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Notícias
20
ago
2013
(SETOR FLORESTAL)
Capacidade de absorção das florestas europeias está perto do limite
As florestas europeias estão com a capacidade de absorção de CO2 perto da saturação. Esta é a conclusão de um estudo publicado no domingo na revista Nature Climate Change. Atualmente, cerca de 10% de toda a emissão europeia é retirada da atmosfera pelas árvores. Se essa capacidade cair, a região terá mais problemas para neutralizar a poluição provocada pela indústria e setor de transportes.
"Essas áreas reflorestadas mostravam-se eficientes na reabsorção de dióxido de carbono, a projeção é que elas continuariam assim por décadas. No entanto, há sinais de saturação. Políticas florestais e estratégias de manuntação precisam de uma revisão se queremos que as florestas continuem retirando CO2 da atmosfera", sugere o estudo.
O ponto crítico pode ser alcançado já em 2030, destacou Gert-Jan Nabuurs, da Universidade Wageningen, na Holanda. O envelhecimento das florestas contribui para o desequilíbrio do meio ambiente e para o aumento das temperaturas mundiais. As Nações Unidas alertam que um mundo mais quente provoca ainda a elevação do nível do mar, além de crescentes de ondas de calor.
Para os cientistas, o envelhecimento da estrutura das árvores, desastres naturais como inundações e incêndios frequentes estão os principais motivos que tem limitado as árvores de desempenharem o papel de defensoras do continente contra o aquecimento global. Algumas partes do continente também estão começando a derrubar as matas, aponta o estudo.
Possíveis causas para o declínio
O estudo afirma ainda os ataques de insetos às folhagens também prejudicm a capacidade de absorção das árvores europeias. Para tentar controlar a situação, algumas regiões resolveram eliminar algumas espécies de partes do continente, para dar espaço para que as mais jovens continuem a capturar o CO2 da atmosfera na mesma proporção.
Annemarie Bastrup-Birk, especialista florestal da Agência Europeia do Ambiente e uma das autoras do estudo, disse que esse a queda na capacidade de absorsação acontece em maior parte na França e Alemanha, mas ainda de maneira "muito regional". Não haveria motivos para uma preocupação excessiva, já que o envelhecimento não abrange todo o continente.
Europa na era verde
A Europa vive a fase mais verde de sua história desde os últimos séculos: especialistas calculam que o velho continente nunca esteve tão ocupado por florestas desde a Idade Média. A expansão se deve à corrida para cobrir com árvores a destruição causada pela Segunda Guerra. Por outro lado, dados apontam que o crescimento da mata diminuiu desde 2005, com o envelhecimento da floresta.
As árvores absorvem o CO2 da atmosfera e o transformam para continuar crescendo. Elas perdem a capacidade de retirar o gás a medida que vão envelhecendo e, quando morrem, liberam todo o estoque de CO2 que reservaram durante toda a vida.
Para tentar limitar o aumento das temperaturas, a União Europeia pretende reduzir em 20% os níveis do gás estufa até 2020. Para Nabuurs, uma gestão mais eficiente pode evitar o problema do envelhecimento das florestas europeias. O plantio de novas árvores também auxiliaria o trabalho de reconstrução das matas.
"Essas áreas reflorestadas mostravam-se eficientes na reabsorção de dióxido de carbono, a projeção é que elas continuariam assim por décadas. No entanto, há sinais de saturação. Políticas florestais e estratégias de manuntação precisam de uma revisão se queremos que as florestas continuem retirando CO2 da atmosfera", sugere o estudo.
O ponto crítico pode ser alcançado já em 2030, destacou Gert-Jan Nabuurs, da Universidade Wageningen, na Holanda. O envelhecimento das florestas contribui para o desequilíbrio do meio ambiente e para o aumento das temperaturas mundiais. As Nações Unidas alertam que um mundo mais quente provoca ainda a elevação do nível do mar, além de crescentes de ondas de calor.
Para os cientistas, o envelhecimento da estrutura das árvores, desastres naturais como inundações e incêndios frequentes estão os principais motivos que tem limitado as árvores de desempenharem o papel de defensoras do continente contra o aquecimento global. Algumas partes do continente também estão começando a derrubar as matas, aponta o estudo.
Possíveis causas para o declínio
O estudo afirma ainda os ataques de insetos às folhagens também prejudicm a capacidade de absorção das árvores europeias. Para tentar controlar a situação, algumas regiões resolveram eliminar algumas espécies de partes do continente, para dar espaço para que as mais jovens continuem a capturar o CO2 da atmosfera na mesma proporção.
Annemarie Bastrup-Birk, especialista florestal da Agência Europeia do Ambiente e uma das autoras do estudo, disse que esse a queda na capacidade de absorsação acontece em maior parte na França e Alemanha, mas ainda de maneira "muito regional". Não haveria motivos para uma preocupação excessiva, já que o envelhecimento não abrange todo o continente.
Europa na era verde
A Europa vive a fase mais verde de sua história desde os últimos séculos: especialistas calculam que o velho continente nunca esteve tão ocupado por florestas desde a Idade Média. A expansão se deve à corrida para cobrir com árvores a destruição causada pela Segunda Guerra. Por outro lado, dados apontam que o crescimento da mata diminuiu desde 2005, com o envelhecimento da floresta.
As árvores absorvem o CO2 da atmosfera e o transformam para continuar crescendo. Elas perdem a capacidade de retirar o gás a medida que vão envelhecendo e, quando morrem, liberam todo o estoque de CO2 que reservaram durante toda a vida.
Para tentar limitar o aumento das temperaturas, a União Europeia pretende reduzir em 20% os níveis do gás estufa até 2020. Para Nabuurs, uma gestão mais eficiente pode evitar o problema do envelhecimento das florestas europeias. O plantio de novas árvores também auxiliaria o trabalho de reconstrução das matas.
Fonte: Ambientebrasil
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