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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Desenvolvimento de tecnologia permite uso da madeira em construções de grande porte
Utilizar de maneira adequada madeiras de reflorestamento na construção é um dos objetivos dos estudos que vêm sendo realizados pelos centros de pesquisa espalhados pelo país. Cada vez mais, os profissionais buscam entender como aproveitar características da madeira plantada - como crescimento rápido, fácil disponibilidade, resistência e elasticidade - na construção.
Um dos principais centros de pesquisa do Brasil, o Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeira – LaMEN da USP de São Carlos, em São Paulo, é referência no assunto. De acordo com o coordenador e professor do LaMEN, Carlito Calil Junior, nos últimos dez anos os estudos avançaram muito. Ele destaca a apresentação da Norma Brasileira de estruturas de madeira, em 1997, como um dos grandes marcos desse período. “As normas forneceram subsídios para o desenvolvimento de tecnologia para projetos e construções das estruturas de madeira de grande porte”, afirma Calil, que irá apresentar atualizações da norma durante o 2º Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Reflorestamento. Ele também irá abordar as tendências para as construções industrializadas de madeira. O evento será realizado em Curitiba – PR entre os dias 29 de novembro e 1 de dezembro.
Entre as pesquisas em desenvolvimento na área da construção civil, o professor destaca o programa emergencial das pontes de madeira para o Estado de São Paulo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP. O objetivo é apresentar um manual de construção de pontes de madeira utilizando vários sistemas estruturais e construtivos. Outros estudos importantes são o de normalização industrial da madeira laminada colada e o da classificação estrutural da madeira para a proposta de um Programa Nacional de Qualidade da Madeira Serrada, programa que já está em funcionamento para os painéis de compensado e portas.
Na universidade de São Carlos, os trabalhos dos pesquisadores estão concentrados para o uso das madeiras de reflorestamento de pinus e eucalipto. “Os avanços técnicos têm sido a classificação e caracterização das madeiras, estudo das ligações e suas aplicações em fôrmas, coberturas e pontes de madeira”, conta o professor.
Exemplos de projetos de estruturas de madeira que se preocupam com a utilização tecnológica da madeira não faltam. No município de Lages, em Santa Catarina, foi construído um ginásio de esportes com toda a cobertura em madeira laminada colada, no qual todas as lâminas foram classificadas e caracterizadas. A obra tem o maior vão em estruturas de madeira do país. De acordo com Calil, no próprio programa para construções de pontes no Estado de São Paulo, algumas já foram construídas com sistemas estruturais e construtivos inéditos no país, como as pontes protendidas de madeira e as pontes mistas de madeira e concreto.
Madeira plantada
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente - ABIMCI, diferente do que se imagina, a atividade de base florestal tem contribuído para a sustentabilidade das florestas. “Em países ou regiões onde as atividades de base florestal prosperam, os índices de conversão do solo para outros usos são baixos. Além disso, cresce a percepção que o produto madeira é ambientalmente correto”, lembra o presidente da entidade, Odelir Battistella.
A madeira é um produto renovável e se destaca nas formas mais modernas de análise ambiental, como na análise do ciclo de vida. O consumo energético para produção de madeira é 70 vezes menor que o consumido na produção de alumínio, 17 vezes menor que na do aço e 3 vezes menor que na produção do concreto. Outro aspecto relevante em relação ao meio ambiente é a taxa de emissão de carbono. A madeira se destaca pelo fato de ter uma emissão negativa, pois retém parte do carbono da atmosfera.
Fonte: INTERACT Comunicação Empresarial – 14/10/2004
Um dos principais centros de pesquisa do Brasil, o Laboratório de Madeiras e de Estruturas de Madeira – LaMEN da USP de São Carlos, em São Paulo, é referência no assunto. De acordo com o coordenador e professor do LaMEN, Carlito Calil Junior, nos últimos dez anos os estudos avançaram muito. Ele destaca a apresentação da Norma Brasileira de estruturas de madeira, em 1997, como um dos grandes marcos desse período. “As normas forneceram subsídios para o desenvolvimento de tecnologia para projetos e construções das estruturas de madeira de grande porte”, afirma Calil, que irá apresentar atualizações da norma durante o 2º Congresso Internacional de Produtos de Madeira Sólida de Reflorestamento. Ele também irá abordar as tendências para as construções industrializadas de madeira. O evento será realizado em Curitiba – PR entre os dias 29 de novembro e 1 de dezembro.
Entre as pesquisas em desenvolvimento na área da construção civil, o professor destaca o programa emergencial das pontes de madeira para o Estado de São Paulo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP. O objetivo é apresentar um manual de construção de pontes de madeira utilizando vários sistemas estruturais e construtivos. Outros estudos importantes são o de normalização industrial da madeira laminada colada e o da classificação estrutural da madeira para a proposta de um Programa Nacional de Qualidade da Madeira Serrada, programa que já está em funcionamento para os painéis de compensado e portas.
Na universidade de São Carlos, os trabalhos dos pesquisadores estão concentrados para o uso das madeiras de reflorestamento de pinus e eucalipto. “Os avanços técnicos têm sido a classificação e caracterização das madeiras, estudo das ligações e suas aplicações em fôrmas, coberturas e pontes de madeira”, conta o professor.
Exemplos de projetos de estruturas de madeira que se preocupam com a utilização tecnológica da madeira não faltam. No município de Lages, em Santa Catarina, foi construído um ginásio de esportes com toda a cobertura em madeira laminada colada, no qual todas as lâminas foram classificadas e caracterizadas. A obra tem o maior vão em estruturas de madeira do país. De acordo com Calil, no próprio programa para construções de pontes no Estado de São Paulo, algumas já foram construídas com sistemas estruturais e construtivos inéditos no país, como as pontes protendidas de madeira e as pontes mistas de madeira e concreto.
Madeira plantada
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente - ABIMCI, diferente do que se imagina, a atividade de base florestal tem contribuído para a sustentabilidade das florestas. “Em países ou regiões onde as atividades de base florestal prosperam, os índices de conversão do solo para outros usos são baixos. Além disso, cresce a percepção que o produto madeira é ambientalmente correto”, lembra o presidente da entidade, Odelir Battistella.
A madeira é um produto renovável e se destaca nas formas mais modernas de análise ambiental, como na análise do ciclo de vida. O consumo energético para produção de madeira é 70 vezes menor que o consumido na produção de alumínio, 17 vezes menor que na do aço e 3 vezes menor que na produção do concreto. Outro aspecto relevante em relação ao meio ambiente é a taxa de emissão de carbono. A madeira se destaca pelo fato de ter uma emissão negativa, pois retém parte do carbono da atmosfera.
Fonte: INTERACT Comunicação Empresarial – 14/10/2004
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