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Notícias
18
set
2013
(REFLORESTAMENTO)
Empresa peruana cria certificado para estimular reflorestamento da Amazônia
O Peru enfrenta desafios semelhantes ao Brasil no que diz respeito a preservar a Floresta Amazônica, assim cada nova iniciativa que surge por lá tem o potencial de ser útil também para os brasileiros.
Portanto, vale a pena tentar entender o que foi batizado de Certificado de Captura de Carbono (CCC), um mecanismo que visa arrecadar fundos para o reflorestamento na Amazônia peruana ao reunir recursos de empresas que desejam neutralizar suas emissões de gases do efeito estufa.
Formulado pela companhia Peru Carbon Fund (PCF), o CCC é concedido para proprietários de terras que reflorestem áreas que foram desmatadas para uso agrícola e agropecuário. Mas ao contrário dos créditos de carbono, os CCCs não podem ser comercializados.
“Cada CCC é emitido por um investidor específico para compensar sua pegada de carbono. Esse certificado não pode ser negociado com outras empresas. A PCF faz o relacionamento direto entre os investidores e os agricultores, reduzindo os custos de certificação e transação”, afirmou Alessandro Riva, presidente da PCF, em entrevista para o Ecosystem Marketplace.
Outra diferença para os créditos de carbono é que os CCCs permitem o aproveitamento das áreas reflorestadas, desde que seja respeitada a não liberação de carbono. Assim, é possível explorar a madeira para a construção civil, por exemplo.
Segundo Riva, ao permitir a exploração da madeira, o mecanismo faz com que as espécies de rápido crescimento da Amazônia ajudem a reduzir o desmatamento em outras áreas ao mesmo tempo em que lida com as mudanças climáticas e cria empregos.
“É um mecanismo que segue as regras específicas da realidade e das estruturas legais peruanas. Dessa forma, a maior parte dos moradores e dos investidores corporativos pode se identificar com ele, permitindo que o programa cresça mais rápido nacionalmente”, disse Riva.
Ainda segundo a PCF, a simplicidade do CCC faz com que ele seja muito mais atrativo do que os padrões internacionais para a geração de créditos de carbono, que ainda sofrem para alcançar uma maior popularização.
“Podemos dizer que é praticamente gratuito para qualquer fazendeiro conseguir o CCC, desde que ele cumpra os pré-requisitos. Enxergamos que essa é a única maneira de promover o reflorestamento no Peru com o intuito de frear o desmatamento”, concluiu Riva.
É preciso avaliar mais de perto como realmente funcionam os CCCs e se realmente rendem resultados positivos para os agricultores e para a floresta. Vamos acompanhar a implementação desse mecanismo no Peru e trazer mais informações no futuro.
Portanto, vale a pena tentar entender o que foi batizado de Certificado de Captura de Carbono (CCC), um mecanismo que visa arrecadar fundos para o reflorestamento na Amazônia peruana ao reunir recursos de empresas que desejam neutralizar suas emissões de gases do efeito estufa.
Formulado pela companhia Peru Carbon Fund (PCF), o CCC é concedido para proprietários de terras que reflorestem áreas que foram desmatadas para uso agrícola e agropecuário. Mas ao contrário dos créditos de carbono, os CCCs não podem ser comercializados.
“Cada CCC é emitido por um investidor específico para compensar sua pegada de carbono. Esse certificado não pode ser negociado com outras empresas. A PCF faz o relacionamento direto entre os investidores e os agricultores, reduzindo os custos de certificação e transação”, afirmou Alessandro Riva, presidente da PCF, em entrevista para o Ecosystem Marketplace.
Outra diferença para os créditos de carbono é que os CCCs permitem o aproveitamento das áreas reflorestadas, desde que seja respeitada a não liberação de carbono. Assim, é possível explorar a madeira para a construção civil, por exemplo.
Segundo Riva, ao permitir a exploração da madeira, o mecanismo faz com que as espécies de rápido crescimento da Amazônia ajudem a reduzir o desmatamento em outras áreas ao mesmo tempo em que lida com as mudanças climáticas e cria empregos.
“É um mecanismo que segue as regras específicas da realidade e das estruturas legais peruanas. Dessa forma, a maior parte dos moradores e dos investidores corporativos pode se identificar com ele, permitindo que o programa cresça mais rápido nacionalmente”, disse Riva.
Ainda segundo a PCF, a simplicidade do CCC faz com que ele seja muito mais atrativo do que os padrões internacionais para a geração de créditos de carbono, que ainda sofrem para alcançar uma maior popularização.
“Podemos dizer que é praticamente gratuito para qualquer fazendeiro conseguir o CCC, desde que ele cumpra os pré-requisitos. Enxergamos que essa é a única maneira de promover o reflorestamento no Peru com o intuito de frear o desmatamento”, concluiu Riva.
É preciso avaliar mais de perto como realmente funcionam os CCCs e se realmente rendem resultados positivos para os agricultores e para a floresta. Vamos acompanhar a implementação desse mecanismo no Peru e trazer mais informações no futuro.
Fonte: Redação Instituto CarbonoBrasil
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