Voltar
Notícias
17
jul
2013
(MADEIRA E PRODUTOS)
Seringueira é poupança verde para agricultor paranaense segundo a Seab
O plantio de seringueira promete dar um salto nas terras quentes do Paraná. A cultura, ainda discreta no Estado com 1,4 mil hectares, tende a ganhar espaço com a instalação de novas indústrias. O ganho de terreno deve ter o apoio de cooperativas, do governo estadual, mas principalmente da promessa de altos lucros. Dependendo da floresta, a extração do látex pode gerar até R$ 1,6 mil mensal por hectare ao produtor, com baixa carga horária de trabalho, e por mais de 30 anos.
Com o mercado de látex em ebulição, a Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) acredita que a área vai atingir 35 mil hectares no prazo de 15 anos. O principal entrave à expansão é o ciclo de produção da cultura, que começar a render depois de sete anos de plantio. “Na sua maioria, o produtor tem visão imediatista, não vê a seringueira como uma poupança.
Porém, quando ele começar a sangrar a árvore, a extração se perpetua. A renda chega a ser superior a do milho ou da soja”, afirma Camilo Mendes Junior, engenheiro florestal do Departamento de Florestas Plantadas (Deflop) da Seab. Fora o terreno, o custo de implantação gira em torno de R$ 3,5 mil por hectare. Atualmente, o preço da muda de seringueira está em torno de R$ 6, sendo necessárias 400 unidades para preencher um hectare. Ao longo dos seis anos seguintes, até o início da extração, mais R$ 4,5 mil são gastos com os cuidados com a planta e mão de obra. “O fluxo de caixa é negativo nos primeiros anos. Mas, o produtor pode conseguir crédito por meio do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que dá carência de oito anos para pagamento. Ou seja, a primeira parcela deve ser paga quando a cultura estiver gerando renda”, ressalta Amauri Ferreira Pinto, coordenador estadual de produção florestal do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). As linhas de crédito são o Pronaf Eco, para pequenos produtores, e o Propflora, para os grandes.
Incentivo
O plantio de seringueira voltou à pauta da agricultura paranaense no último ano, quando a fabricante japonesa de pneus Sumitomo anunciou a construção de uma fábrica no município de Fazenda Rio Grande, a 30 km de Curitiba. Com inauguração prevista para outubro, a fábrica irá demandar a produção equivalente a 35 mil h. Quem já está na atividade comemora a notícia de mais uma opção de comprador de matéria-prima. O produtor Angelo Romero planta 2,1 mil seringueiras em Indianópolis, noroeste do estado, há 23 anos. Sua "fábrica de borracha" gera 1,2 mil quilos de látex/mês. O produto é vendido a uma indústria de São Paulo e rende cerca de R$ 3 mil por mês. “Hoje o preço do quilo do látex caiu um pouco e estou com 500 árvores paradas por conta de um vendaval. Mas é um ótimo negócio, que demanda pouco trabalho e tem mercado aquecido”, explica o produtor, de 73 anos, que sozinho realiza o trabalho de sangria das seringueiras.
Com o mercado de látex em ebulição, a Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab) acredita que a área vai atingir 35 mil hectares no prazo de 15 anos. O principal entrave à expansão é o ciclo de produção da cultura, que começar a render depois de sete anos de plantio. “Na sua maioria, o produtor tem visão imediatista, não vê a seringueira como uma poupança.
Porém, quando ele começar a sangrar a árvore, a extração se perpetua. A renda chega a ser superior a do milho ou da soja”, afirma Camilo Mendes Junior, engenheiro florestal do Departamento de Florestas Plantadas (Deflop) da Seab. Fora o terreno, o custo de implantação gira em torno de R$ 3,5 mil por hectare. Atualmente, o preço da muda de seringueira está em torno de R$ 6, sendo necessárias 400 unidades para preencher um hectare. Ao longo dos seis anos seguintes, até o início da extração, mais R$ 4,5 mil são gastos com os cuidados com a planta e mão de obra. “O fluxo de caixa é negativo nos primeiros anos. Mas, o produtor pode conseguir crédito por meio do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que dá carência de oito anos para pagamento. Ou seja, a primeira parcela deve ser paga quando a cultura estiver gerando renda”, ressalta Amauri Ferreira Pinto, coordenador estadual de produção florestal do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). As linhas de crédito são o Pronaf Eco, para pequenos produtores, e o Propflora, para os grandes.
Incentivo
O plantio de seringueira voltou à pauta da agricultura paranaense no último ano, quando a fabricante japonesa de pneus Sumitomo anunciou a construção de uma fábrica no município de Fazenda Rio Grande, a 30 km de Curitiba. Com inauguração prevista para outubro, a fábrica irá demandar a produção equivalente a 35 mil h. Quem já está na atividade comemora a notícia de mais uma opção de comprador de matéria-prima. O produtor Angelo Romero planta 2,1 mil seringueiras em Indianópolis, noroeste do estado, há 23 anos. Sua "fábrica de borracha" gera 1,2 mil quilos de látex/mês. O produto é vendido a uma indústria de São Paulo e rende cerca de R$ 3 mil por mês. “Hoje o preço do quilo do látex caiu um pouco e estou com 500 árvores paradas por conta de um vendaval. Mas é um ótimo negócio, que demanda pouco trabalho e tem mercado aquecido”, explica o produtor, de 73 anos, que sozinho realiza o trabalho de sangria das seringueiras.
Fonte: Jornal de Londrina
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















