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Notícias
22
ago
2013
(GERAL)
Estudo da CNA e Senar busca o desenvolvimento da eucaliptocultura em MS
Diante do intenso crescimento industrial de Mato Grosso do Sul, algumas culturas do agronegócio, até então pouco exploradas, estão ganhando cada vez mais espaço. Uma dessas culturas é a de eucalipto que, segundo dados publicados no Anuário da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), em 2011 havia 475 mil hectares em cultivo no Estado, o que coloca Mato Grosso do Sul em 4° lugar no ranking de produção do País. Diante desta realidade, a cultura se torna visada e necessita de respaldo e apoio técnico para o desenvolvimento do cultivo e permanência no mercado. Por este motivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Universidade Federal de Viçosa (UFV), realiza o levantamento de custo de produção de diversas atividades agropecuárias, dentre elas está a de eucalipto. Este levantamento será utilizado para compor o material didático a ser utilizado no projeto Campo Futuro, que levará informações agropecuárias e mercadológicas a produtores rurais, auxiliando na tomada de decisão para novos investimentos.
O levantamento das informações é realizado através da metodologia denominada Painel, que consiste na definição da propriedade típica de produção em cada região de estudo, onde um grupo formado por técnicos e produtores se reúne para definir o modelo de sistema de produção, mediante debates e preenchimento de planilhas de custos. Nesta semana, o Painel foi realizado na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul) e contou com as participações do professor do Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Viçosa, Sebastião Valverde, do engenheiro Florestal, Marco Antônio Miranda, do técnico do Senar/MS, Clóvis Tolentino, além de instrutores dos cursos oferecidos pela instituição para a área, consultores autônomos e produtores rurais.
Segundo Sebastião Valverde, a realização do Painel é importante porque proporciona ao produtor de eucalipto a base necessária para tomadas de decisões e investimentos. "O objetivo é facilitar a compreensão na gestão de risco do investimento, através de informações obtidas por meio da planificação dos projetos de reflorestamento. Estes precisam ser viáveis e apresentar alta produtividade", ressalta o professor. De acordo com estudo publicado no mês de julho pela revista Valor Econômico, Mato Grosso do Sul, em poucos anos, deve se aproximar dos maiores produtores nacionais, como Bahia e São Paulo. Na reportagem, o diretor-executivo da Abraf, Luiz Cornacchioni, cita Mato Grosso do Sul como destaque de crescimento já há alguns anos. Em 2012, a taxa de expansão chegou a 25%, para 597,1 mil hectares de plantio - considerando-se eucalipto e pinus, que respondia por menos de 10 mil hectares. "Há plantio em 16 Estados, mas Mato Grosso do Sul é o que mais cresce", observou.
Assistência técnica - O mais importante deste levantamento, é destacar a relevância da assistência técnica ao produtor, pois a viabilidade da atividade está relacionada a produtividade da planta. O engenheiro Florestal Marco Antônio Miranda avalia o apoio técnico como prioridade para uma boa gestão. "O produtor tem que ser assistido desde o início", diz. Para o Senar, este tipo de estudo é essencial, pois fornece parâmetros de referência econômica", avalia o técnico Clóvis Tolentino.
Carlos Alberto Salgueiro é instrutor do Senar e produtor de eucalipto e demonstra o quanto o suporte técnico é imprescindível, analisando um dos principais erros do produtor: a falta de cuidado com o plantio. "O eucalipto tem que deixar de ser visto como algo que se planta em terras marginais, sem nenhum tipo de cuidado. Uma implantação errada representa a perda de um ciclo de cultivo, que no caso do eucalipto é sete anos. Ele deve ser visto como uma cultura e receber os cuidados essenciais, como o controle das formigas no mínimo seis meses antes do plantio, analise de solo e adubações adequadas, suplementações adicionais de cobertura, controle de pragas e doenças. Também é importante que a mão de obra que vai atuar na atividade receba capacitação, como os cursos oferecidos pelo Senar em todo o Mato Grosso do Sul", detalha o instrutor.
O levantamento das informações é realizado através da metodologia denominada Painel, que consiste na definição da propriedade típica de produção em cada região de estudo, onde um grupo formado por técnicos e produtores se reúne para definir o modelo de sistema de produção, mediante debates e preenchimento de planilhas de custos. Nesta semana, o Painel foi realizado na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul) e contou com as participações do professor do Departamento de Engenharia da Universidade Federal de Viçosa, Sebastião Valverde, do engenheiro Florestal, Marco Antônio Miranda, do técnico do Senar/MS, Clóvis Tolentino, além de instrutores dos cursos oferecidos pela instituição para a área, consultores autônomos e produtores rurais.
Segundo Sebastião Valverde, a realização do Painel é importante porque proporciona ao produtor de eucalipto a base necessária para tomadas de decisões e investimentos. "O objetivo é facilitar a compreensão na gestão de risco do investimento, através de informações obtidas por meio da planificação dos projetos de reflorestamento. Estes precisam ser viáveis e apresentar alta produtividade", ressalta o professor. De acordo com estudo publicado no mês de julho pela revista Valor Econômico, Mato Grosso do Sul, em poucos anos, deve se aproximar dos maiores produtores nacionais, como Bahia e São Paulo. Na reportagem, o diretor-executivo da Abraf, Luiz Cornacchioni, cita Mato Grosso do Sul como destaque de crescimento já há alguns anos. Em 2012, a taxa de expansão chegou a 25%, para 597,1 mil hectares de plantio - considerando-se eucalipto e pinus, que respondia por menos de 10 mil hectares. "Há plantio em 16 Estados, mas Mato Grosso do Sul é o que mais cresce", observou.
Assistência técnica - O mais importante deste levantamento, é destacar a relevância da assistência técnica ao produtor, pois a viabilidade da atividade está relacionada a produtividade da planta. O engenheiro Florestal Marco Antônio Miranda avalia o apoio técnico como prioridade para uma boa gestão. "O produtor tem que ser assistido desde o início", diz. Para o Senar, este tipo de estudo é essencial, pois fornece parâmetros de referência econômica", avalia o técnico Clóvis Tolentino.
Carlos Alberto Salgueiro é instrutor do Senar e produtor de eucalipto e demonstra o quanto o suporte técnico é imprescindível, analisando um dos principais erros do produtor: a falta de cuidado com o plantio. "O eucalipto tem que deixar de ser visto como algo que se planta em terras marginais, sem nenhum tipo de cuidado. Uma implantação errada representa a perda de um ciclo de cultivo, que no caso do eucalipto é sete anos. Ele deve ser visto como uma cultura e receber os cuidados essenciais, como o controle das formigas no mínimo seis meses antes do plantio, analise de solo e adubações adequadas, suplementações adicionais de cobertura, controle de pragas e doenças. Também é importante que a mão de obra que vai atuar na atividade receba capacitação, como os cursos oferecidos pelo Senar em todo o Mato Grosso do Sul", detalha o instrutor.
Fonte: Revista Safra
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