Voltar
Notícias
09
ago
2013
(QUEIMADAS)
Incêndio subterrâneo em Brasília há nove dias mostra risco de queimadas no Centro-Oeste
Um incêndio subterrâneo em Brasília consome, há nove dias, uma área equivalente a três campos de futebol no Parkway, região próxima ao Plano Piloto em Brasília. Apesar de já ter sido controlado, o incêndio ainda não foi totalmente apagado. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) reitera o apelo que faz aos brasilienses nesta época do ano, período de seca no Centro-Oeste, para que evitem fazer fogueiras ou queimar lixo nos terrenos das residências.
O incêndio subterrâneo é uma espécie de incêndio florestal que acontece embaixo das raízes das plantas, em locais de concentração de húmus (matéria orgânica depositada no solo, resultante da decomposição de animais e plantas mortas). As características do incêndio subterrâneo são a existência de uma maior concentração de combustível do que de oxigênio e a queima das chamas em brasas, dando origem a uma fumaça branca.
“Esse tipo de incêndio é muito mais difícil de ser combatido porque se trata de matéria orgânica em brasa, abaixo do solo. O processo de combate a ele é mais demorado e requer, além de valas de contenção, mais logística e uma enorme quantidade de água”, explica o major Eduardo Luiz Gomes, do quartel central do CBMDF. “Todas as situações desse tipo de incêndio têm como origem a ação humana, principalmente quando se queimam folhas”.
Segundo Gomes, um incêndio subterrâneo ocorreu em 2010 e durou 40 dias. O CBMDF mapeou algumas localidades onde há maior incidência de incêndios subterrâneos. Além do Parkway, o Parque do Guará e alguns locais isolados do Parque Nacional e de Planaltina. São pontos onde o risco ambiental é maior pois são áreas com predominância do Cerrado e de proteção ambiental.
“Para evitar que isso aconteça é fundamental a prevenção, evitando aplicação de fogo [em lixo, principalmente de materiais orgânicos como folhas] e fogueiras. Para fazer fogueira, é necessário, antes, capinar o local para fazer uma base de terra, sem qualquer tipo de material orgânico. Depois é necessário cercar a madeira [que servirá de combustível para a fogueira] com pedras. Evitem também fazer fogueira debaixo de fiação ou de árvores”, explicou o oficial.
Segundo o major, a contratação de cerca de 1,5 mil bombeiros, a partir do concurso público feito em 2011, e a aquisição de 28 viaturas (16 para transporte de tropas e 12 de combate a incêndios florestais) melhorou as condições de prevenção e combate a incêndios no Distrito Federal – região onde a seca facilita a ocorrência de incêndios em alguns períodos do ano.
“Além disso, com a Operação Verde Vivo aumentamos em média 30% o número de combatentes, sem prejudicar o socorro urbano”, disse, referindo-se à operação que permite, ao bombeiro, vender um dos três dias de folga a que tem direito a cada dia de trabalho.
Segundo o CBMDF, em 2011, o total de área queimada foi 24,5 mil hectares, e 3.007 ocorrências foram registradas. Em 2012, ano em que os novos concursados começaram a atuar, foram queimados 8,2 mil hectares e registradas 5.036 ocorrências de incêndio. E em 2013, até o dia 6 de agosto, foram queimados 2,6 mil hectares e registradas 1.604 ocorrências.
Edição: Fábio Massalli
O incêndio subterrâneo é uma espécie de incêndio florestal que acontece embaixo das raízes das plantas, em locais de concentração de húmus (matéria orgânica depositada no solo, resultante da decomposição de animais e plantas mortas). As características do incêndio subterrâneo são a existência de uma maior concentração de combustível do que de oxigênio e a queima das chamas em brasas, dando origem a uma fumaça branca.
“Esse tipo de incêndio é muito mais difícil de ser combatido porque se trata de matéria orgânica em brasa, abaixo do solo. O processo de combate a ele é mais demorado e requer, além de valas de contenção, mais logística e uma enorme quantidade de água”, explica o major Eduardo Luiz Gomes, do quartel central do CBMDF. “Todas as situações desse tipo de incêndio têm como origem a ação humana, principalmente quando se queimam folhas”.
Segundo Gomes, um incêndio subterrâneo ocorreu em 2010 e durou 40 dias. O CBMDF mapeou algumas localidades onde há maior incidência de incêndios subterrâneos. Além do Parkway, o Parque do Guará e alguns locais isolados do Parque Nacional e de Planaltina. São pontos onde o risco ambiental é maior pois são áreas com predominância do Cerrado e de proteção ambiental.
“Para evitar que isso aconteça é fundamental a prevenção, evitando aplicação de fogo [em lixo, principalmente de materiais orgânicos como folhas] e fogueiras. Para fazer fogueira, é necessário, antes, capinar o local para fazer uma base de terra, sem qualquer tipo de material orgânico. Depois é necessário cercar a madeira [que servirá de combustível para a fogueira] com pedras. Evitem também fazer fogueira debaixo de fiação ou de árvores”, explicou o oficial.
Segundo o major, a contratação de cerca de 1,5 mil bombeiros, a partir do concurso público feito em 2011, e a aquisição de 28 viaturas (16 para transporte de tropas e 12 de combate a incêndios florestais) melhorou as condições de prevenção e combate a incêndios no Distrito Federal – região onde a seca facilita a ocorrência de incêndios em alguns períodos do ano.
“Além disso, com a Operação Verde Vivo aumentamos em média 30% o número de combatentes, sem prejudicar o socorro urbano”, disse, referindo-se à operação que permite, ao bombeiro, vender um dos três dias de folga a que tem direito a cada dia de trabalho.
Segundo o CBMDF, em 2011, o total de área queimada foi 24,5 mil hectares, e 3.007 ocorrências foram registradas. Em 2012, ano em que os novos concursados começaram a atuar, foram queimados 8,2 mil hectares e registradas 5.036 ocorrências de incêndio. E em 2013, até o dia 6 de agosto, foram queimados 2,6 mil hectares e registradas 1.604 ocorrências.
Edição: Fábio Massalli
Fonte: Agencia Brasil
Notícias em destaque
Adição de terra preta no solo eleva diâmetro de árvore em até 88 por cento
Descoberta do mecanismo da terra preta na fertilização das árvores pode ajudar a recuperar áreas degradadas pelo...
(GERAL)
Em fevereiro, Amazônia registrou queda de 42 por cento em áreas desmatadas
Redução representa a preservação de 5 mil campos de futebol em um mês, a menor marca em oito anos, desde...
(DESMATAMENTO)
Drones fazem papel de insetos para garantir futuro de espécies nativas
Uma em cada dez sementes chega a germinar através da recomposição da vegetação com o uso da tecnologia;...
(TECNOLOGIA)
Nova bateria feita com lignina da madeira surge como aposta para reduzir poluição e enfrentar o alto custo das tecnologias atuais
Chamada de “bateria de madeira”, a tecnologia usa lignina, um composto natural presente na madeira, para tentar entregar armazenamento...
(TECNOLOGIA)
Silvicultura moderna conta com equipamentos de última geração
A evolução das máquinas florestais modernas está transformando completamente a indústria da silvicultura em...
(SILVICULTURA)
Novo prédio dos Bombeiros no Paraná será construído com sistema que pode reduzir em até 50 por cento o tempo da obra
O 5° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) de Maringá, no Noroeste do Estado, vai passar por reforma e...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)













