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Notícias
13
jan
2014
(BIOENERGIA)
Rio Grande do Sul lidera produção nacional de lenha no Brasil
Com 14,5 milhões de metros cúbicos produzidos em 2012, o Rio Grande do Sul ocupa o posto de maior produtor nacional de lenha de silvicultura do Brasil. Os dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a silvicultura ocupa cada vez mais o espaço do extrativismo vegetal. Segundo o relatório, isso colabora também para o crescimento da produção – em 2012, o aumento da produção de lenha no Brasil foi de 9,7% em relação ao ano anterior.
A pesquisa mostra ainda que a atividade madeireira "predatória" vem dando lugar a técnicas de impacto reduzido, de "uso racional e sustentável". Outros fatores que contribuem para a diminuição do desmatamento apontados pela pesquisa são a troca da lenha de matas nativas por lenha de reflorestamento, o crescimento da silvicultura e a substituição de fontes energéticas nas indústrias.
Em 2012, a produção primária florestal foi de R$ 18,4 bilhões no Brasil. Desse total, 76,9% são de silvicultura e 23,1% provenientes da extração vegetal. A Região Sul tem três principais produtos produzidos: lenha (64,8% da produção total do Brasil), madeira em tora para papel e celulose (64,8% da produção nacional) e madeira para outras finalidades (58,8%). Destacam-se ainda, na produção madeireira, a casca de acácia-negra, que ocorre apenas no Rio Grande do Sul (ou seja, 100% da produção nacional é gaúcha), e a produção de folhas de eucalipto (33%).
Em 1994, a silvicultura representava menos de 30% da produção florestal, enquanto o extrativismo ultrapassava os 70%. Entre 1998 e 2002, ambos praticamente se igualaram, mas a partir de 2003 a silvicultura acentuou a predominância e vem se distanciando do extrativismo. Os técnicos do IBGE ressaltaram a implementação de políticas públicas, ao longo dos anos, de incentivo da silvicultura, de forma econômica e sustentável. “A exploração madeireira predatória, que tantos danos causou ao meio ambiente, vem sendo substituída por técnicas de impacto reduzido, preservando o setor madeireiro através do uso racional e sustentável”, destaca o documento.
A adoção de um sistema de manejo florestal aliado a iniciativas conservacionistas que procuram conter os desmatamentos constituem um fator preponderante para preservação das matas, segundo o IBGE. “O crescimento da silvicultura é fator preponderante na amenização do impacto causado pela retirada de produtos madeireiros.”
Ainda no âmbito do fenômeno da inversão silvicultura-extração vegetal, a troca da lenha de matas nativas – muito usada como combustível nas zonas rurais para cozinhar alimentos – por lenha de reflorestamento e a substituição delas nas indústrias que utilizam a lenha como fonte energética são exemplos de como a atividade vem contribuindo para reduzir a pressão sobre as florestas nativas. “Isso sem contar que o eucalipto, principal espécie plantada no Brasil, pode ser abatido com excelente produtividade a partir do sexto ano, prazo este bem inferior à regeneração de nossas florestas”, enfatiza a pesquisa.
Para acompanhar o desempenho dessas atividades, a pesquisa fez um registro dos principais produtos obtidos nas florestas naturais e plantadas, investigando em todos os municípios brasileiros, 38 itens oriundos do extrativismo vegetal e sete, da silvicultura.
A pesquisa mostra ainda que a atividade madeireira "predatória" vem dando lugar a técnicas de impacto reduzido, de "uso racional e sustentável". Outros fatores que contribuem para a diminuição do desmatamento apontados pela pesquisa são a troca da lenha de matas nativas por lenha de reflorestamento, o crescimento da silvicultura e a substituição de fontes energéticas nas indústrias.
Em 2012, a produção primária florestal foi de R$ 18,4 bilhões no Brasil. Desse total, 76,9% são de silvicultura e 23,1% provenientes da extração vegetal. A Região Sul tem três principais produtos produzidos: lenha (64,8% da produção total do Brasil), madeira em tora para papel e celulose (64,8% da produção nacional) e madeira para outras finalidades (58,8%). Destacam-se ainda, na produção madeireira, a casca de acácia-negra, que ocorre apenas no Rio Grande do Sul (ou seja, 100% da produção nacional é gaúcha), e a produção de folhas de eucalipto (33%).
Em 1994, a silvicultura representava menos de 30% da produção florestal, enquanto o extrativismo ultrapassava os 70%. Entre 1998 e 2002, ambos praticamente se igualaram, mas a partir de 2003 a silvicultura acentuou a predominância e vem se distanciando do extrativismo. Os técnicos do IBGE ressaltaram a implementação de políticas públicas, ao longo dos anos, de incentivo da silvicultura, de forma econômica e sustentável. “A exploração madeireira predatória, que tantos danos causou ao meio ambiente, vem sendo substituída por técnicas de impacto reduzido, preservando o setor madeireiro através do uso racional e sustentável”, destaca o documento.
A adoção de um sistema de manejo florestal aliado a iniciativas conservacionistas que procuram conter os desmatamentos constituem um fator preponderante para preservação das matas, segundo o IBGE. “O crescimento da silvicultura é fator preponderante na amenização do impacto causado pela retirada de produtos madeireiros.”
Ainda no âmbito do fenômeno da inversão silvicultura-extração vegetal, a troca da lenha de matas nativas – muito usada como combustível nas zonas rurais para cozinhar alimentos – por lenha de reflorestamento e a substituição delas nas indústrias que utilizam a lenha como fonte energética são exemplos de como a atividade vem contribuindo para reduzir a pressão sobre as florestas nativas. “Isso sem contar que o eucalipto, principal espécie plantada no Brasil, pode ser abatido com excelente produtividade a partir do sexto ano, prazo este bem inferior à regeneração de nossas florestas”, enfatiza a pesquisa.
Para acompanhar o desempenho dessas atividades, a pesquisa fez um registro dos principais produtos obtidos nas florestas naturais e plantadas, investigando em todos os municípios brasileiros, 38 itens oriundos do extrativismo vegetal e sete, da silvicultura.
Fonte: Painel Floresta, com informações da Ageflor
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