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Notícias
07
jun
2013
(GERAL)
Liderança da indústria florestal debate o futuro do setor, em SP
O Brasil sediou pela primeira vez o mais importante evento do setor florestal. Nesta semana, em São Paulo - capital, mais de 50 CEOS e dirigentes de associações de todo o mundo se reuniram para tratar de questões de interesse comum. O encontro bienal CEOS Roundtable é uma iniciativa do Conselho Internacional das Associações do Setor Florestal (ICFPA) e foi promovido juntamente com a Bracelpa. Dirigentes do evento, reuniram a imprensa para uma coletiva na tarde desta quinta-feira (6). Segundo dados apresentados no encontro, o setor está globalmente consciente sobre a importância da sustentabilidade para gerir um futuro suficientemente produtivo. “Nossa indústria oferece produtos renováveis e recicláveis que são importantes para atender à economia global e as necessidades dos indivíduos, das famílias e em todo o mundo”, declara David Scheible, Presidente e CEO da Graphic Packaging International Inc, dos Estados Unidos.
Os executivos demonstraram que há hoje uma preocupação comum nas indústrias em promover mais ações para informar os consumidores e a sociedade em geral sobre as novas iniciativas em curso pelas empresas do setor. “Precisamos melhorar nossa comunicação com a sociedade em geral e esclarecer que nossa indústria não produz exclusivamente papel e derivados. Há um grande esforço nesse sentido”, declara Scheible.
Os especialistas alegaram que há muita pesquisa sendo direcionada no segmento de inovação para tentar produzir o máximo da madeira e não somente celulose e papel. “Existe um grande movimento para otimizar a produção no setor. Atualmente, no Canadá, praticamente 90% de cada árvore é aproveitada”, afirma Chad Wasilenkoff, da Fortress Paper Ltda. “Muitas empresas estão há muitos anos no mercado e têm infraestrutura antiga, o que enfraquece a competitividade. Isso gerou um movimento para buscar atualização não no aspecto de maquinário, mas em inovação. Os países escandinavos estão bem ativos nisso, desenvolvendo novos produtos a partir da fibra da madeira”, explica Wasinlenkoff.
Toda essa inovação já promove um intercâmbio maior das indústrias do setor florestal com outras indústrias. Há vários exemplos e cada líder mencionou como a fibra da madeira pode oferecer mais resistência ao se integrar a outros produtos como o plástico usado no setor automotivo ou o material usado em pneus. Além disso, subprodutos da indústria estão sendo utilizados no setor têxtil e cosmético.
Elizabete de Carvalhaes, presidente da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), mencionou como a nanotecnologia está usando a fibra da celulose para produzir um cristal mais resistente.
Outro assunto muito debatido durante o CEOs Roundtable foi a reciclagem. “Muitos países ainda não têm uma infraestrutura bem desenvolvida neste setor”, diz Donna Harman, presidente da ICFPA. “Precisamos conscientizar todos sobre a importância de investimentos e ações conjuntas para otimizar a reciclagem globalmente”, continua Harman.
O destaque do Brasil no debate foi claro - afinal é o foco de muitos investimentos. O clima e condições geográficas favoráreis para o setor foram mencionadas pelos líderes presentes na coletiva. A presidente executiva da Bracelpa, Elisabete de Carvalhaes destacou o benefício do ciclo curto da produção brasileira. “Como todas nossas florestas são plantadas e o ciclo do eucalipto no Brasil é curto, chegando a sete anos, colaboramos muito com a compensação do carbono, pois é na fase inicial do crescimento que a árvore está mais ativa nesse processo”.
Carvalhaes também mencionou os desafios para o futuro. “Com o desenvolvimento da inovação para a criação de outros produtos que podem usar a fibra da madeira, enfrentaremos um novo desafio: conciliar toda logística que será necessária para a articulação dos resultados da pesquisa científica e do cumprimento de todas as exigências de trâmites burocráticos que temos no Brasil para a devida certificação desses novos produtos e consequentemente a aceitação deles pelos consumidores”, destaca a executiva.
Os executivos demonstraram que há hoje uma preocupação comum nas indústrias em promover mais ações para informar os consumidores e a sociedade em geral sobre as novas iniciativas em curso pelas empresas do setor. “Precisamos melhorar nossa comunicação com a sociedade em geral e esclarecer que nossa indústria não produz exclusivamente papel e derivados. Há um grande esforço nesse sentido”, declara Scheible.
Os especialistas alegaram que há muita pesquisa sendo direcionada no segmento de inovação para tentar produzir o máximo da madeira e não somente celulose e papel. “Existe um grande movimento para otimizar a produção no setor. Atualmente, no Canadá, praticamente 90% de cada árvore é aproveitada”, afirma Chad Wasilenkoff, da Fortress Paper Ltda. “Muitas empresas estão há muitos anos no mercado e têm infraestrutura antiga, o que enfraquece a competitividade. Isso gerou um movimento para buscar atualização não no aspecto de maquinário, mas em inovação. Os países escandinavos estão bem ativos nisso, desenvolvendo novos produtos a partir da fibra da madeira”, explica Wasinlenkoff.
Toda essa inovação já promove um intercâmbio maior das indústrias do setor florestal com outras indústrias. Há vários exemplos e cada líder mencionou como a fibra da madeira pode oferecer mais resistência ao se integrar a outros produtos como o plástico usado no setor automotivo ou o material usado em pneus. Além disso, subprodutos da indústria estão sendo utilizados no setor têxtil e cosmético.
Elizabete de Carvalhaes, presidente da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), mencionou como a nanotecnologia está usando a fibra da celulose para produzir um cristal mais resistente.
Outro assunto muito debatido durante o CEOs Roundtable foi a reciclagem. “Muitos países ainda não têm uma infraestrutura bem desenvolvida neste setor”, diz Donna Harman, presidente da ICFPA. “Precisamos conscientizar todos sobre a importância de investimentos e ações conjuntas para otimizar a reciclagem globalmente”, continua Harman.
O destaque do Brasil no debate foi claro - afinal é o foco de muitos investimentos. O clima e condições geográficas favoráreis para o setor foram mencionadas pelos líderes presentes na coletiva. A presidente executiva da Bracelpa, Elisabete de Carvalhaes destacou o benefício do ciclo curto da produção brasileira. “Como todas nossas florestas são plantadas e o ciclo do eucalipto no Brasil é curto, chegando a sete anos, colaboramos muito com a compensação do carbono, pois é na fase inicial do crescimento que a árvore está mais ativa nesse processo”.
Carvalhaes também mencionou os desafios para o futuro. “Com o desenvolvimento da inovação para a criação de outros produtos que podem usar a fibra da madeira, enfrentaremos um novo desafio: conciliar toda logística que será necessária para a articulação dos resultados da pesquisa científica e do cumprimento de todas as exigências de trâmites burocráticos que temos no Brasil para a devida certificação desses novos produtos e consequentemente a aceitação deles pelos consumidores”, destaca a executiva.
Fonte: CeluloseOnline
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