Voltar
Notícias
30
ago
2013
(ECONOMIA)
Como a disparada do dólar afeta o Brasil – e o seu bolso
O cidadão brasileiro percebeu que a economia mudou. Sente os efeitos em qualquer compra no exterior, em viagem ou pela internet. Em seis meses, o real se desvalorizou cerca de 30% em relação à moeda americana.
O problema toma forma bem prosaica e concreta no encarecimento de qualquer produto importado. Suas raízes, porém, confundem-se com uma transformação em escala global, difícil de imaginar há poucos anos. Ela começou a tomar forma em 2012 e se materializou em 2013. Os países ricos, juntos, superaram as nações emergentes, como o Brasil. Há meses, é evidente o contraste entre o clima de desânimo e incerteza, no Brasil ou na China, e o de otimismo moderado que toma nações poderosas como Estados Unidos, Japão e Reino Unido. E é natural que moedas de países em alta, como o dólar americano atualmente, valorizem-se em relação a outras. A economia global entrou numa nova fase, que reserva ao Brasil um período de turbulências e incertezas.
O novo cenário ficou evidente após as revisões das expectativas de crescimento em 2013 – na maior parte do mundo, para baixo. A empresa de investimentos americana Bridgewater recalculou na semana passada o comportamento da economia mundial neste ano. De maneira geral, vários países ricos saem da crise em que afundaram em 2008. Os emergentes responderão por apenas 40% do crescimento global em 2013, depois de carregar mais de 50% dele por cinco anos seguidos. Esse grupo chegou pela primeira vez à dianteira do crescimento global em 2004 – e acaba de perder a posição.
Isso não quer dizer que a pobreza no mundo aumentará, embora o combate a ela tenha se tornado mais difícil. Em 1990, 43% da população mundial vivia na pobreza, e em 2000 essa parcela caíra a um terço. Em 2010, a um quinto. Combater a pobreza com menos crescimento é mais difícil, mas nem de longe impossível. Em países com políticas eficazes de combate à miséria e distribuição de renda, 1% de crescimento pode reduzir a pobreza em até 4,3%. Trata-se, agora, de compensar o crescimento fraco com inteligência nas políticas públicas.
O novo cenário global também não representa uma crise para os emergentes como o Brasil, ao menos por enquanto. Eles apenas avançarão mais devagar. Chegou ao fim um ciclo de expansão iniciado nos anos 1990, quando o capital era abundante (migrava dos ricos para os pobres, como empréstimo ou investimento), as matérias-primas eram caras (para alegria de seus exportadores, como o Brasil), e a China as comprava vorazmente para sustentar seu crescimento. Grandes nações ainda subdesenvolvidas tinham muitos pobres “sobrando”, ainda por ingressar em empregos simples. Esses fatores perderam fôlego. “Os países emergentes, como o Brasil, se aproximam (dos mais ricos)”, afirma o economista Pierre-Olivier Gourinchas, professor na Universidade da Califórnia. “Houve otimismo excessivo com o ritmo dessa convergência. Estamos vendo uma correção.” Infelizmente, o mercado financeiro não costuma ser delicado nem gradual ao fazer correções.
O problema toma forma bem prosaica e concreta no encarecimento de qualquer produto importado. Suas raízes, porém, confundem-se com uma transformação em escala global, difícil de imaginar há poucos anos. Ela começou a tomar forma em 2012 e se materializou em 2013. Os países ricos, juntos, superaram as nações emergentes, como o Brasil. Há meses, é evidente o contraste entre o clima de desânimo e incerteza, no Brasil ou na China, e o de otimismo moderado que toma nações poderosas como Estados Unidos, Japão e Reino Unido. E é natural que moedas de países em alta, como o dólar americano atualmente, valorizem-se em relação a outras. A economia global entrou numa nova fase, que reserva ao Brasil um período de turbulências e incertezas.
O novo cenário ficou evidente após as revisões das expectativas de crescimento em 2013 – na maior parte do mundo, para baixo. A empresa de investimentos americana Bridgewater recalculou na semana passada o comportamento da economia mundial neste ano. De maneira geral, vários países ricos saem da crise em que afundaram em 2008. Os emergentes responderão por apenas 40% do crescimento global em 2013, depois de carregar mais de 50% dele por cinco anos seguidos. Esse grupo chegou pela primeira vez à dianteira do crescimento global em 2004 – e acaba de perder a posição.
Isso não quer dizer que a pobreza no mundo aumentará, embora o combate a ela tenha se tornado mais difícil. Em 1990, 43% da população mundial vivia na pobreza, e em 2000 essa parcela caíra a um terço. Em 2010, a um quinto. Combater a pobreza com menos crescimento é mais difícil, mas nem de longe impossível. Em países com políticas eficazes de combate à miséria e distribuição de renda, 1% de crescimento pode reduzir a pobreza em até 4,3%. Trata-se, agora, de compensar o crescimento fraco com inteligência nas políticas públicas.
O novo cenário global também não representa uma crise para os emergentes como o Brasil, ao menos por enquanto. Eles apenas avançarão mais devagar. Chegou ao fim um ciclo de expansão iniciado nos anos 1990, quando o capital era abundante (migrava dos ricos para os pobres, como empréstimo ou investimento), as matérias-primas eram caras (para alegria de seus exportadores, como o Brasil), e a China as comprava vorazmente para sustentar seu crescimento. Grandes nações ainda subdesenvolvidas tinham muitos pobres “sobrando”, ainda por ingressar em empregos simples. Esses fatores perderam fôlego. “Os países emergentes, como o Brasil, se aproximam (dos mais ricos)”, afirma o economista Pierre-Olivier Gourinchas, professor na Universidade da Califórnia. “Houve otimismo excessivo com o ritmo dessa convergência. Estamos vendo uma correção.” Infelizmente, o mercado financeiro não costuma ser delicado nem gradual ao fazer correções.
Fonte: Revista Isto É
Notícias em destaque
Arauco reforça presença institucional na SP-Arte com prêmio e exposição, em edição que marca os 10 anos do setor de design
Pelo segundo ano consecutivo patrocinadora da feira, empresa apresenta a mostra "Existe uma árvore", por Livia Debbane, e realiza...
(EVENTOS)
Madeira engenheirada CLT desafia aço e concreto e promete obras até 2x mais rápidas com menor impacto ambiental na construção civil moderna
Painéis de madeira engenheirada CLT são instalados com precisão em obra moderna, destacando rapidez, eficiência e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Adição de terra preta no solo eleva diâmetro de árvore em até 88 por cento
Descoberta do mecanismo da terra preta na fertilização das árvores pode ajudar a recuperar áreas degradadas pelo...
(GERAL)
Em fevereiro, Amazônia registrou queda de 42 por cento em áreas desmatadas
Redução representa a preservação de 5 mil campos de futebol em um mês, a menor marca em oito anos, desde...
(DESMATAMENTO)
Drones fazem papel de insetos para garantir futuro de espécies nativas
Uma em cada dez sementes chega a germinar através da recomposição da vegetação com o uso da tecnologia;...
(TECNOLOGIA)
Nova bateria feita com lignina da madeira surge como aposta para reduzir poluição e enfrentar o alto custo das tecnologias atuais
Chamada de “bateria de madeira”, a tecnologia usa lignina, um composto natural presente na madeira, para tentar entregar armazenamento...
(TECNOLOGIA)













