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Notícias
04
set
2013
(QUEIMADAS)
Registro de queimadas é 49% menor do que em 2012
O registro de focos de incêndio no Brasil diminuiu 49% de janeiro até esta segunda-feira (2), em comparação com o mesmo período do ano passado, quando houve 78.440 ocorrências. Pelas imagens captadas por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde janeiro até esta segunda-feira, foram identificados 39.253 focos de queimadas no país.
Apesar da redução de 28% em relação ao ano passado, Mato Grosso é onde houve o maior número de queimadas, com 8.838 ocorrências em 2013. O Tocantins é o segundo mais afetado, com 4.834 focos de incêndio este ano, com decréscimo de 38% em relação a 2012. Maranhão registra 4.227 pontos de queimada, 73% a menos que no ano passado, com 15.687 ocorrências. Estado tradicionalmente crítico em relação a queimadas, o Pará teve 3.210 focos de queimada, uma diminuição de 61% em relação aos 8.393 casos do mesmo período do ano passado.
O coordenador do Monitoramento de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, explicou que, este ano, as condições climáticas estão menos propícias aos incêndios, diferentemente de 2012, que foi mais seco. “A redução de quase 50% dos focos detectados é muito significativa e isso é particularmente notado em estados onde tradicionalmente há muitas queimadas como Mato Grosso, Maranhão e Pará. Este ano, o clima está mais ameno, mais úmido. As chuvas foram mais intensas ou próximas da normalidade. A maior parte do Brasil Central ficou com a precipitação dentro da média histórica. Nos anos em que se tem uma estiagem muito prolongada, o uso e a propagação do fogo também aumentam, o que não é o caso este ano”, disse Setzer.
Para o pesquisador, as campanhas de conscientização contra o uso do fogo nas plantações e a fiscalização mais intensa pelos governos federal e estaduais ajudam a explicar a diminuição das queimadas. Ele alerta, contudo, que setembro costuma ser um mês bastante crítico, com tempo mais seco em algumas regiões. Entretanto, Setzer diz que este ano o país está sob influência do fenômeno La Niña, caracterizado pelo esfriamento das águas no Oceano Pacífico próximo à costa da América do Sul, o que deve trazer mais chuvas em setembro.
Os satélites do Inpe detectaram que em São Paulo, porém, houve crescimento de 19% no número de focos de incêndio este ano em relação a 2012, não somente pelo tempo mais seco como pelo aumento do uso do fogo nas áreas rurais para a colheita manual da cana-de-açúcar. O coordenador do Monitoramento de Queimadas do Inpe também destacou que estão ocorrendo focos criminosos de incêndio em unidades de conservação, como na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, no Parque Nacional do Araguaia, no Tocantins, e no Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso.
O pesquisador disse que os apagões são um aspecto negativo do uso do fogo em áreas rurais. “As queimadas acabam dando um curto-circuito nas linhas de transmissão. Na semana passada, foi o blecaute no Nordeste. Constatamos muitos focos ao longo daquelas linhas de transmissão. A segunda causa por trás das interrupções de energia elétrica decorre das queimadas. A primeira são os raios”, disse Setzer.
A interrupção no fornecimento de energia que atingiu o Nordeste na quarta-feira (28) foi provocada pelo desligamento automático de duas linhas de transmissão que interligam os sistemas Sudeste/Centro-Oeste ao Nordeste, localizadas entre as subestações Ribeiro Gonçalves e São João do Piauí, no interior do Piauí. No local, foram identificados focos de queimadas.
Apesar da redução de 28% em relação ao ano passado, Mato Grosso é onde houve o maior número de queimadas, com 8.838 ocorrências em 2013. O Tocantins é o segundo mais afetado, com 4.834 focos de incêndio este ano, com decréscimo de 38% em relação a 2012. Maranhão registra 4.227 pontos de queimada, 73% a menos que no ano passado, com 15.687 ocorrências. Estado tradicionalmente crítico em relação a queimadas, o Pará teve 3.210 focos de queimada, uma diminuição de 61% em relação aos 8.393 casos do mesmo período do ano passado.
O coordenador do Monitoramento de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, explicou que, este ano, as condições climáticas estão menos propícias aos incêndios, diferentemente de 2012, que foi mais seco. “A redução de quase 50% dos focos detectados é muito significativa e isso é particularmente notado em estados onde tradicionalmente há muitas queimadas como Mato Grosso, Maranhão e Pará. Este ano, o clima está mais ameno, mais úmido. As chuvas foram mais intensas ou próximas da normalidade. A maior parte do Brasil Central ficou com a precipitação dentro da média histórica. Nos anos em que se tem uma estiagem muito prolongada, o uso e a propagação do fogo também aumentam, o que não é o caso este ano”, disse Setzer.
Para o pesquisador, as campanhas de conscientização contra o uso do fogo nas plantações e a fiscalização mais intensa pelos governos federal e estaduais ajudam a explicar a diminuição das queimadas. Ele alerta, contudo, que setembro costuma ser um mês bastante crítico, com tempo mais seco em algumas regiões. Entretanto, Setzer diz que este ano o país está sob influência do fenômeno La Niña, caracterizado pelo esfriamento das águas no Oceano Pacífico próximo à costa da América do Sul, o que deve trazer mais chuvas em setembro.
Os satélites do Inpe detectaram que em São Paulo, porém, houve crescimento de 19% no número de focos de incêndio este ano em relação a 2012, não somente pelo tempo mais seco como pelo aumento do uso do fogo nas áreas rurais para a colheita manual da cana-de-açúcar. O coordenador do Monitoramento de Queimadas do Inpe também destacou que estão ocorrendo focos criminosos de incêndio em unidades de conservação, como na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, no Parque Nacional do Araguaia, no Tocantins, e no Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso.
O pesquisador disse que os apagões são um aspecto negativo do uso do fogo em áreas rurais. “As queimadas acabam dando um curto-circuito nas linhas de transmissão. Na semana passada, foi o blecaute no Nordeste. Constatamos muitos focos ao longo daquelas linhas de transmissão. A segunda causa por trás das interrupções de energia elétrica decorre das queimadas. A primeira são os raios”, disse Setzer.
A interrupção no fornecimento de energia que atingiu o Nordeste na quarta-feira (28) foi provocada pelo desligamento automático de duas linhas de transmissão que interligam os sistemas Sudeste/Centro-Oeste ao Nordeste, localizadas entre as subestações Ribeiro Gonçalves e São João do Piauí, no interior do Piauí. No local, foram identificados focos de queimadas.
Fonte: Agência Brasil
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