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Notícias
02
ago
2013
(BIOENERGIA)
Biocarvão é tema de workshop entre Brasil e Japão
Conhecido internacionalmente como “biochar”, o biocarvão é produzido pelo aquecimento de biomassa na ausência de oxigênio ou com baixos teores desse gás, processo conhecido como carbonização (um tipo de pirólise). Enquanto a combustão (que também é uma pirólise) retém nas cinzas apenas pequena parte do carbono inicialmente contido na biomassa, a carbonização aumenta esse teor para mais de 50%, produzindo desta forma o biocarvão, um condicionador de solo que melhora suas características físicas, auxiliando na sustentabilidade agrícola e no sequestro de carbono. “Aeração, porosidade e capacidade de retenção de água, por exemplo, são características estruturais que, se em boas condições, aumentam a produtuvidade do solo e as pesquisas indicam que o biocarvão proporciona melhoria nestas características”, explica a pesquisadora Claudia Maia, da Embrapa Florestas.
O biocarvão também pode vir a reduzir a necessidade de adubação química, uma vez que, quando presente no solo, a lixiviação de nutrientes tende a diminuir. Além disto, “os resultados de pesquisas já demonstraram que não há impedimento ambiental para o uso do biocarvãocc. A pesquisa mostrou que não há efeitos negativos para estes indicadores, sendo que, inclusive, pode haver o aumento destes microorganismos”, revela Etelvino Novotny, pesquisador da Embrapa Solos e coordenador de um projeto nacional de pesquisa com biocarvão.
Nas pesquisas realizada no Brasil para produção de biocarvão, são testados resíduos orgânicos urbanos sólidos (restos de podas de árvores, lodo de esgoto, lixo urbano), resíduos agrícolas (biomassa florestal e seus resíduos, restos de culturas tais como cascas de arroz, bagaço e palha de cana-de-açúcar, cascas de castanhas como a macadâmia e a castanha-do-Brasil, etc), resíduos industriais (da indústria de papel e celulose, por exemplo), e materiais de origem animal (ossos, estercos). Segundo Claudia Maia, “geralmente são utilizados resíduos de difícil descarte, o que pode auxiliar indústrias a reduzir passivos ambientais. Para o produtor rural, é uma forma de melhorar a sustentabilidade de sua produção”. Além do biocarvão, podem ser gerados bioóleo e biogás, combustíveis substitutos do petróleo, em quantidades que dependem do tipo de pirólise empregado.
O uso de biocarvão no solo é inspirado nas características da chamada “Terra Preta de Índio”, um tipo de solo bastante fértil encontrado na região amazônica, resultante da forma de vida e manejo adotado pelos índios em suas colônias, durante sucessivas gerações. “As qualidades das terras pretas de índios levaram pesquisadores, no Brasil e no exterior, a estudar suas características e usá-las como modelo para a produção de condicionadores de solo que imitem suas características”, explica Novotny.
Um dos principais gargalos discutidos no workshop, e que deve estar entre as próximas linha de ação, é o desenvolvimento de tecnologias de pirólise de custo acessível, já que as disponíveis no mercado envolvem plantas industriais muito caras e de grande escala. Maia explica que “vamos agora buscar parcerias com Universidades e institutos de pesquisa para desenvolver plantas para pequenas escalas de produção e mesmo plantas móveis, que poderiam ser levadas para o campo e, assim, mais acessíveis a pequenos produtores e indústrias”. Entre os resultados imediatos do Workshop está a formatação de um novo projeto de parceria com as instituições japonesas, liderado pela Universidade de Kyushu, a ser submetida a Japan Science and Technology Agency, consolidando o intercâmbio e troca de experiências e pesquisas entre Brasil e Japão no tema do biocarvão.
O biocarvão também pode vir a reduzir a necessidade de adubação química, uma vez que, quando presente no solo, a lixiviação de nutrientes tende a diminuir. Além disto, “os resultados de pesquisas já demonstraram que não há impedimento ambiental para o uso do biocarvãocc. A pesquisa mostrou que não há efeitos negativos para estes indicadores, sendo que, inclusive, pode haver o aumento destes microorganismos”, revela Etelvino Novotny, pesquisador da Embrapa Solos e coordenador de um projeto nacional de pesquisa com biocarvão.
Nas pesquisas realizada no Brasil para produção de biocarvão, são testados resíduos orgânicos urbanos sólidos (restos de podas de árvores, lodo de esgoto, lixo urbano), resíduos agrícolas (biomassa florestal e seus resíduos, restos de culturas tais como cascas de arroz, bagaço e palha de cana-de-açúcar, cascas de castanhas como a macadâmia e a castanha-do-Brasil, etc), resíduos industriais (da indústria de papel e celulose, por exemplo), e materiais de origem animal (ossos, estercos). Segundo Claudia Maia, “geralmente são utilizados resíduos de difícil descarte, o que pode auxiliar indústrias a reduzir passivos ambientais. Para o produtor rural, é uma forma de melhorar a sustentabilidade de sua produção”. Além do biocarvão, podem ser gerados bioóleo e biogás, combustíveis substitutos do petróleo, em quantidades que dependem do tipo de pirólise empregado.
O uso de biocarvão no solo é inspirado nas características da chamada “Terra Preta de Índio”, um tipo de solo bastante fértil encontrado na região amazônica, resultante da forma de vida e manejo adotado pelos índios em suas colônias, durante sucessivas gerações. “As qualidades das terras pretas de índios levaram pesquisadores, no Brasil e no exterior, a estudar suas características e usá-las como modelo para a produção de condicionadores de solo que imitem suas características”, explica Novotny.
Um dos principais gargalos discutidos no workshop, e que deve estar entre as próximas linha de ação, é o desenvolvimento de tecnologias de pirólise de custo acessível, já que as disponíveis no mercado envolvem plantas industriais muito caras e de grande escala. Maia explica que “vamos agora buscar parcerias com Universidades e institutos de pesquisa para desenvolver plantas para pequenas escalas de produção e mesmo plantas móveis, que poderiam ser levadas para o campo e, assim, mais acessíveis a pequenos produtores e indústrias”. Entre os resultados imediatos do Workshop está a formatação de um novo projeto de parceria com as instituições japonesas, liderado pela Universidade de Kyushu, a ser submetida a Japan Science and Technology Agency, consolidando o intercâmbio e troca de experiências e pesquisas entre Brasil e Japão no tema do biocarvão.
Fonte: Painel Florestal
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