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Notícias
26
nov
2013
(MANEJO)
Mapeamento digital auxilia no manejo de florestas
Iniciado em maio de 2012, um trabalho desenvolvido no Departamento de Ciências Florestais (LCF), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), recebeu medalha de prata nas Olimpíadas USP do Conhecimento
O anúncio foi feito no último dia 13 de novembro e a premiação é fruto das pesquisas realizadas pela equipe orientada pelo professor Luiz Carlos Estraviz Rodriguez, do LCF.
Intitulado “Avaliação de métodos de geração de modelos digitais de elevação”, o trabalho teve como objetivo gerar um modelo digital para representar a topografia de um terreno cultivado com eucalipto, no município de Itatinga – SP. Para conseguir o modelo digital mais fiel ao campo estudado, foram avaliados três métodos.
Segundo o professor, foi utilizada a tecnologia Airborne Laser Scanner (ALS), com o equipamento Light Detection and Ranging (LiDAR), que varre a superfície terrestre com pulsos de luz laser que são interceptados pela vegetação, solo ou qualquer outro elemento atingido, criando uma nuvem de pontos geo-referenciados com latitude, longitude e altitude conhecidas.
Eric Bastos Görgens, doutorando em Engenharia Florestal, afirma que inúmeras dificuldades contribuem para os erros de estimação, nos processos de qualificação e quantificação de florestas, quer sejam nativas ou plantadas. “Entretanto, o uso da tecnologia ALS aplicada à mensuração florestal teve um grande desenvolvimento na última década”, afirma.
Os métodos testados para ler a nuvem de pontos LiDAR, foram Pontos Mínimos, Multiscale Curvature (MSC) e Kraus & Pfeifer, e os terrenos gerados por eles foram comparados com um modelo derivado do Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), sensor orbital baseado em radar e, também, com pontos GPS de controle calibrados pelo Real Time Kinematic (GPS+RTK). Segundo Görgens, o método topográfico GPS+RTK convencional, teria gerado melhores resultados se tivesse sido aplicado em condições ideais de uso dos sistemas de posicionamento global. “Os resultados mostram, ainda, que as nuvens de pontos geo-referenciados geradas pelo LiDAR proporcionaram resultados mais precisos quando filtradas pelas técnicas MSC e Kraus & Pfeifer”.
Rodriguez conclui que o modelo digital do terreno revela a variação no relevo da superfície terrestre de uma região. “Essa é uma importante ferramenta para o manejo da paisagem, em especial a florestal, pois melhora a precisão com que são avaliados os impactos das operações silviculturais sobre os recursos hídricos locais”.
Integram a equipe coordenada pelo Professor Estraviz, os alunos de graduação Alex Fernando Mendes, Fabrício Tadeu Rodrigues de Oliveira, Ítalo Ramos Cegatta, Pedro Henrique Lopes Ferreira, Poliana Santos, o mestrando em Recursos Florestais, André Gracioso Peres da Silva, os doutorandos em Recursos Florestais Eric Bastos Görgens, Julianne de Castro Oliveira, Paulo Guilherme Molin, além do funcionário do Departamento de Ciências Florestais Jefferson Lordello Polizel.
Olimpíadas USP do Conhecimento
Trata-se de uma competição de natureza técnico-científica entre equipes de alunos (de graduação e de pós-graduação) e professores. O programa procura estimular o aprendizado prático, exigindo a cooperação entre os membros das equipes, visando a solucionar um problema técnico-científico. Os trabalhos realizados para as Olimpíadas colaboram para que os alunos associem a busca por excelência técnico-científica e a atividade formativa em ambiente de cooperação. Saiba mais em http://www.usp.br/blogprp/?page_id=122 .
O anúncio foi feito no último dia 13 de novembro e a premiação é fruto das pesquisas realizadas pela equipe orientada pelo professor Luiz Carlos Estraviz Rodriguez, do LCF.
Intitulado “Avaliação de métodos de geração de modelos digitais de elevação”, o trabalho teve como objetivo gerar um modelo digital para representar a topografia de um terreno cultivado com eucalipto, no município de Itatinga – SP. Para conseguir o modelo digital mais fiel ao campo estudado, foram avaliados três métodos.
Segundo o professor, foi utilizada a tecnologia Airborne Laser Scanner (ALS), com o equipamento Light Detection and Ranging (LiDAR), que varre a superfície terrestre com pulsos de luz laser que são interceptados pela vegetação, solo ou qualquer outro elemento atingido, criando uma nuvem de pontos geo-referenciados com latitude, longitude e altitude conhecidas.
Eric Bastos Görgens, doutorando em Engenharia Florestal, afirma que inúmeras dificuldades contribuem para os erros de estimação, nos processos de qualificação e quantificação de florestas, quer sejam nativas ou plantadas. “Entretanto, o uso da tecnologia ALS aplicada à mensuração florestal teve um grande desenvolvimento na última década”, afirma.
Os métodos testados para ler a nuvem de pontos LiDAR, foram Pontos Mínimos, Multiscale Curvature (MSC) e Kraus & Pfeifer, e os terrenos gerados por eles foram comparados com um modelo derivado do Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), sensor orbital baseado em radar e, também, com pontos GPS de controle calibrados pelo Real Time Kinematic (GPS+RTK). Segundo Görgens, o método topográfico GPS+RTK convencional, teria gerado melhores resultados se tivesse sido aplicado em condições ideais de uso dos sistemas de posicionamento global. “Os resultados mostram, ainda, que as nuvens de pontos geo-referenciados geradas pelo LiDAR proporcionaram resultados mais precisos quando filtradas pelas técnicas MSC e Kraus & Pfeifer”.
Rodriguez conclui que o modelo digital do terreno revela a variação no relevo da superfície terrestre de uma região. “Essa é uma importante ferramenta para o manejo da paisagem, em especial a florestal, pois melhora a precisão com que são avaliados os impactos das operações silviculturais sobre os recursos hídricos locais”.
Integram a equipe coordenada pelo Professor Estraviz, os alunos de graduação Alex Fernando Mendes, Fabrício Tadeu Rodrigues de Oliveira, Ítalo Ramos Cegatta, Pedro Henrique Lopes Ferreira, Poliana Santos, o mestrando em Recursos Florestais, André Gracioso Peres da Silva, os doutorandos em Recursos Florestais Eric Bastos Görgens, Julianne de Castro Oliveira, Paulo Guilherme Molin, além do funcionário do Departamento de Ciências Florestais Jefferson Lordello Polizel.
Olimpíadas USP do Conhecimento
Trata-se de uma competição de natureza técnico-científica entre equipes de alunos (de graduação e de pós-graduação) e professores. O programa procura estimular o aprendizado prático, exigindo a cooperação entre os membros das equipes, visando a solucionar um problema técnico-científico. Os trabalhos realizados para as Olimpíadas colaboram para que os alunos associem a busca por excelência técnico-científica e a atividade formativa em ambiente de cooperação. Saiba mais em http://www.usp.br/blogprp/?page_id=122 .
Fonte: Assessoria de Comunicação USP ESALQ
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