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Notícias
17
jul
2013
(MÓVEIS)
Governo de Dongguan e Câmara Brasil-China assinam acordo de US$ 200 milhões para investimentos no setor moveleiro
Evento promovido pelo governo de Dongguan e organizado pela CBCDE reuniu mais de 400 empresários e autoridades em São Paulo
Autoridades do governo da cidade chinesa de Dongguan participaram nesta quarta-feira, dia 10, de um encontro organizado pela Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) com mais de 400 empresários e autoridades brasileiras no World Trade Center (WTC), em São Paulo.
Na ocasião foi assinado um acordo entre a CBCDE e Dongguan para a criação de um centro de exposição e vendas de móveis de Dongguan em São Paulo, no valor inicial de US$ 200 milhões. Também foram assinados dois protocolos de intenções para abertura de uma filial da entidade na cidade chinesa e um documento de acordo bilateral entre a CBCDE e a Secretaria de Negócios Estrangeiros e Assuntos Exteriores do Município de Dongguan.
Para o presidente da CBCDE, Wang Dian Xing, Brasil e China “buscam o bem-estar de seus povos. Com a nova estrutura de crescimento mundial, na qual os países em desenvolvimento têm um novo papel, brasileiros e chineses têm de andar juntos, pois possuem economias complementares em vários setores e podem encontrar soluções para as áreas mais complexas. Destaco que os principais motivos para essa parceria são o novo realinhamento econômico mundial e a nova posição dos chamados países emergentes. O crescimento chinês, antes visto como uma bolha, gerou procura porcommodities que o Brasil tinha a oferecer. E isso fez aumentar a procura de negócios no Brasil por parte dos chineses. Hoje essa parceria também envolve seto res industriais, como o de tablets, o automotivo, o de móveis e o de máquinas, o que mostra que o comércio bilateral pode e deve ser aperfeiçoado para que contemple os interesses dos dois países.”
Ainda segundo Wang, os acordos assinados são o início de uma "grande conquista" para atrair outras empresas chinesas para o Brasil. "Com esses acordos, os empresários chineses podem conhecer melhor o país", explicou. Em relação ao intercâmbio econômico entre as duas nações, o presidente da CBCDE afirmou que este está mais "próximo", e que a Câmara realizou diversos projetos desde o ano passado para fomentar mais investimentos de empresas chinesas na economia brasileira.
Em linha com esse pensamento, o prefeito de Dongguan, Xu Jianhua, explicou que o objetivo da visita foi aprofundar o comércio exterior entre a cidade e o Brasil, com ampliação da pauta de exportação. Hoje a corrente de comércio entre Dongguan e o Brasil é de US$ 1,29 bilhão, sendo US$ 770 milhões em exportações de Dongguan e US$ 520 milhões em importações. Na lista de produtos exportados pelo Brasil para Dongguan estão alimentos, couro e componentes eletrônicos; na direção contrária, o Brasil importa de Dongguan móveis, vestuário e equipamentos eletrônicos e mecânicos. “Além dos segmentos já destacados, os setores de madeira e açúcar também atraem a atenção dos investido res da China, por conta principalmente do vasto território cultivável do Brasil e da menor população brasileira em comparação à chinesa”, disse. A cidade quer também parcerias com o Brasil nas áreas da cultura, do turismo e do esporte, em função da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas nos próximos anos.
O reconhecimento da atratividade do Brasil também foi destacado pelo cônsul-geral da China em São Paulo, Sun Rongmao. Para ele, o desenvolvimento do comércio entre os dois países mostra a integração entre ambas as nações. "Desde 2010, o investimento no Brasil cresceu muito, e o governo chinês está estimulando a integração entre os dois países”.
Mesmo com uma desaceleração no comércio bilateral em 2013, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a corrente de comércio Brasil-China no primeiro trimestre de 2013 totalizou US$ 16,54 bilhões, um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações brasileiras somaram US$ 7,71 bilhões, um decréscimo de 2% em comparação ao ano anterior. Em compensação, as importações advindas do país asiático para o Brasil totalizaram US$ 8,82 bilhões, um aumento de 8% em relação ao primeiro trimestre de 2012.
A delegação de Dongguan, com 42 membros, entre eles 27 empresários dos setores automotivo, de construção civil, elétrico, de energia, moveleiro, de serviços de importação e exportação, de tecnologia e vestuário, participou de uma rodada de negócios com empresários brasileiros.
A abertura oficial do encontro foi feita pela vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão. Entre as autoridades brasileiras presentes estavam o secretário substituto de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alexandre Comin; o deputado estadual Jooji Hato; o ministro conselheiro comercial da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Wang Qingyuan; o presidente do Banco da China no Brasil, Zhang Dongxiang; o prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho; o prefeito de Ibiúna, Eduardo Anselmo Domingues Neto; o prefeito de Boituva, Edson José Marcusso; o prefeito de Juquiá, Mohsen Hojeije; a secretária de Indústria, Comércio e Agronegócio de Birigui, Silvia Aparecida Mestriner; o secretário de Desenvolvimento Econô ;mico de Jacareí, Emerson Goulart Caetano de Souza; o secretário de Desenvolvimento Econômico de Bauru, Arnaldo Ribeiro Pinto; o secretário de Indústria e Comércio de Itaquaquecetuba, Jorge Saohan Sato; o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Hortolândia, Dimas Corra Pádua; a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda de Taboão da Serra, Tatiana Candeo; o secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Adilson Luiz de Jesus; o representante do Governo do Estado do Amazonas em São Paulo, Tseng Ling Yun; o chefe de gabinete do senador Antonio Carlos, Daniel Jardim; o vereador de Guarulhos Rogério dos Santos; e o vereador de Itaquaquecetuba Rogaciano Fernandes, entre outros.
O evento contou também com participação de representantes de associações e entidades de classes, como o diretor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Farid Murad; o diretor executivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Robson Colomaria; o gerente geral institucional e internacional da Agência Paulistana de Promoção de Investimentos e Competitividade do Estado de São Paulo (Investe SP), Wilson Roberto Soares; o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) na cidade de Bauru, Domingos Antonio Malandrino; o presidente da Associação Comercial de Itaquaquecetuba, Luciano Dávila; e os representantes da SP Negócios e Parcerias Alexandre Lutterbach, Rogério Campos e Bruno Santos, entre outros.
Autoridades do governo da cidade chinesa de Dongguan participaram nesta quarta-feira, dia 10, de um encontro organizado pela Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) com mais de 400 empresários e autoridades brasileiras no World Trade Center (WTC), em São Paulo.
Na ocasião foi assinado um acordo entre a CBCDE e Dongguan para a criação de um centro de exposição e vendas de móveis de Dongguan em São Paulo, no valor inicial de US$ 200 milhões. Também foram assinados dois protocolos de intenções para abertura de uma filial da entidade na cidade chinesa e um documento de acordo bilateral entre a CBCDE e a Secretaria de Negócios Estrangeiros e Assuntos Exteriores do Município de Dongguan.
Para o presidente da CBCDE, Wang Dian Xing, Brasil e China “buscam o bem-estar de seus povos. Com a nova estrutura de crescimento mundial, na qual os países em desenvolvimento têm um novo papel, brasileiros e chineses têm de andar juntos, pois possuem economias complementares em vários setores e podem encontrar soluções para as áreas mais complexas. Destaco que os principais motivos para essa parceria são o novo realinhamento econômico mundial e a nova posição dos chamados países emergentes. O crescimento chinês, antes visto como uma bolha, gerou procura porcommodities que o Brasil tinha a oferecer. E isso fez aumentar a procura de negócios no Brasil por parte dos chineses. Hoje essa parceria também envolve seto res industriais, como o de tablets, o automotivo, o de móveis e o de máquinas, o que mostra que o comércio bilateral pode e deve ser aperfeiçoado para que contemple os interesses dos dois países.”
Ainda segundo Wang, os acordos assinados são o início de uma "grande conquista" para atrair outras empresas chinesas para o Brasil. "Com esses acordos, os empresários chineses podem conhecer melhor o país", explicou. Em relação ao intercâmbio econômico entre as duas nações, o presidente da CBCDE afirmou que este está mais "próximo", e que a Câmara realizou diversos projetos desde o ano passado para fomentar mais investimentos de empresas chinesas na economia brasileira.
Em linha com esse pensamento, o prefeito de Dongguan, Xu Jianhua, explicou que o objetivo da visita foi aprofundar o comércio exterior entre a cidade e o Brasil, com ampliação da pauta de exportação. Hoje a corrente de comércio entre Dongguan e o Brasil é de US$ 1,29 bilhão, sendo US$ 770 milhões em exportações de Dongguan e US$ 520 milhões em importações. Na lista de produtos exportados pelo Brasil para Dongguan estão alimentos, couro e componentes eletrônicos; na direção contrária, o Brasil importa de Dongguan móveis, vestuário e equipamentos eletrônicos e mecânicos. “Além dos segmentos já destacados, os setores de madeira e açúcar também atraem a atenção dos investido res da China, por conta principalmente do vasto território cultivável do Brasil e da menor população brasileira em comparação à chinesa”, disse. A cidade quer também parcerias com o Brasil nas áreas da cultura, do turismo e do esporte, em função da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas nos próximos anos.
O reconhecimento da atratividade do Brasil também foi destacado pelo cônsul-geral da China em São Paulo, Sun Rongmao. Para ele, o desenvolvimento do comércio entre os dois países mostra a integração entre ambas as nações. "Desde 2010, o investimento no Brasil cresceu muito, e o governo chinês está estimulando a integração entre os dois países”.
Mesmo com uma desaceleração no comércio bilateral em 2013, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a corrente de comércio Brasil-China no primeiro trimestre de 2013 totalizou US$ 16,54 bilhões, um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. As exportações brasileiras somaram US$ 7,71 bilhões, um decréscimo de 2% em comparação ao ano anterior. Em compensação, as importações advindas do país asiático para o Brasil totalizaram US$ 8,82 bilhões, um aumento de 8% em relação ao primeiro trimestre de 2012.
A delegação de Dongguan, com 42 membros, entre eles 27 empresários dos setores automotivo, de construção civil, elétrico, de energia, moveleiro, de serviços de importação e exportação, de tecnologia e vestuário, participou de uma rodada de negócios com empresários brasileiros.
A abertura oficial do encontro foi feita pela vice-prefeita de São Paulo, Nádia Campeão. Entre as autoridades brasileiras presentes estavam o secretário substituto de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alexandre Comin; o deputado estadual Jooji Hato; o ministro conselheiro comercial da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Wang Qingyuan; o presidente do Banco da China no Brasil, Zhang Dongxiang; o prefeito de Bauru, Rodrigo Agostinho; o prefeito de Ibiúna, Eduardo Anselmo Domingues Neto; o prefeito de Boituva, Edson José Marcusso; o prefeito de Juquiá, Mohsen Hojeije; a secretária de Indústria, Comércio e Agronegócio de Birigui, Silvia Aparecida Mestriner; o secretário de Desenvolvimento Econô ;mico de Jacareí, Emerson Goulart Caetano de Souza; o secretário de Desenvolvimento Econômico de Bauru, Arnaldo Ribeiro Pinto; o secretário de Indústria e Comércio de Itaquaquecetuba, Jorge Saohan Sato; o secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Hortolândia, Dimas Corra Pádua; a secretária de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda de Taboão da Serra, Tatiana Candeo; o secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Adilson Luiz de Jesus; o representante do Governo do Estado do Amazonas em São Paulo, Tseng Ling Yun; o chefe de gabinete do senador Antonio Carlos, Daniel Jardim; o vereador de Guarulhos Rogério dos Santos; e o vereador de Itaquaquecetuba Rogaciano Fernandes, entre outros.
O evento contou também com participação de representantes de associações e entidades de classes, como o diretor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Farid Murad; o diretor executivo do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Robson Colomaria; o gerente geral institucional e internacional da Agência Paulistana de Promoção de Investimentos e Competitividade do Estado de São Paulo (Investe SP), Wilson Roberto Soares; o diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) na cidade de Bauru, Domingos Antonio Malandrino; o presidente da Associação Comercial de Itaquaquecetuba, Luciano Dávila; e os representantes da SP Negócios e Parcerias Alexandre Lutterbach, Rogério Campos e Bruno Santos, entre outros.
Fonte: Cgs comunicação
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