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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Derrubada de araucária em Quitandinha/PR é maior do que se imaginava
A extensão do desmatamento feito numa área de floresta de araucária em Quitandinha, na região metropolitana de Curitiba (PR), é 7 vezes maior do que a dimensionada inicialmente. Segundo o IAP - Instituto Ambiental do Paraná, 7 hectares de mata nativa – o que equivale a 70 mil metros quadrados ou a 14 campos de futebol – foram destruídos com o uso de motosserras e máquinas pesadas. Entre os milhares de espécimes derrubados, várias árvores eram centenárias e estavam sob a proteção de leis ambientais porque estão em processo de extinção.
"Trata-se de uma violenta agressão à natureza. A vegetação destruída era nativa e estava em estágio avançado, o que significa que não cabe licenciamento ambiental para a retirada", explicou o presidente do IAP, Rasca Rodrigues. Segundo ele, o corte das árvores enfraqueceu a mata atlântica da região e por isso os proprietários, além de pagarem multa, serão processados e deverão promover a recuperação da área.
A propriedade onde o desmatamento foi verificado é conhecida em Quitandinha como Mato dos Pelanda. Ela fica na localidade de Campestre e pertence a José Policeno. Segundo o advogado dele, Arildo Nizer, está havendo certa intransigência do IAP, já que o corte não teria sido promovido pelo proprietário multado. "A área foi ocupada por sem-terra, que derrubaram as árvores", informou. Na propriedade, a reportagem da Gazeta do Povo encontrou, na quarta-feira (29), duas famílias. As suspeitas de ambientalistas, entretanto, são de que se trata de uma ocupação de fachada.
O corte irregular foi identificado em agosto. O proprietário foi multado em R$ 24 mil e a área foi embargada. Na semana passada, o Batalhão da Polícia Florestal apurou que as árvores continuavam sendo cortadas. A polícia aplicou multa de R$ 170 mil.
Na última quarta-feira (29), técnicos do IAP voltaram ao local e, mais uma vez, encontraram madeireiros trabalhando. Eles fugiram. O IAP aplicou outra multa de R$ 77 mil. "Tanto essa última multa do IAP como a da Polícia Florestal devem ser duplicadas, já que houve reincidência", alertou Rasca.
Fonte: Ambiente Brasil – 01/10/2004
"Trata-se de uma violenta agressão à natureza. A vegetação destruída era nativa e estava em estágio avançado, o que significa que não cabe licenciamento ambiental para a retirada", explicou o presidente do IAP, Rasca Rodrigues. Segundo ele, o corte das árvores enfraqueceu a mata atlântica da região e por isso os proprietários, além de pagarem multa, serão processados e deverão promover a recuperação da área.
A propriedade onde o desmatamento foi verificado é conhecida em Quitandinha como Mato dos Pelanda. Ela fica na localidade de Campestre e pertence a José Policeno. Segundo o advogado dele, Arildo Nizer, está havendo certa intransigência do IAP, já que o corte não teria sido promovido pelo proprietário multado. "A área foi ocupada por sem-terra, que derrubaram as árvores", informou. Na propriedade, a reportagem da Gazeta do Povo encontrou, na quarta-feira (29), duas famílias. As suspeitas de ambientalistas, entretanto, são de que se trata de uma ocupação de fachada.
O corte irregular foi identificado em agosto. O proprietário foi multado em R$ 24 mil e a área foi embargada. Na semana passada, o Batalhão da Polícia Florestal apurou que as árvores continuavam sendo cortadas. A polícia aplicou multa de R$ 170 mil.
Na última quarta-feira (29), técnicos do IAP voltaram ao local e, mais uma vez, encontraram madeireiros trabalhando. Eles fugiram. O IAP aplicou outra multa de R$ 77 mil. "Tanto essa última multa do IAP como a da Polícia Florestal devem ser duplicadas, já que houve reincidência", alertou Rasca.
Fonte: Ambiente Brasil – 01/10/2004
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