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Notícias
12
ago
2013
(BIOENERGIA)
Madeira e energia: cresce investimento de eucalipto em Alagoas
As condições ambientais, como clima e solo, favorecem a cultura da espécie do eucalipto em Alagoas, tanto que a média de plantação local é de 55 m² por hectares – número superior a média nacional que é em torno de 45 m². De acordo com a Federação da Agricultura do estado, até o fim deste ano Alagoas deve ter 3.500 hectares de eucalipto.
“As caraterísticas chamadas edafos climáticos são ideais para o cultivo de floresta”, expõe o engenheiro florestal Antônio Marcos Rezende. Segundo ele, toda a cadeia produtiva do eucalipto é ecologicamente correta e baseada em três pilares. “O cultivo de floresta em muitas empresas tem um tripé de sustentabilidade. Tem que seguir a linha do socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente correto”, pontua o engenheiro.
E isso alavanca o potencial econômico da região. Para se ter ideia do potencial econômico do eucalipto, só este ano devem ser vendidas cerca de 3 milhões de mudas. Elas são colocadas em tubetes, que são potes conhecidos como rocamboles com capacidade para aproximadamente 50 mudas cada. Um milheiro chega a custar cerca de R$ 550.
Atualmente são usadas duas espécies: a hurograndis e a urofilus, desenvolvidas após várias pesquisas de melhoramento genético. Essas mudas são clonadas e os estudos revelam que elas são mais resistentes a doenças, pragas e adversidades climáticas. E o melhor de tudo: elas podem ser cortadas em quatro anos, dois ou três a menos que as convencionais.
Um outro fato interessante é que, além de se trabalhar com mudas clonadas, também são utilizadas mudas de sementes coletadas nas árvores. O produtor explica qual a diferença entre os dois tipos. “A muda clonada é uma espécie que já foi testada, com alta produtividade, resistência a pragas e doenças. E a muda de sementes são as que têm um crescimento reduzido, em torno de dois anos a menos, mas também são muito boas. São árvores que não têm uniformidade. Já o clone não. Têm aí, cerca de 85 a 90% de uniformidade na floresta. Então você está plantando com a certeza de ter uma floresta de alta produtividade”, pontua o produtor e agrônomo Antônio Fidélis.
A partir do eucalipto, empresa quer gerar energia em Alagoas.
“Podemos afirmar com certeza absoluta que já temos uma empresa que vai gerar energia elétrica e vapor em Alagoas”, comenta Fidélis.
E não demorou muito para o diretor-executivo e fundador da ERB (Energias Renováveis do Brasil), Emilio Rietmann, anunciar no final do mês passado, durante a 21ª reunião ordinária do Conselho Estadual de Politicas Energéticas (Cepe), que aconteceu na Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), a construção de uma fábrica para a produção de pellets e a exploração de eucalipto em uma área de 12 mil hectares para o Estado de Alagoas.
“Essa fábrica de pellet precisa ser construída entre os estados da Bahia e de Pernambuco. Dentro das cogitações do ponto de vista logístico, por estar perto da costa marítima e ter uma estrutura portuária adequada, acreditamos que Alagoas é o local ideal”, explicou Rietmann.
O objetivo da ERB é extrair o eucalipto para geração de energia elétrica em usinas de açúcar e outras empresas do setor sucroalcooleiro. Os pellets de madeira são um tipo de lenha, geralmente produzidos a partir de serragem ou serradura de madeira refinada e seca que depois é comprimida. Eles são granulados cilíndricos com 6 a 8 milímetros de diâmetro, e com 10 a 40 milímetros de comprimento.
De acordo com o superintendente agroflorestal da ERB, Roberto Pinto, existem várias vantagens em utilizar os pellets de madeira como combustível, em relação a outros tipos mais conhecidos. “O pellet é um combustível sólido mais limpo, como a umidade dessa biomassa é extremamente reduzida, a combustão é muito mais eficiente e libera muito menos fumo que a lenha normal”, afirmou.
Além desses aspectos, os executivos da ERB explicaram que a terra do Estado precisa ter aptidão para a plantação de eucalipto. Para isso, 600 hectares já foram plantados nos municípios de Atalaia e Paripueira para uma análise. “Os trabalhos já foram iniciados. Esperamos que o negócio prospere porque Alagoas possui um potencial imenso para exploração florestal e não atrapalha a atividade da cana, pois a ocupação desses projetos de eucalipto não é intensiva no que se refere à área”, concluiu o diretor-executivo da ERB.
“As caraterísticas chamadas edafos climáticos são ideais para o cultivo de floresta”, expõe o engenheiro florestal Antônio Marcos Rezende. Segundo ele, toda a cadeia produtiva do eucalipto é ecologicamente correta e baseada em três pilares. “O cultivo de floresta em muitas empresas tem um tripé de sustentabilidade. Tem que seguir a linha do socialmente justo, economicamente viável e ambientalmente correto”, pontua o engenheiro.
E isso alavanca o potencial econômico da região. Para se ter ideia do potencial econômico do eucalipto, só este ano devem ser vendidas cerca de 3 milhões de mudas. Elas são colocadas em tubetes, que são potes conhecidos como rocamboles com capacidade para aproximadamente 50 mudas cada. Um milheiro chega a custar cerca de R$ 550.
Atualmente são usadas duas espécies: a hurograndis e a urofilus, desenvolvidas após várias pesquisas de melhoramento genético. Essas mudas são clonadas e os estudos revelam que elas são mais resistentes a doenças, pragas e adversidades climáticas. E o melhor de tudo: elas podem ser cortadas em quatro anos, dois ou três a menos que as convencionais.
Um outro fato interessante é que, além de se trabalhar com mudas clonadas, também são utilizadas mudas de sementes coletadas nas árvores. O produtor explica qual a diferença entre os dois tipos. “A muda clonada é uma espécie que já foi testada, com alta produtividade, resistência a pragas e doenças. E a muda de sementes são as que têm um crescimento reduzido, em torno de dois anos a menos, mas também são muito boas. São árvores que não têm uniformidade. Já o clone não. Têm aí, cerca de 85 a 90% de uniformidade na floresta. Então você está plantando com a certeza de ter uma floresta de alta produtividade”, pontua o produtor e agrônomo Antônio Fidélis.
A partir do eucalipto, empresa quer gerar energia em Alagoas.
“Podemos afirmar com certeza absoluta que já temos uma empresa que vai gerar energia elétrica e vapor em Alagoas”, comenta Fidélis.
E não demorou muito para o diretor-executivo e fundador da ERB (Energias Renováveis do Brasil), Emilio Rietmann, anunciar no final do mês passado, durante a 21ª reunião ordinária do Conselho Estadual de Politicas Energéticas (Cepe), que aconteceu na Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), a construção de uma fábrica para a produção de pellets e a exploração de eucalipto em uma área de 12 mil hectares para o Estado de Alagoas.
“Essa fábrica de pellet precisa ser construída entre os estados da Bahia e de Pernambuco. Dentro das cogitações do ponto de vista logístico, por estar perto da costa marítima e ter uma estrutura portuária adequada, acreditamos que Alagoas é o local ideal”, explicou Rietmann.
O objetivo da ERB é extrair o eucalipto para geração de energia elétrica em usinas de açúcar e outras empresas do setor sucroalcooleiro. Os pellets de madeira são um tipo de lenha, geralmente produzidos a partir de serragem ou serradura de madeira refinada e seca que depois é comprimida. Eles são granulados cilíndricos com 6 a 8 milímetros de diâmetro, e com 10 a 40 milímetros de comprimento.
De acordo com o superintendente agroflorestal da ERB, Roberto Pinto, existem várias vantagens em utilizar os pellets de madeira como combustível, em relação a outros tipos mais conhecidos. “O pellet é um combustível sólido mais limpo, como a umidade dessa biomassa é extremamente reduzida, a combustão é muito mais eficiente e libera muito menos fumo que a lenha normal”, afirmou.
Além desses aspectos, os executivos da ERB explicaram que a terra do Estado precisa ter aptidão para a plantação de eucalipto. Para isso, 600 hectares já foram plantados nos municípios de Atalaia e Paripueira para uma análise. “Os trabalhos já foram iniciados. Esperamos que o negócio prospere porque Alagoas possui um potencial imenso para exploração florestal e não atrapalha a atividade da cana, pois a ocupação desses projetos de eucalipto não é intensiva no que se refere à área”, concluiu o diretor-executivo da ERB.
Fonte: G1 e Tribuna Hoje / adaptado por CeluloseOnline
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