CMPC Celulose Riograndense. Em 2016, a Klabin pretende inaugurar a fábrica de Ortigueira, no Paraná, com produção de 1,5 milhão de toneladas por ano e há possiblidade de a Fibria por em operação a 2ª linha de Três Lagoas (MS), com 1,75 milhões de toneladas anuais.
Para 2017, a Eldorado Brasil já iniciou planos de uma nova linha de dois milhões de toneladas anuais também em Três Lagoas (MS), que será seguida de outra rodada de crescimento em 2020. E entre 2017 e 2018 a Eco Brasil Florestas também quer colocar em atividade seu projeto em Tocantins (TO) de 1,5 milhões de toneladas anuais.
Mesmo que se considere fechamento de fábricas de alto custo, sobretudo no hemisfério norte, é crescente a percepção de que até haveria espaço para o volume total adicional esperado pelos produtores mas em um intervalo de tempo mais amplo do que o esboçado atualmente.
Foi neste contexto que os debates sobre a consolidação do setor, que no passado motivaram os estudos dentro do BNDES ganharam força. Entre os produtores, não há expectativa de um desastre na relação entre oferta e demanda, embora todos admitam que os preços deverão recuar à medida que os projetos cheguem ao mercado.
Ainda assim, são muitos os sinais de que as margens de lucro poderão permanecer pressionadas por um longo período e que o retorno do investimento poderá ser afetado de maneira importante se não houve reajuste de calendário.
Fibria e Suzano, as duas maiores produtores mundiais da matéria prima, vêm definindo abertamente uma nova rodada de consolidação da indústria. Esse posicionamento vem na esteira do elevado volume adicional pretendido pelos produtores considerando projetos já em andamento ou anunciados.
O tamanho das novas máquinas, que em termos tecnológicos já podem chegar há dois milhões de toneladas por ano cada uma, também contribuem para degraus de oferta cada vez maiores, o que amplia a pressão inicial sobre os valores da matéria prima.
Ao longo deste ano, um total de 2,8 milhões de toneladas provenientes da fábrica da Suzano no Maranhão (MA) e de Montes del Plata no Uruguai, devem chegar ao mercado. Isso sem considerar as 350 mil toneladas por ano da Oji Paper, na China, que podem entrar em operação ainda em 2014.
No próximo ano será a vez da expansão de 1,3 milhões de toneladas anuais da CMPC Celulose Riograndense. Em 2016, a Klabin pretende inaugurar a fábrica de Ortigueira, no Paraná, com produção de 1,5 milhão de toneladas por ano e há possiblidade de a Fibria por em operação a 2ª linha de Três Lagoas (MS), com 1,75 milhões de toneladas anuais.
Para 2017, a Eldorado Brasil já iniciou planos de uma nova linha de dois milhões de toneladas anuais também em Três Lagoas (MS), que será seguida de outra rodada de crescimento em 2020. E entre 2017 e 2018 a Eco Brasil Florestas também quer colocar em atividade seu projeto em Tocantins (TO) de 1,5 milhões de toneladas anuais.
Mesmo que se considere fechamento de fábricas de alto custo, sobretudo no hemisfério norte, é crescente a percepção de que até haveria espaço para o volume total adicional esperado pelos produtores mas em um intervalo de tempo mais amplo do que o esboçado atualmente.
Foi neste contexto que os debates sobre a consolidação do setor, que no passado motivaram os estudos dentro do BNDES ganharam força. Entre os produtores, não há expectativa de um desastre na relação entre oferta e demanda, embora todos admitam que os preços deverão recuar à medida que os projetos cheguem ao mercado.
Ainda assim, são muitos os sinais de que as margens de lucro poderão permanecer pressionadas por um longo período e que o retorno do investimento poderá ser afetado de maneira importante se não houve reajuste de calendário.
Fonte: Valor Econômico/Adaptado por CeluloseOnline
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