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Notícias
28
nov
2013
(SETOR FLORESTAL)
Abaf projeta 2014 de desenvolvimento florestal durante o IV Coneflor
O IV Congresso Nordestino de Engenharia Florestal (IV Coneflor), que está sendo realizado no município de Vitória da Conquista, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), teve um dia marcado pela diversificação de palestras.
Na primeira mesa redonda do dia, o assunto foi inventário florestal com Guilherme Gomide, da Gerência Executiva de Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), fazendo uma explanação de como está o trabalho no País, com a região Nordeste ainda em fase inicial de processo, porém com o sul da Bahia já bem desenvolvido. Gomide disse ainda que os Estados do Rio Grande do Sul e Paraná estão com os inventários finalizados.
Na mesma mesa redonda, Newton Barcellos, chefe do SFB na região Nordeste, destacou que no Estado do Rio Grande do Norte 25% de toda a energia consumida vem da lenha do carvão. Por isso, Barcellos acredita que o manejo florestal comunitário é um bom negócio em todo o semiárido nordestino. Barcellos frisou que 9,9% do território do Rio Grande do Norte são compostos por áreas destinadas a assentamentos.
Para Newton Barcellos, os pequenos produtores dos assentamentos estão contribuindo com a biodiversidade e, ao mesmo tempo, ganhando dinheiro. A renda familiar saltou de R$ 836,08, para R$ 1.161,61 por mês. No entanto, o mais curioso é que este trabalho é feito no máximo em dois dias da semana, totalizando 27 dias no ano. “O produtor não se restringe ao manejo florestal. Pelo contrário, eles continuam plantando, mas agora a atividade florestal está se tornando atrativa”, disse Barcellos.
A segunda mesa redonda teve como tema o setor florestal da Bahia, com Márdel Lopes, do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), destacando que o processo de desburocratização começou e hoje não são mais necessárias apresentações do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima). Em seguida, o economista Wilson Andrade, da Associação Baiana de Empresas de Base Florestal (Abaf), garantiu que 2014 será um ano bom para o setor florestal no Estado.
De acordo com Andrade, o governo da Bahia vem trabalhando em conjunto com o empresariado do setor florestal em ritmo acelerado. Em três anos foram concedidos cerca 12 mil licenciamentos ambientais, restando dois mil de um total de 14 mil, que antes incomodavam o setor produtivo. Andrade apresentou dados que mostram que a Bahia detém hoje o maior índice de produtividade no eucalipto no mundo, com 42 metros cúbicos por hectare. A média brasileira é de 35 e os países que chegam mais perto são: China, com 31; Uruguai e Chile, com 30; Indonésia, com 25; e Austrália, com 22 metros cúbicos por hectare.
Na Bahia, para cada hectare plantado, há 0,7 hectare é preservado. Wilson Andrade disse, também, que o setor florestal é responsável por 5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, o que em cifras chega a R$ 8 bilhões. “Produzimos 20% da celulose de todo o País e 29% de todo o ferro liga com carvão vegetal oriundo do eucalipto . Em todo o Estado, o setor florestal gera 40 mil empregos diretos, 100 mil indiretos e 180 mil de efeito renda. Em 2014 vamos começar a plantar em larga escala para produzirmos energia. O governo federal está com linhas de crédito com juros que variam 3% a 5% ao ano. Por isso, 2014 será melhor que este ano”, antecipou Andrade.
O dia foi marcado, também, pela realização da mesa redonda intitulada a silvicultura no Nordeste. Nesta mesa, os temas apresentados foram a ciclagem de nutrientes em florestas nativas e plantações comerciais, além da expansão da eucaliptocultura no planalto da Conquista, na Bahia. A última mesa redonda do dia foi destinada à discussão fomento à produção florestal, com apresentações das linhas crédito do Banco do Nordeste (BNB) e Banco do Brasil. O IV Coneflor vai até esta quinta-feira, 28.
Na primeira mesa redonda do dia, o assunto foi inventário florestal com Guilherme Gomide, da Gerência Executiva de Informações Florestais do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), fazendo uma explanação de como está o trabalho no País, com a região Nordeste ainda em fase inicial de processo, porém com o sul da Bahia já bem desenvolvido. Gomide disse ainda que os Estados do Rio Grande do Sul e Paraná estão com os inventários finalizados.
Na mesma mesa redonda, Newton Barcellos, chefe do SFB na região Nordeste, destacou que no Estado do Rio Grande do Norte 25% de toda a energia consumida vem da lenha do carvão. Por isso, Barcellos acredita que o manejo florestal comunitário é um bom negócio em todo o semiárido nordestino. Barcellos frisou que 9,9% do território do Rio Grande do Norte são compostos por áreas destinadas a assentamentos.
Para Newton Barcellos, os pequenos produtores dos assentamentos estão contribuindo com a biodiversidade e, ao mesmo tempo, ganhando dinheiro. A renda familiar saltou de R$ 836,08, para R$ 1.161,61 por mês. No entanto, o mais curioso é que este trabalho é feito no máximo em dois dias da semana, totalizando 27 dias no ano. “O produtor não se restringe ao manejo florestal. Pelo contrário, eles continuam plantando, mas agora a atividade florestal está se tornando atrativa”, disse Barcellos.
A segunda mesa redonda teve como tema o setor florestal da Bahia, com Márdel Lopes, do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), destacando que o processo de desburocratização começou e hoje não são mais necessárias apresentações do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima). Em seguida, o economista Wilson Andrade, da Associação Baiana de Empresas de Base Florestal (Abaf), garantiu que 2014 será um ano bom para o setor florestal no Estado.
De acordo com Andrade, o governo da Bahia vem trabalhando em conjunto com o empresariado do setor florestal em ritmo acelerado. Em três anos foram concedidos cerca 12 mil licenciamentos ambientais, restando dois mil de um total de 14 mil, que antes incomodavam o setor produtivo. Andrade apresentou dados que mostram que a Bahia detém hoje o maior índice de produtividade no eucalipto no mundo, com 42 metros cúbicos por hectare. A média brasileira é de 35 e os países que chegam mais perto são: China, com 31; Uruguai e Chile, com 30; Indonésia, com 25; e Austrália, com 22 metros cúbicos por hectare.
Na Bahia, para cada hectare plantado, há 0,7 hectare é preservado. Wilson Andrade disse, também, que o setor florestal é responsável por 5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, o que em cifras chega a R$ 8 bilhões. “Produzimos 20% da celulose de todo o País e 29% de todo o ferro liga com carvão vegetal oriundo do eucalipto . Em todo o Estado, o setor florestal gera 40 mil empregos diretos, 100 mil indiretos e 180 mil de efeito renda. Em 2014 vamos começar a plantar em larga escala para produzirmos energia. O governo federal está com linhas de crédito com juros que variam 3% a 5% ao ano. Por isso, 2014 será melhor que este ano”, antecipou Andrade.
O dia foi marcado, também, pela realização da mesa redonda intitulada a silvicultura no Nordeste. Nesta mesa, os temas apresentados foram a ciclagem de nutrientes em florestas nativas e plantações comerciais, além da expansão da eucaliptocultura no planalto da Conquista, na Bahia. A última mesa redonda do dia foi destinada à discussão fomento à produção florestal, com apresentações das linhas crédito do Banco do Nordeste (BNB) e Banco do Brasil. O IV Coneflor vai até esta quinta-feira, 28.
Fonte: Painel Florestal - Elias Luz
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