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Notícias
04
set
2013
(ECONOMIA)
Economista afirma que faltam investimentos para biocombustíveis celulósicos nos EUA
O economista Christopher Hurt, da Universidade de Purdue nos Estados Unidos, fala sobre lei americana que incide na produção de etanol celulósico. A Lei dos Combustíveis Renováveis (RFS, na sigla em inglês) determina que a produção de biocombustíveis deve mais que dobrar até 2022 e segundo o especialista, as fontes devem ser mais eficientes do que o milho, como é o caso da celulose e da cana-de-açúcar. Segundo o economista, os americanos devem adicionar pouco mais de 13 bilhões de galões de etanol à gasolina em 2013, o que corresponde a aproximadamente 10% do consumo total do combustível fóssil.
No entanto, os investimentos nessa área ainda são insuficientes e por isso, seria impossível atingir as metas da RFS nos próximos anos. Diante desse cenário, o congresso americano pode rever a RFS. Para Hurt, este é o principal fator de incerteza em relação à demanda por grãos nos próximos anos.
Hurt avalia que a oposição aos biocombustíveis não estava suficientemente organizada em 2007, quando a lei foi aprovada pelo Congresso, mas nunca foi tão forte quanto agora. "À época, predominou a obsessão por reduzir a dependência do petróleo - fazia mais sentido dar dinheiro aos fazendeiros americanos do que aos 'terroristas' do Oriente Médio - e reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Eram argumentos bons, especialmente porque não havia ninguém argumentando do outro lado".
Para Hurt, os mercados exploraram de maneira exagerada o potencial de aumento da demanda global e subestimaram a capacidade de reação da oferta. "Ouvimos muito que teremos de alimentar nove bilhões de pessoas até 2050, que seria impossível aumentar a área plantada. Isso é uma bobagem. Há enormes extensões de terra e muita tecnologia a serem incorporadas".
No entanto, os investimentos nessa área ainda são insuficientes e por isso, seria impossível atingir as metas da RFS nos próximos anos. Diante desse cenário, o congresso americano pode rever a RFS. Para Hurt, este é o principal fator de incerteza em relação à demanda por grãos nos próximos anos.
Hurt avalia que a oposição aos biocombustíveis não estava suficientemente organizada em 2007, quando a lei foi aprovada pelo Congresso, mas nunca foi tão forte quanto agora. "À época, predominou a obsessão por reduzir a dependência do petróleo - fazia mais sentido dar dinheiro aos fazendeiros americanos do que aos 'terroristas' do Oriente Médio - e reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Eram argumentos bons, especialmente porque não havia ninguém argumentando do outro lado".
Para Hurt, os mercados exploraram de maneira exagerada o potencial de aumento da demanda global e subestimaram a capacidade de reação da oferta. "Ouvimos muito que teremos de alimentar nove bilhões de pessoas até 2050, que seria impossível aumentar a área plantada. Isso é uma bobagem. Há enormes extensões de terra e muita tecnologia a serem incorporadas".
Fonte: Valor / Adaptada por CeluloseOnline
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