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Notícias
22
jun
2013
(MÓVEIS)
Entraves mantêm RS em segundo no ranking das exportações de móveis
Relatório revela que gaúchos seguem atrás de Santa Catarina no acumulado de janeiro a abril
O custo Brasil está entre os entraves responsáveis por frear as exportações gaúchas e manter o Rio Grande do Sul na segunda posição do ranking dos estados brasileiros que mais venderam móveis para o exterior no período de janeiro a abril deste ano. Os dados confirmam Santa Catarina na liderança, pelo terceiro mês consecutivo em 2013, com vendas na casa de US$ 58.500.000,00 perante os quase US$ 57 milhões do RS. Em abril, os gaúchos exportaram US$ 15.245.628 e SC contabilizou US$ 16.549.238. Na sequência do ranking aparecem Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
O presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (MOVERGS), Ivo Cansan, explica que o custo Brasil segue como maior empecilho para a competição global. “Enquanto continuarmos a cobrar dos consumidores externos os custos sociais dos brasileiros, sempre estaremos oferecendo produtos com valores acima do mercado internacional. Somente com uma política de exportações séria e determinada conseguiremos manter e talvez conquistar novos mercados. Custos trabalhistas, tributários e de logística extrapolam os preços dos nossos produtos, tornando inviável qualquer fator de competição”, afirma.
Nem mesmo a valorização cambial, com a alta do dólar, deve trazer retorno imediato como argumento para impulsionar as exportações. “O resultado dessa oscilação poderá ser medido em, no mínimo, seis meses, desde que a política de câmbio se mantenha estável e esse fator não tenha impacto sobre as matérias-primas nacionais. Muitos insumos dependem de importação e podem ter seus preços onerados, o que aumentaria o custo do produto final, prejudicando as vendas”, avalia o presidente.
PARTICIPAÇÃO GAÚCHA EQUILIBRADA
Além dos dados apontados, o percentual de participação do Rio Grande do Sul nas exportações de móveis do país ficou em 27,2% no acumulado do ano – aumento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2012. Já Santa Catarina, apesar de ter registrado 27,9% de participação, teve uma queda de 2,1% em relação ao ano anterior. Nesse quesito São Paulo, que obteve um acréscimo de 10% no comparativo com o ano passado, ultrapassou o Paraná e está com 17,2% de participação contra 15,7%.
A Argentina foi o país que mais recebeu os móveis brasileiros, com US$ 39.301.413 no período, seguida por Estados Unidos, Reino Unido e Uruguai. Quanto às importações de móveis gaúchos, o Reino Unido continua no topo da lista, à frente de Uruguai, Chile e Peru. Esses dados estão no relatório de exportações elaborado pela MOVERGS, em conjunto com o Centro Gestor de Inovação (CGI Moveleiro), conforme informações obtidas na Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O custo Brasil está entre os entraves responsáveis por frear as exportações gaúchas e manter o Rio Grande do Sul na segunda posição do ranking dos estados brasileiros que mais venderam móveis para o exterior no período de janeiro a abril deste ano. Os dados confirmam Santa Catarina na liderança, pelo terceiro mês consecutivo em 2013, com vendas na casa de US$ 58.500.000,00 perante os quase US$ 57 milhões do RS. Em abril, os gaúchos exportaram US$ 15.245.628 e SC contabilizou US$ 16.549.238. Na sequência do ranking aparecem Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
O presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (MOVERGS), Ivo Cansan, explica que o custo Brasil segue como maior empecilho para a competição global. “Enquanto continuarmos a cobrar dos consumidores externos os custos sociais dos brasileiros, sempre estaremos oferecendo produtos com valores acima do mercado internacional. Somente com uma política de exportações séria e determinada conseguiremos manter e talvez conquistar novos mercados. Custos trabalhistas, tributários e de logística extrapolam os preços dos nossos produtos, tornando inviável qualquer fator de competição”, afirma.
Nem mesmo a valorização cambial, com a alta do dólar, deve trazer retorno imediato como argumento para impulsionar as exportações. “O resultado dessa oscilação poderá ser medido em, no mínimo, seis meses, desde que a política de câmbio se mantenha estável e esse fator não tenha impacto sobre as matérias-primas nacionais. Muitos insumos dependem de importação e podem ter seus preços onerados, o que aumentaria o custo do produto final, prejudicando as vendas”, avalia o presidente.
PARTICIPAÇÃO GAÚCHA EQUILIBRADA
Além dos dados apontados, o percentual de participação do Rio Grande do Sul nas exportações de móveis do país ficou em 27,2% no acumulado do ano – aumento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2012. Já Santa Catarina, apesar de ter registrado 27,9% de participação, teve uma queda de 2,1% em relação ao ano anterior. Nesse quesito São Paulo, que obteve um acréscimo de 10% no comparativo com o ano passado, ultrapassou o Paraná e está com 17,2% de participação contra 15,7%.
A Argentina foi o país que mais recebeu os móveis brasileiros, com US$ 39.301.413 no período, seguida por Estados Unidos, Reino Unido e Uruguai. Quanto às importações de móveis gaúchos, o Reino Unido continua no topo da lista, à frente de Uruguai, Chile e Peru. Esses dados estão no relatório de exportações elaborado pela MOVERGS, em conjunto com o Centro Gestor de Inovação (CGI Moveleiro), conforme informações obtidas na Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Fonte: Movergs
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