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Notícias
31
mai
2013
(MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS)
Após crescimento recorde Mato Grosso do Sul começa frear produção de eucalipto
Ainda não há expectativa do tamanho do rombo nas contas este ano, já que os dados nacionais só devem ser publicados no próximo mês, mas a previsão não é boa.
Assim como outros setores, a exploração de florestas está submersa na crise mundial, o que trava o cultivo. A tendência, segundo o presidente da associação, Junior Ramires, é diminuir ainda mais. “O custo da mão de obra chegou a subir 17% no Estado, contra 7% da inflação. E com a economia em baixa, em ordem mundial, os preços estão parados, tanto de madeiras, quanto das matérias que provêem da madeira, como a celulose e carvão vegetal. O setor não é diferente do que vive o País. Na minha opinião, a situação é grave. É um processo que vem se agravando e a economia não reage”, relata.
Dos 450 funcionários da empresa Ramires Reflorestamento, em Ribas do Rio Pardo, apenas 350 continuam contratados. “Nós tivemos que diminuir. Vamos colocar o pé no freio”, diz o presidente da Reflore, que também é diretor da empresa de Ribas do Rio Pardo.
Altas cargas tributárias e o aumento dos custos internos no País são outros motivos para o enfraquecimento. "A produção fica ameaçada diante dos fatores mundiais", diz Ramires. Segundo ele, alguns eventos esportivos que acontecerão no Brasil, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, têm feito o governo Federal tirar o foco de discussões importantes.
De acordo com dados da Reflore de 2012, em nove anos, a área plantada de eucalipto saltou de 90 para cerca de 580 mil hectares. Porém, sem a instalação de novas empresas consumidoras de madeira, Ramires acredita que a produção será interrompida.
Em menor escala, pinos e seringueira, matérias primas nas florestas no Estado, também sofrem com a crise. A produção no Estado é quase exclusivamente dedicada à fabricação de celulose, sendo uma parcela de menos de 200 mil hectares para carvão, energia e outros materiais.
Se não houver a instalação de novas fábricas e uma mudança estrutural, Ramires acredita que a vantagem do Estado, em relação ao restante do País, pode ser menor em 2013. Dados apontam que o País cresceu em produção apenas 2% em 2012, contra os 25% de Mato Grosso do Sul.
“Esse ano não será o mesmo vigor. Estamos falando de uma cultura que leva sete anos, o processo é lento, as coisas vão acontecendo aos poucos. Desde que as crises financeiras começaram no País, a produção sentiu”.
Em relação à pecuária, os rendimentos chegam a ser até seis vezes maiores. No ano passado, o pesquisador da Embrapa, Armindo Kichel, avaliou que 1 hectare de eucalipto “bem aproveitado” renderia entre R$ 7 e 9 mil ao fim de 6 anos, enquanto a mesma área, se for utilizada para pecuária tradicional – 1 vaca por hectare, rende R$ 1.200 mil no mesmo período.
Assim como outros setores, a exploração de florestas está submersa na crise mundial, o que trava o cultivo. A tendência, segundo o presidente da associação, Junior Ramires, é diminuir ainda mais. “O custo da mão de obra chegou a subir 17% no Estado, contra 7% da inflação. E com a economia em baixa, em ordem mundial, os preços estão parados, tanto de madeiras, quanto das matérias que provêem da madeira, como a celulose e carvão vegetal. O setor não é diferente do que vive o País. Na minha opinião, a situação é grave. É um processo que vem se agravando e a economia não reage”, relata.
Dos 450 funcionários da empresa Ramires Reflorestamento, em Ribas do Rio Pardo, apenas 350 continuam contratados. “Nós tivemos que diminuir. Vamos colocar o pé no freio”, diz o presidente da Reflore, que também é diretor da empresa de Ribas do Rio Pardo.
Altas cargas tributárias e o aumento dos custos internos no País são outros motivos para o enfraquecimento. "A produção fica ameaçada diante dos fatores mundiais", diz Ramires. Segundo ele, alguns eventos esportivos que acontecerão no Brasil, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, têm feito o governo Federal tirar o foco de discussões importantes.
De acordo com dados da Reflore de 2012, em nove anos, a área plantada de eucalipto saltou de 90 para cerca de 580 mil hectares. Porém, sem a instalação de novas empresas consumidoras de madeira, Ramires acredita que a produção será interrompida.
Em menor escala, pinos e seringueira, matérias primas nas florestas no Estado, também sofrem com a crise. A produção no Estado é quase exclusivamente dedicada à fabricação de celulose, sendo uma parcela de menos de 200 mil hectares para carvão, energia e outros materiais.
Se não houver a instalação de novas fábricas e uma mudança estrutural, Ramires acredita que a vantagem do Estado, em relação ao restante do País, pode ser menor em 2013. Dados apontam que o País cresceu em produção apenas 2% em 2012, contra os 25% de Mato Grosso do Sul.
“Esse ano não será o mesmo vigor. Estamos falando de uma cultura que leva sete anos, o processo é lento, as coisas vão acontecendo aos poucos. Desde que as crises financeiras começaram no País, a produção sentiu”.
Em relação à pecuária, os rendimentos chegam a ser até seis vezes maiores. No ano passado, o pesquisador da Embrapa, Armindo Kichel, avaliou que 1 hectare de eucalipto “bem aproveitado” renderia entre R$ 7 e 9 mil ao fim de 6 anos, enquanto a mesma área, se for utilizada para pecuária tradicional – 1 vaca por hectare, rende R$ 1.200 mil no mesmo período.
Fonte: Campo Grande News
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