Voltar
Notícias
06
set
2013
(MANEJO)
Santa Quiteria, Baixo Parnaíba maranhense, proíbe plantios de eucalipto e soja
Ao longo de toda a história, o povo maranhense poucas vezes figurou como personagem principal de qualquer narrativa.
A aprovação de um projeto de lei pela câmara de vereadores de Santa Quitéria, Baixo Parnaiba maranhense, que proíbe os plantios de eucalipto e de soja no município propicia uma reflexão sobre como um projeto de lei impacta diretamente as vidas de milhares de pessoas não só no município de Santa Quitéria. Ela incide também sobre as vidas de pessoas de municípios próximos a Santa Quitéria.
Os eventos que levaram à aprovação do projeto de lei, no mês de agosto de 2013, carregam as marcas dos conflitos entre as comunidades tradicionais do município de Santa Quitéria, empresas como a Suzano Papel e Celulose, plantadores de soja e grileiros.
O último desses conflitos aconteceu em maio quando empregados de uma empreiteira, especializada em desmatar o Cerrado e queimar a madeira nativa em baterias de fornos, movimentavam-se pela Chapada do polo Coceira e foram barrados pelos moradores de Baixão da Coceira, Coceira, Lagoa das Caraíbas e de São José. Não era a primeira vez que essas comunidades barravam empresas que pretendiam desmatar as suas áreas de extrativismo.
Nesse novo embate, as comunidades resolveram que seria a última. Em julho, 30 comunidades de Santa Quitéria se dirigiram a câmara de vereadores e cobraram de forma veemente a elaboração e a aprovação de uma lei que inibiria a entrada de projetos de monoculturas em todo o município. Com a aprovação, Santa Quitéria se junta aos municípios de Barreirinhas, Mata Roma, São Benedito do Rio preto, Magalhães de Almeida, Morros, Belágua e Cachoeira Grande que legislaram pela proibição de plantios de monocultura em seus territórios.
* Mayron Régis, Colaborador do EcoDebate, é Jornalista e Assessor do Fórum Carajás e atua no Programa Territórios Livres do Baixo Parnaíba (Fórum Carajás, SMDH, CCN e FDBPM).
** Matéria enviada pelo Autor e originalmente publicado no blogue Territórios Livres do Baixo Parnaíba.
A aprovação de um projeto de lei pela câmara de vereadores de Santa Quitéria, Baixo Parnaiba maranhense, que proíbe os plantios de eucalipto e de soja no município propicia uma reflexão sobre como um projeto de lei impacta diretamente as vidas de milhares de pessoas não só no município de Santa Quitéria. Ela incide também sobre as vidas de pessoas de municípios próximos a Santa Quitéria.
Os eventos que levaram à aprovação do projeto de lei, no mês de agosto de 2013, carregam as marcas dos conflitos entre as comunidades tradicionais do município de Santa Quitéria, empresas como a Suzano Papel e Celulose, plantadores de soja e grileiros.
O último desses conflitos aconteceu em maio quando empregados de uma empreiteira, especializada em desmatar o Cerrado e queimar a madeira nativa em baterias de fornos, movimentavam-se pela Chapada do polo Coceira e foram barrados pelos moradores de Baixão da Coceira, Coceira, Lagoa das Caraíbas e de São José. Não era a primeira vez que essas comunidades barravam empresas que pretendiam desmatar as suas áreas de extrativismo.
Nesse novo embate, as comunidades resolveram que seria a última. Em julho, 30 comunidades de Santa Quitéria se dirigiram a câmara de vereadores e cobraram de forma veemente a elaboração e a aprovação de uma lei que inibiria a entrada de projetos de monoculturas em todo o município. Com a aprovação, Santa Quitéria se junta aos municípios de Barreirinhas, Mata Roma, São Benedito do Rio preto, Magalhães de Almeida, Morros, Belágua e Cachoeira Grande que legislaram pela proibição de plantios de monocultura em seus territórios.
* Mayron Régis, Colaborador do EcoDebate, é Jornalista e Assessor do Fórum Carajás e atua no Programa Territórios Livres do Baixo Parnaíba (Fórum Carajás, SMDH, CCN e FDBPM).
** Matéria enviada pelo Autor e originalmente publicado no blogue Territórios Livres do Baixo Parnaíba.
Fonte: EcoDebate
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















