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Notícias
24
jun
2013
(QUEIMADAS)
Brotas é a cidade com mais focos de queimada em SP, segundo o Inpe
A cidade de Brotas (SP) é a que tem mais foco de queimadas no Estado de São Paulo, segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Um dos principais motivos é a queima de pomares de laranja que estão sendo substituídos por lavouras de cana-de-açúcar, mas também ocorrem incêndios criminosos, segundo o Corpo de Bombeiros, que treina brigadistas para conter esse problema.
Segundo o Inpe, Brotas já teve 105 focos neste ano monitorados por satélites. Na mesma região, Boa Esperança do Sul teve 64 focos no período e está em 6º lugar no Estado. Araraquara está em 17º lugar, com 34 ocorrências. Em Aguaí, foram 30 queimadas, o que deixou a cidade em 23º lugar. Descalvado aparece em 27º, com 29 focos.
O alto número de queimadas influencia na rotina dos moradores. A bombinha para melhorar a respiração está sempre por perto da dona de casa Maria Sgorlon, de 55 anos. Ela sofre de problemas no pulmão e para dormir precisa da ajuda de um aparelho que oferece mais oxigênio. “É a coisa mais difícil que tem, por causa da poeira, da queimada, se vejo uma fico apavorada porque passo mal”, disse.
Reflexos – O que os moradores de Brotas sentem no ar é um reflexo de uma realidade econômica no campo, já que o plantio de laranja deixou de ser vantajoso para os produtores rurais e as lavouras são queimadas para dar espaço a terrenos com plantio de cana. “Esse é um dos pontos mais graves do que aconteceu da retirada da laranja, por causa do greening, que só acaba sendo queimado”, disse Lázaro Buzaranho, chefe da Guarda Municipal de Brotas.
Com o objetivo de reduzir as estatísticas, a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros de Brotas preparam a população para ajudar. Ao todo, 45 pessoas participaram de um curso de formação de brigadistas. “Em quatro pontos do município trouxemos moradores para atender, se acontecer alguma catástrofe próxima, tomando as primeiras providências até todos os setores serem acionados, para evitar um dano maior”, explicou Buzaranho.
No curso, os bombeiros ensinam como agir em situações de emergência. A funcionária pública Joselma Silva mora no bairro Lagoa Dourada, que fica próximo a uma reserva ecológica. “Aprendi a mexer com os extintores, que a gente vê no lugar, mas não sabe como usar”, disse. A ideia é justamente ensinar as pessoas para que possam saber como agir em casos de emergência.
Segundo o Inpe, Brotas já teve 105 focos neste ano monitorados por satélites. Na mesma região, Boa Esperança do Sul teve 64 focos no período e está em 6º lugar no Estado. Araraquara está em 17º lugar, com 34 ocorrências. Em Aguaí, foram 30 queimadas, o que deixou a cidade em 23º lugar. Descalvado aparece em 27º, com 29 focos.
O alto número de queimadas influencia na rotina dos moradores. A bombinha para melhorar a respiração está sempre por perto da dona de casa Maria Sgorlon, de 55 anos. Ela sofre de problemas no pulmão e para dormir precisa da ajuda de um aparelho que oferece mais oxigênio. “É a coisa mais difícil que tem, por causa da poeira, da queimada, se vejo uma fico apavorada porque passo mal”, disse.
Reflexos – O que os moradores de Brotas sentem no ar é um reflexo de uma realidade econômica no campo, já que o plantio de laranja deixou de ser vantajoso para os produtores rurais e as lavouras são queimadas para dar espaço a terrenos com plantio de cana. “Esse é um dos pontos mais graves do que aconteceu da retirada da laranja, por causa do greening, que só acaba sendo queimado”, disse Lázaro Buzaranho, chefe da Guarda Municipal de Brotas.
Com o objetivo de reduzir as estatísticas, a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros de Brotas preparam a população para ajudar. Ao todo, 45 pessoas participaram de um curso de formação de brigadistas. “Em quatro pontos do município trouxemos moradores para atender, se acontecer alguma catástrofe próxima, tomando as primeiras providências até todos os setores serem acionados, para evitar um dano maior”, explicou Buzaranho.
No curso, os bombeiros ensinam como agir em situações de emergência. A funcionária pública Joselma Silva mora no bairro Lagoa Dourada, que fica próximo a uma reserva ecológica. “Aprendi a mexer com os extintores, que a gente vê no lugar, mas não sabe como usar”, disse. A ideia é justamente ensinar as pessoas para que possam saber como agir em casos de emergência.
Fonte: G1
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