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Notícias
07
jan
2014
(BIOENERGIA)
Produtores de carvão estão otimistas para o próximo ano
A recuperação gradual da economia mundial tem contribuído para que a expectativa em relação ao desenvolvimento da silvicultura de Minas Gerais seja mais favorável. Em 2013, a situação do segmento foi considerada bem mais satisfatória que a vivenciada em 2012, com o início da recuperação dos preços pagos pela tonelada de carvão. A tendência é que o movimento de alta registrado nos preços do carvão seja mantido ao longo de 2014, o que será sustentado pelo aumento da demanda.
De acordo com o diretor-superintendente da AMS (Associação Mineira de Silvicultura), Antônio Tarcizo de Andrade e Silva, a situação do segmento deve ser mais positiva em 2014, porém os resultados ainda dependerão da recuperação da economia mundial, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.
"O que estamos percebendo é que a economia mundial vem se recuperando aos poucos, o que é fundamental para que a indústria aumente a produção e demande maior volume de ferro-gusa, o que alavancará também a procura pelo carvão. Com a demanda em alta, a valorização dos preços deve acontecer", disse.
Segundo dados da AMS, os preços pagos pela tonelada do carvão estão em patamares satisfatórios e são suficientes para garantir margem de lucro aos produtores. A tonelada do produto foi negociada, ao longo de novembro, em média a R$ 520, o valor está maior que a média registrada em 2012, que ficou em R$ 500.
"Nossa expectativa, frente à retomada do mercado, é que ao longo de 2014 ocorram novas recuperações na cotação do carvão, com a tonelada podendo chegar a R$ 600", disse Andrade e Silva.
A valorização do carvão será fundamental para estimular a retomada do plantio de novas florestas e renovação das áreas no Estado. Mesmo com o maior ingresso de produtores de médio e pequeno portes na atividade, caso as estimativas de recuperação da indústrias se concretizem, a oferta ficar aquém do necessário.
Nos últimos anos, de acordo com Andrade e Silva, devido às oscilações de mercado e a mudança da legislação brasileira em relação à aquisição de terras por estrangeiros, que foi proibida, as grandes indústrias internacionais instaladas no Estado não podem expandir as áreas particulares de produção, dependendo da formação de parcerias para o aumento da oferta de madeiras.
Com os gargalos, os projetos de novos e de reforma das áreas plantadas estão reduzindo significativamente no Estado. Os dados da AMS mostram que enquanto em 2013 os projetos abrangiam uma área de 94 mil hectares, a estimativa para 2014 é que a área fique em 74 mil hectares, redução de 21,2%.
"Nosso receio é que ao longo dos próximos anos, com a recuperação da economia mundial e a retomada da indústria, ocorra grande procura pelo carvão e que está demanda supere a oferta disponível, já que o investimento em novos projetos e na renovação das áreas estão menores", disse.
De acordo com os dados divulgados, ontem, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Minas Gerais encerrou 2012 como o maior produtor nacional de carvão vegetal com uma produção de 4,451 milhões de toneladas o que corresponde a 71% da produção do país. Quando se considera somente o carvão da silvicultura (4,335 milhões de toneladas provenientes das florestas plantadas) a participação do Estado passa para 81%.
Dentre os 20 maiores municípios produtores de carvão da silvicultura do país, todos estão em Minas Gerais. Os cinco maiores produtores são: João Pinheiro, na região Noroeste de Minas, Itamarandiba, no Jequitinhonha, Grão Mogol, Olhos d"Água e Lassance, ambos no Norte.
Entre 2011 e 2012, o IBGE registrou que a produção física aumentou de 29%, enquanto o valor monetário cresceu apenas 11%.
Somando-se o valor monetário bruto da produção de todos os produtos da silvicultura e extração vegetal, Minas Gerais é o Estado com melhor desempenho chegando ao valor de R$ 3,560 bilhões, o segundo lugar fica com o Paraná, o valor da cultura é de R$ 3,517 bilhões.
De acordo com o diretor-superintendente da AMS (Associação Mineira de Silvicultura), Antônio Tarcizo de Andrade e Silva, a situação do segmento deve ser mais positiva em 2014, porém os resultados ainda dependerão da recuperação da economia mundial, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.
"O que estamos percebendo é que a economia mundial vem se recuperando aos poucos, o que é fundamental para que a indústria aumente a produção e demande maior volume de ferro-gusa, o que alavancará também a procura pelo carvão. Com a demanda em alta, a valorização dos preços deve acontecer", disse.
Segundo dados da AMS, os preços pagos pela tonelada do carvão estão em patamares satisfatórios e são suficientes para garantir margem de lucro aos produtores. A tonelada do produto foi negociada, ao longo de novembro, em média a R$ 520, o valor está maior que a média registrada em 2012, que ficou em R$ 500.
"Nossa expectativa, frente à retomada do mercado, é que ao longo de 2014 ocorram novas recuperações na cotação do carvão, com a tonelada podendo chegar a R$ 600", disse Andrade e Silva.
A valorização do carvão será fundamental para estimular a retomada do plantio de novas florestas e renovação das áreas no Estado. Mesmo com o maior ingresso de produtores de médio e pequeno portes na atividade, caso as estimativas de recuperação da indústrias se concretizem, a oferta ficar aquém do necessário.
Nos últimos anos, de acordo com Andrade e Silva, devido às oscilações de mercado e a mudança da legislação brasileira em relação à aquisição de terras por estrangeiros, que foi proibida, as grandes indústrias internacionais instaladas no Estado não podem expandir as áreas particulares de produção, dependendo da formação de parcerias para o aumento da oferta de madeiras.
Com os gargalos, os projetos de novos e de reforma das áreas plantadas estão reduzindo significativamente no Estado. Os dados da AMS mostram que enquanto em 2013 os projetos abrangiam uma área de 94 mil hectares, a estimativa para 2014 é que a área fique em 74 mil hectares, redução de 21,2%.
"Nosso receio é que ao longo dos próximos anos, com a recuperação da economia mundial e a retomada da indústria, ocorra grande procura pelo carvão e que está demanda supere a oferta disponível, já que o investimento em novos projetos e na renovação das áreas estão menores", disse.
De acordo com os dados divulgados, ontem, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Minas Gerais encerrou 2012 como o maior produtor nacional de carvão vegetal com uma produção de 4,451 milhões de toneladas o que corresponde a 71% da produção do país. Quando se considera somente o carvão da silvicultura (4,335 milhões de toneladas provenientes das florestas plantadas) a participação do Estado passa para 81%.
Dentre os 20 maiores municípios produtores de carvão da silvicultura do país, todos estão em Minas Gerais. Os cinco maiores produtores são: João Pinheiro, na região Noroeste de Minas, Itamarandiba, no Jequitinhonha, Grão Mogol, Olhos d"Água e Lassance, ambos no Norte.
Entre 2011 e 2012, o IBGE registrou que a produção física aumentou de 29%, enquanto o valor monetário cresceu apenas 11%.
Somando-se o valor monetário bruto da produção de todos os produtos da silvicultura e extração vegetal, Minas Gerais é o Estado com melhor desempenho chegando ao valor de R$ 3,560 bilhões, o segundo lugar fica com o Paraná, o valor da cultura é de R$ 3,517 bilhões.
Fonte: Diário do Comércio
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