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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Eucalipto: Goiás planta até na seca
O Setor de Reflorestamento da Copebrás, empresa que atua no segmento de mineração em Catalão/Ouvidor, é pioneira em Goiás no plantio de eucalipto utilizando moderna tecnologia que une um processo inovador de irrigação e o sistema de plantio direto, possibilitando a implantação da lavoura em pleno período seco do ano. Os florestamentos e reflorestamentos começaram em 1982 e chegaram ao ano passado a 2,2 mil hectares, garantindo toda a matéria-prima utilizada na indústria.
De acordo com o técnico agrícola Neri Celso, que juntamente com o engenheiro florestal Celso Trindade são encarregados pela área florestal, no sistema de plantio convencional, com aração da terra, gradagem, correção, adubação e plantio das mudas havia a desvantagem da concentração das operações em apenas quatro meses (novembro a fevereiro), já que era preciso aproveitar a estação chuvosa. Com isso, era necessário preparar milhares de mudas para serem usadas em um mesmo período e tudo tinha de ser feito às pressas, principalmente pelo tamanho das áreas a serem reflorestadas a cada ano.
A necessidade de novos plantios surgiu do aumento da demanda por madeira, já que a capacidade de produção da empresa praticamente duplicou em 2003. Este ano estão sendo plantados 450 hectares. Em 2005, serão outros 600 hectares e em 2006, mais 600, elevando a área cultivada para 3,6 mil hectares, já descontados os cortes a serem feitos até lá. Pelo tipo de uso na empresa, as árvores podem ser abatidas a partir dos 6 anos. O processo de plantio direto foi introduzido há cinco anos e o de irrigação com uso de produto químico hidratado no ano passado.
Inovação
As novas técnicas vieram para resolver o problema do plantio concentrado. Conforme Neri Celso, atualmente não se faz mais aração do solo. Cerca de dez dias antes do plantio das mudas, geralmente em área de pastagem, faz-se a dessecação do capim com aplicação de glifosato. Esse procedimento tanto é usado para cultivos novos quanto na reforma de florestas já submetidas ao primeiro corte.
A etapa seguinte é a utilização de um trator equipado com sulcadora e adubadora, que faz a subsolagem e adubação somente na linha de plantio das mudas. Também nela é aplicada pequena quantidade de gesso agrícola que atua em parte como corretivo e em parte favorece o desenvolvimento do sistema radicular das plantas. A adubação é feita com cerca de 200 gramas por cova de adubo químico na formulação 3-17-0.
O espaçamento utilizado nos plantios da Copebrás é de 3,5 metros entre linhas e 2,38 centímetros entre plantas. O estande fica com média de 1.200 plantas por hectare. Os cultivos recebem duas adubações de cobertura, sempre no período chuvoso. No ano seguinte ao plantio, faz-se aplicação de 50 gramas de NPK na formulação 20-10-20 + boro, por planta, repetindo-se essa mesma fórmula no segundo ano.
O prazo para reflorestar a área total prevista para este ano é de nove meses, com média de 50 hectares por mês. Todas as mudas utilizadas no projeto são produzidas pelo Setor de Reflorestamento da empresa, pelo método convencional (plantio da semente) e também por clonagem. Conforme Neri Celso, desde 1988 a Copebrás não consome mais madeira nativa.
Mudas por clonagem
Todas as mudas usadas nos plantios da empresa são produzidas pela equipe do Setor de Reflorestamento. Somente este ano serão cerca de 700 mil unidades, tanto pela via direta (uso de sementes) quanto pelo processo de clonagem, conforme explica Neri Celso. Em ambos os casos, são necessários cerca de 100 a 120 dias para que fiquem prontas para transplantio no campo. A espécie usada predominantemente é o Eucaliptus urophylla.
A coleta de sementes é feita em áreas mais antigas, observando-se as melhores árvores. Essas sementes são plantadas em tubetes cheios com substrato de boa qualidade e regadas diariamente até atingirem o ponto de transplantio, quando atingem cerca de 30 centímetros de altura. Esse processo é bom, segundo Neri Celso, mas vem sendo substituído gradativamente pela clonagem que é capaz de multiplicar o número de mudas viáveis.
Fonte: Celulose Online – 14/10/2004
De acordo com o técnico agrícola Neri Celso, que juntamente com o engenheiro florestal Celso Trindade são encarregados pela área florestal, no sistema de plantio convencional, com aração da terra, gradagem, correção, adubação e plantio das mudas havia a desvantagem da concentração das operações em apenas quatro meses (novembro a fevereiro), já que era preciso aproveitar a estação chuvosa. Com isso, era necessário preparar milhares de mudas para serem usadas em um mesmo período e tudo tinha de ser feito às pressas, principalmente pelo tamanho das áreas a serem reflorestadas a cada ano.
A necessidade de novos plantios surgiu do aumento da demanda por madeira, já que a capacidade de produção da empresa praticamente duplicou em 2003. Este ano estão sendo plantados 450 hectares. Em 2005, serão outros 600 hectares e em 2006, mais 600, elevando a área cultivada para 3,6 mil hectares, já descontados os cortes a serem feitos até lá. Pelo tipo de uso na empresa, as árvores podem ser abatidas a partir dos 6 anos. O processo de plantio direto foi introduzido há cinco anos e o de irrigação com uso de produto químico hidratado no ano passado.
Inovação
As novas técnicas vieram para resolver o problema do plantio concentrado. Conforme Neri Celso, atualmente não se faz mais aração do solo. Cerca de dez dias antes do plantio das mudas, geralmente em área de pastagem, faz-se a dessecação do capim com aplicação de glifosato. Esse procedimento tanto é usado para cultivos novos quanto na reforma de florestas já submetidas ao primeiro corte.
A etapa seguinte é a utilização de um trator equipado com sulcadora e adubadora, que faz a subsolagem e adubação somente na linha de plantio das mudas. Também nela é aplicada pequena quantidade de gesso agrícola que atua em parte como corretivo e em parte favorece o desenvolvimento do sistema radicular das plantas. A adubação é feita com cerca de 200 gramas por cova de adubo químico na formulação 3-17-0.
O espaçamento utilizado nos plantios da Copebrás é de 3,5 metros entre linhas e 2,38 centímetros entre plantas. O estande fica com média de 1.200 plantas por hectare. Os cultivos recebem duas adubações de cobertura, sempre no período chuvoso. No ano seguinte ao plantio, faz-se aplicação de 50 gramas de NPK na formulação 20-10-20 + boro, por planta, repetindo-se essa mesma fórmula no segundo ano.
O prazo para reflorestar a área total prevista para este ano é de nove meses, com média de 50 hectares por mês. Todas as mudas utilizadas no projeto são produzidas pelo Setor de Reflorestamento da empresa, pelo método convencional (plantio da semente) e também por clonagem. Conforme Neri Celso, desde 1988 a Copebrás não consome mais madeira nativa.
Mudas por clonagem
Todas as mudas usadas nos plantios da empresa são produzidas pela equipe do Setor de Reflorestamento. Somente este ano serão cerca de 700 mil unidades, tanto pela via direta (uso de sementes) quanto pelo processo de clonagem, conforme explica Neri Celso. Em ambos os casos, são necessários cerca de 100 a 120 dias para que fiquem prontas para transplantio no campo. A espécie usada predominantemente é o Eucaliptus urophylla.
A coleta de sementes é feita em áreas mais antigas, observando-se as melhores árvores. Essas sementes são plantadas em tubetes cheios com substrato de boa qualidade e regadas diariamente até atingirem o ponto de transplantio, quando atingem cerca de 30 centímetros de altura. Esse processo é bom, segundo Neri Celso, mas vem sendo substituído gradativamente pela clonagem que é capaz de multiplicar o número de mudas viáveis.
Fonte: Celulose Online – 14/10/2004
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