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Notícias
22
jun
2013
(DESMATAMENTO)
Cientista brasileiro defende uso de transgênicos para evitar desmatamento
Transgênicos para acabar com o desmatamento na Amazônia. Esta é a alternativa proposta por um cientista brasileiro para melhorar a produtividade agrícola na Região Norte e diminuir o impacto ambiental da devastação florestal em busca de solo para lavouras ou pastos, segundo o biólogo Marcos Buckeridge, professor livre-docente da USP e um dos autores do próximo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).
Caso se confirmem as previsões dos impactos das mudanças climáticas, como ressecamento de algumas regiões e alagamento de outras, além do aumento de gás carbônico atmosférico e de temperatura, a agricultura sofrerá quedas na produtividade, o que implica problemas sociais e econômicos. “Transgênicos podem ser a chave para uma ação rápida, mas há igualmente problemas políticos”, afirma Buckeridge, sobre a alta burocracia para aprovação de transgênicos. “Aí só nos sobrará substituir variedades, o que é mais lento ainda ou então importar alimentos – mas de onde? a que preço?”, completa o biólogo.
Avanço ao norte – O avanço da fronteira agrícola em direção à Amazônia já tem sido constatado há algum tempo, seja para a produção de alimentos, seja para o cultivo da cana-de-açúcar para a produção de etanol ou de soja. De acordo com Buckeridge, “esse é um ponto polêmico, mas o uso de geneticamente modificados na região agrícola do Brasil beneficia a Amazônia, por não exercer tanto impacto”.
“As tecnologias que nós desenvolvemos, como as plantas geneticamente modificadas, vão ter que ser usadas. Nessa condição, para suprir alimentos, têm que ser usadas e vão ter que ser usadas no Brasil”, realça Buckeridge. Além de controlarem as pragas de insetos, as culturas geneticamente modificadas podem ainda ter seu desempenho melhorado em situações de seca e a biomassa de cada planta aumentada, maximizando a produtividade e reduzindo os desmatamentos.
Modelos alternativos – Já o geneticista Paulo Yoshio Kageyama, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da USP de Pirassununga, e ex-consultor do Ministério do Meio Ambiente (MMA), é contrário ao uso de transgênicos na agricultura.
O pesquisador acredita, inclusive, ser “um absurdo abrir uma área que tem 150 espécies diferentes e plantar um único genótipo, a soja”, por exemplo, sobre desmatamentos que acontecem na Amazônia Legal para o cultivo do grão, destinado em sua maioria para exportação. “Quanto maior biodiversidade, maior poder de se resistir, sobreviver”, justifica.
Kageyama desenvolve projetos-piloto em assentamentos agrários, que envolvem modelos sustentáveis de agricultura, como sistemas agroflorestais, que consistem na imitação da floresta em miniatura, só que com plantas “úteis”; e as ilhas de alta produtividade ou o cultivo de alta diversidade de espécies, técnicas que protegem as plantas contra pragas por um mecanismo de proteção natural.
Censo – No último ano, a produção agropecuária brasileira superou todas as metas e registrou os melhores resultados obtidos até então, segundo dados do Ministério da Agricultura. A safra nacional chegou à produção recorde de 166,2 milhões de toneladas, registrando valor bruto de R$241,8 bilhões.
Apesar disso, o Brasil utilizou, de acordo com o último censo mundial de agricultura, realizado em 2010 pela Organização de Alimento e Agricultura das Nações Unidas (FAO, na sigla em inglês), 275 mil hectares com agricultura, o que corresponde a mais de um quarto do território nacional.
Caso se confirmem as previsões dos impactos das mudanças climáticas, como ressecamento de algumas regiões e alagamento de outras, além do aumento de gás carbônico atmosférico e de temperatura, a agricultura sofrerá quedas na produtividade, o que implica problemas sociais e econômicos. “Transgênicos podem ser a chave para uma ação rápida, mas há igualmente problemas políticos”, afirma Buckeridge, sobre a alta burocracia para aprovação de transgênicos. “Aí só nos sobrará substituir variedades, o que é mais lento ainda ou então importar alimentos – mas de onde? a que preço?”, completa o biólogo.
Avanço ao norte – O avanço da fronteira agrícola em direção à Amazônia já tem sido constatado há algum tempo, seja para a produção de alimentos, seja para o cultivo da cana-de-açúcar para a produção de etanol ou de soja. De acordo com Buckeridge, “esse é um ponto polêmico, mas o uso de geneticamente modificados na região agrícola do Brasil beneficia a Amazônia, por não exercer tanto impacto”.
“As tecnologias que nós desenvolvemos, como as plantas geneticamente modificadas, vão ter que ser usadas. Nessa condição, para suprir alimentos, têm que ser usadas e vão ter que ser usadas no Brasil”, realça Buckeridge. Além de controlarem as pragas de insetos, as culturas geneticamente modificadas podem ainda ter seu desempenho melhorado em situações de seca e a biomassa de cada planta aumentada, maximizando a produtividade e reduzindo os desmatamentos.
Modelos alternativos – Já o geneticista Paulo Yoshio Kageyama, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), da USP de Pirassununga, e ex-consultor do Ministério do Meio Ambiente (MMA), é contrário ao uso de transgênicos na agricultura.
O pesquisador acredita, inclusive, ser “um absurdo abrir uma área que tem 150 espécies diferentes e plantar um único genótipo, a soja”, por exemplo, sobre desmatamentos que acontecem na Amazônia Legal para o cultivo do grão, destinado em sua maioria para exportação. “Quanto maior biodiversidade, maior poder de se resistir, sobreviver”, justifica.
Kageyama desenvolve projetos-piloto em assentamentos agrários, que envolvem modelos sustentáveis de agricultura, como sistemas agroflorestais, que consistem na imitação da floresta em miniatura, só que com plantas “úteis”; e as ilhas de alta produtividade ou o cultivo de alta diversidade de espécies, técnicas que protegem as plantas contra pragas por um mecanismo de proteção natural.
Censo – No último ano, a produção agropecuária brasileira superou todas as metas e registrou os melhores resultados obtidos até então, segundo dados do Ministério da Agricultura. A safra nacional chegou à produção recorde de 166,2 milhões de toneladas, registrando valor bruto de R$241,8 bilhões.
Apesar disso, o Brasil utilizou, de acordo com o último censo mundial de agricultura, realizado em 2010 pela Organização de Alimento e Agricultura das Nações Unidas (FAO, na sigla em inglês), 275 mil hectares com agricultura, o que corresponde a mais de um quarto do território nacional.
Fonte: IG
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