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21
mai
2013
(MADEIRA E PRODUTOS)
IPEF publica zoneamento do Eucalyptus grandis para São Paulo
No Brasil, o Eucalyptus grandis é considerado essencial para o setor florestal, sendo que a espécie tem ampla base genética disponível no país. Entretanto, alguns genótipos são suscetíveis à ferrugem (Puccinia psidii), principalmente no Estado de São Paulo, onde as condições climáticas são favoráveis para o desenvolvimento da doença.
Desta forma, o estudo “Selecting for rust (Puccinia psidii) resistance in Eucalyptus grandisin São Paulo State, Brazil” teve como objetivos selecionar progênies de Eucalyptus grandisquanto à estabilidade e a adaptabilidade considerando a resistência à ferrugem em diferentes localidades paulistas, comparar a severidade da ferrugem observada no campo contra um modelo empírico e elaborar o zoneamento da severidade da doença para o estado de São Paulo.
Para atender estes objetivos, o IPEF instalou em nove localidades do estado de São Paulo (Anhembi, Avaré, Boa Esperança do Sul, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itapetininga, Itararé, Lençóis Paulista e Pratânia) uma rede experimental com mais de 150 progênies deEucalyptus grandis de ampla base genética (10 procedências brasileiras). As árvores foram avaliadas entre 6 e 10 meses após o plantio, no “pico” da infestação de ferrugem.
Foi observado que as condições climáticas governam o desenvolvimento da ferrugem, porém mesmo sob condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da doença os pesquisadores encontraram progênies resistentes à doença. E por outro lado, em sítios desfavoráveis ao desenvolvimento da ferrugem, detectaram progênies altamente suscetíveis. Significativa correlação entre o material genético, as condições ambientais e sintomas da doença também foram encontrada. Entretanto, foi verificada uma simples interação genótipo-ambiente e significativa variabilidade genética entre as progênies. A herdabilidade média foi elevada entre as progênies em todas as localidades, indicando o significativo controle genético quanto à resistência à ferrugem. Usando informações do Sistema Geodatabase IPEF (http://www.ipef.br/geodatabase) os autores elaboraram o zoneamento da severidade da ferrugem do Eucalyptus para todo o Estado de São Paulo. O mapa mostra uma tendência de redução da severidade da doença no sentido leste para oeste e do sul para o norte, devido às combinações dos fatores climáticos tais como temperatura e umidade relativa.
O estudo destaca-se pela integração de diversas áreas da ciência como melhoramento genético, proteção florestal, agrometeorologia, sistema de informação geográfica e modelagem que são áreas de atuação de alguns dos programas cooperativos do Instituto. O trabalho foi possível devido a rede experimental implantada pelo Programa Cooperativo em Melhoramento Florestal (PCMF), do IPEF, que conta com a participação das empresasArborgen, ArcelorMittal (Aperan), Cenibra, Conpacel (Suzano), Duratex, Eucatex, Fibria,Forestal Oriental, Jari, Lwarcel, Masisa, Palmasola, Stora Enso e Suzano.
O estudo foi publicado no volume 303 da revista científica “Forest Ecology and Management” o qual pode ser encontrado em doi.org/10.1016/j.foreco.2013.04.002.
Desta forma, o estudo “Selecting for rust (Puccinia psidii) resistance in Eucalyptus grandisin São Paulo State, Brazil” teve como objetivos selecionar progênies de Eucalyptus grandisquanto à estabilidade e a adaptabilidade considerando a resistência à ferrugem em diferentes localidades paulistas, comparar a severidade da ferrugem observada no campo contra um modelo empírico e elaborar o zoneamento da severidade da doença para o estado de São Paulo.
Para atender estes objetivos, o IPEF instalou em nove localidades do estado de São Paulo (Anhembi, Avaré, Boa Esperança do Sul, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itapetininga, Itararé, Lençóis Paulista e Pratânia) uma rede experimental com mais de 150 progênies deEucalyptus grandis de ampla base genética (10 procedências brasileiras). As árvores foram avaliadas entre 6 e 10 meses após o plantio, no “pico” da infestação de ferrugem.
Foi observado que as condições climáticas governam o desenvolvimento da ferrugem, porém mesmo sob condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da doença os pesquisadores encontraram progênies resistentes à doença. E por outro lado, em sítios desfavoráveis ao desenvolvimento da ferrugem, detectaram progênies altamente suscetíveis. Significativa correlação entre o material genético, as condições ambientais e sintomas da doença também foram encontrada. Entretanto, foi verificada uma simples interação genótipo-ambiente e significativa variabilidade genética entre as progênies. A herdabilidade média foi elevada entre as progênies em todas as localidades, indicando o significativo controle genético quanto à resistência à ferrugem. Usando informações do Sistema Geodatabase IPEF (http://www.ipef.br/geodatabase) os autores elaboraram o zoneamento da severidade da ferrugem do Eucalyptus para todo o Estado de São Paulo. O mapa mostra uma tendência de redução da severidade da doença no sentido leste para oeste e do sul para o norte, devido às combinações dos fatores climáticos tais como temperatura e umidade relativa.
O estudo destaca-se pela integração de diversas áreas da ciência como melhoramento genético, proteção florestal, agrometeorologia, sistema de informação geográfica e modelagem que são áreas de atuação de alguns dos programas cooperativos do Instituto. O trabalho foi possível devido a rede experimental implantada pelo Programa Cooperativo em Melhoramento Florestal (PCMF), do IPEF, que conta com a participação das empresasArborgen, ArcelorMittal (Aperan), Cenibra, Conpacel (Suzano), Duratex, Eucatex, Fibria,Forestal Oriental, Jari, Lwarcel, Masisa, Palmasola, Stora Enso e Suzano.
O estudo foi publicado no volume 303 da revista científica “Forest Ecology and Management” o qual pode ser encontrado em doi.org/10.1016/j.foreco.2013.04.002.
Fonte: Assessoria
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