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Notícias
22
jul
2013
(SETOR FLORESTAL)
Ativos florestais no Brasil
Terras e clima favorável, disponíveis em grandes extensões, chamam a atenção dos investidores e tornam o setor florestal brasileiro muito atraente como alternativa financeira. Visto que fornecem serviços vitais para os seres humanos, a demanda por produtos oriundos das plantações aumentou, acompanhada do crescimento populacional e econômico. Neste contexto, o engenheiro florestal Bruno Kanieski da Silva, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Florestais pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), investigou as estratégias e expectativas dos investidores estrangeiros, relacionados aos projetos florestais brasileiros.
“De modo geral, essa pesquisa possui características inovadoras, pois aborda o plano estratégico usado pelas Timberland Investment Management Organizations (TIMOs), empreendimentos que congregam investidores interessados em investir em plantios florestais no país. Também traz uma discussão sobre os retornos financeiros de projetos em regiões tradicionais e em novas fronteiras agrícolas. Investimentos florestais têm migrado de regiões como o Estado de São Paulo para estados menos tradicionais em termos de produção florestal como os estados do Maranhão, Piauí e Tocantins”, conta o pesquisador, que dividiu o trabalho em duas etapas.
Na primeira parte do projeto, Silva realizou um treinamento sobre a avaliação de ativos florestais, na empresa American Forest Management (AFM) com o apoio da North Carolina State Universtity. Nesse período, representantes das principais TIMOs americanas foram entrevistados, a fim de avaliar suas expectativas sobre investimentos no Brasil. Entre as estratégias e critérios utilizados pelo grupo de investidores, as análises da relação de risco e retorno financeiro, segurança política e jurídica, e o mercado florestal se destacaram. Segundo o engenheiro florestal, os investidores afirmam que a mudança constante de regras traz desconforto e torna o país menos atrativo, mesmo com a presença de altos retornos financeiros.
Os motivos pelos quais os investimentos em florestas plantadas no Brasil estão migrando de áreas com mercados já estabelecidos para outras regiões foram analisados na segunda parte da pesquisa. Por meio da análise de fluxos de caixa de projetos florestais localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul e na região do MAPITO (Maranhão, Piauí e Tocantins), a aleatoriedade de custos e de rendimentos operacionais foi considerada, possibilitando uma análise financeira mais completa e uma melhor apreciação do fator risco. De acordo com os resultados obtidos, o preço da terra em projetos florestais influencia fortemente o desempenho financeiro do empreendimento. “O valor da terra em São Paulo é, em média, duas vezes maior que no Mato Grosso do Sul e oito vezes maior do que no MAPITO, apesar de oferecer menor risco. O preço da terra reduzido e a expectativa de futuros investimentos oriundos do governo tornam as novas regiões atrativas não somente para o setor florestal, mas também para o agronegócio em geral” destaca Silva.
Segundo o pesquisador, a conclusão do projeto realizado sob a orientação do professor Luiz Carlos Estraviz Rodriguez, do Departamento de Ciências Florestais (LCF), abre novas frentes de trabalho para o engenheiro florestal e outros profissionais da área. “Os resultados direcionam tanto governantes, que podem dar orientações deixando mais claro e mais seguro o ambiente de negócios no Brasil, quanto os investidores que buscam novas oportunidades em ativos florestais nas regiões estudadas”, conclui.
“De modo geral, essa pesquisa possui características inovadoras, pois aborda o plano estratégico usado pelas Timberland Investment Management Organizations (TIMOs), empreendimentos que congregam investidores interessados em investir em plantios florestais no país. Também traz uma discussão sobre os retornos financeiros de projetos em regiões tradicionais e em novas fronteiras agrícolas. Investimentos florestais têm migrado de regiões como o Estado de São Paulo para estados menos tradicionais em termos de produção florestal como os estados do Maranhão, Piauí e Tocantins”, conta o pesquisador, que dividiu o trabalho em duas etapas.
Na primeira parte do projeto, Silva realizou um treinamento sobre a avaliação de ativos florestais, na empresa American Forest Management (AFM) com o apoio da North Carolina State Universtity. Nesse período, representantes das principais TIMOs americanas foram entrevistados, a fim de avaliar suas expectativas sobre investimentos no Brasil. Entre as estratégias e critérios utilizados pelo grupo de investidores, as análises da relação de risco e retorno financeiro, segurança política e jurídica, e o mercado florestal se destacaram. Segundo o engenheiro florestal, os investidores afirmam que a mudança constante de regras traz desconforto e torna o país menos atrativo, mesmo com a presença de altos retornos financeiros.
Os motivos pelos quais os investimentos em florestas plantadas no Brasil estão migrando de áreas com mercados já estabelecidos para outras regiões foram analisados na segunda parte da pesquisa. Por meio da análise de fluxos de caixa de projetos florestais localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul e na região do MAPITO (Maranhão, Piauí e Tocantins), a aleatoriedade de custos e de rendimentos operacionais foi considerada, possibilitando uma análise financeira mais completa e uma melhor apreciação do fator risco. De acordo com os resultados obtidos, o preço da terra em projetos florestais influencia fortemente o desempenho financeiro do empreendimento. “O valor da terra em São Paulo é, em média, duas vezes maior que no Mato Grosso do Sul e oito vezes maior do que no MAPITO, apesar de oferecer menor risco. O preço da terra reduzido e a expectativa de futuros investimentos oriundos do governo tornam as novas regiões atrativas não somente para o setor florestal, mas também para o agronegócio em geral” destaca Silva.
Segundo o pesquisador, a conclusão do projeto realizado sob a orientação do professor Luiz Carlos Estraviz Rodriguez, do Departamento de Ciências Florestais (LCF), abre novas frentes de trabalho para o engenheiro florestal e outros profissionais da área. “Os resultados direcionam tanto governantes, que podem dar orientações deixando mais claro e mais seguro o ambiente de negócios no Brasil, quanto os investidores que buscam novas oportunidades em ativos florestais nas regiões estudadas”, conclui.
Fonte: Assessoria de Comunicação USP ESALQ
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