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Notícias
21
mai
2013
(BIOENERGIA)
As pragas exóticas e seu impacto sobre a produção de alimentos, fibras e agroenergia
A Convenção Internacional de Proteção Vegetal (CIPV), organismo de referência da Organização Mundial do Comércio para assuntos relacionados à defesa sanitária vegetal define praga como “qualquer espécie, raça ou biótipo de planta, animal ou agente patogênico nocivos a plantas ou produtos vegetais”. Mas, de onde surgem as pragas? E o que faz com que algumas espécies atinjam níveis populacionais altos o suficiente para causar perdas às plantas cultivadas?
Cada espécie – seja de ácaro, inseto, fungo, nematoide ou planta – tem suas características próprias, como a capacidade de produzir descendentes e de se adaptar a diferentes condições ambientais, sejam elas de natureza biótica ou abiótica. De modo extremamente simplista, isso é o que vai determinar se ela terá o potencial ou não de se transformar em uma praga agrícola. O papel do homem é preponderante neste processo, por dois motivos: primeiro porque, ao substituir a cobertura vegetal natural por áreas de monocultura, ele favorece a multiplicação de espécies adaptadas à planta cultivada e, ao longo de sucessivas gerações, a população pode chegar a níveis alarmantes. E segundo, pelo incremento do trânsito de pessoas e mercadorias resultante da globalização, os eventos de invasão biológica têm acontecido em número e velocidade nunca antes registrados na história da agricultura mundial. Ou seja, o homem por um lado disponibiliza recursos adequados à multiplicação das espécies e por outro favorece a introdução de espécies exóticas.
Como este é um processo dinâmico, é fundamental que o país esteja preparado para identificar novas ameaças e executar ações de emergência quando cabíveis. Isso é ainda mais importante em países que têm na agropecuária o principal pilar de sua economia, como é o caso do Brasil. Para discutir este assunto, a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA) realizará um workshop em São Paulo, no dia 23 de maio de 2013.
“O Brasil possui um sistema de Defesa Agropecuária complexo, com organismos federais e estaduais executando ações para prevenir a entrada e disseminação de pragas. Neste workshop, vamos discutir a governança do sistema e apresentar casos de programas bem sucedidos de erradicação de pragas agrícolas no Brasil”, comenta Evaldo Vilela, presidente da SBDA.
Sílvia Helena Galvão de Miranda (USP) demonstrará que os custos de programas oficiais de combate a pragas quarentenárias são baixos quando comparados com as perdas evitadas caso não fossem conduzidos. Ela realizou estudos sobre o programa de erradicação da mosca-da-carambola e de combate ao Huanglongbing (HLB).
Infelizmente, nem sempre as ações são realizadas a tempo de evitar a disseminação e naturalização da praga no Brasil. No workshop serão apresentados dois exemplos: a ferrugem asiática da soja que, na última década, causou prejuízos diretos e indiretos incalculáveis para o setor, e a recém detectada Helicoverpa armigera, cuja população atingiu níveis alarmantes resultando em perdas da ordem de 1 bilhão de reais no estado da Bahia. Esta é uma praga importante a nível mundial para soja, algodão, milho, tomate e dezenas de outras culturas. O impacto que ela terá sobre a produção de alimentos, fibras e agroenergia no Brasil ainda não foi estimado.
Para Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), “o Brasil não pode continuar atuando em Defesa Vegetal de forma reativa. Precisamos trabalhar de maneira inteligente e estratégica para que as histórias da ferrugem da soja e da
Helicoverpa não se repitam. As indústrias que investem em Pesquisa e Desenvolvimento voltadas para a inovação tecnológica no setor agrícola são parceiras do produtor e do Governo oferecendo alternativas quando elas forem consideradas necessárias. A adoção de uma postura pró-ativa possibilitará uma resposta mais rápida, com ganho para toda a cadeia de produção de alimentos”.
Cada espécie – seja de ácaro, inseto, fungo, nematoide ou planta – tem suas características próprias, como a capacidade de produzir descendentes e de se adaptar a diferentes condições ambientais, sejam elas de natureza biótica ou abiótica. De modo extremamente simplista, isso é o que vai determinar se ela terá o potencial ou não de se transformar em uma praga agrícola. O papel do homem é preponderante neste processo, por dois motivos: primeiro porque, ao substituir a cobertura vegetal natural por áreas de monocultura, ele favorece a multiplicação de espécies adaptadas à planta cultivada e, ao longo de sucessivas gerações, a população pode chegar a níveis alarmantes. E segundo, pelo incremento do trânsito de pessoas e mercadorias resultante da globalização, os eventos de invasão biológica têm acontecido em número e velocidade nunca antes registrados na história da agricultura mundial. Ou seja, o homem por um lado disponibiliza recursos adequados à multiplicação das espécies e por outro favorece a introdução de espécies exóticas.
Como este é um processo dinâmico, é fundamental que o país esteja preparado para identificar novas ameaças e executar ações de emergência quando cabíveis. Isso é ainda mais importante em países que têm na agropecuária o principal pilar de sua economia, como é o caso do Brasil. Para discutir este assunto, a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA) realizará um workshop em São Paulo, no dia 23 de maio de 2013.
“O Brasil possui um sistema de Defesa Agropecuária complexo, com organismos federais e estaduais executando ações para prevenir a entrada e disseminação de pragas. Neste workshop, vamos discutir a governança do sistema e apresentar casos de programas bem sucedidos de erradicação de pragas agrícolas no Brasil”, comenta Evaldo Vilela, presidente da SBDA.
Sílvia Helena Galvão de Miranda (USP) demonstrará que os custos de programas oficiais de combate a pragas quarentenárias são baixos quando comparados com as perdas evitadas caso não fossem conduzidos. Ela realizou estudos sobre o programa de erradicação da mosca-da-carambola e de combate ao Huanglongbing (HLB).
Infelizmente, nem sempre as ações são realizadas a tempo de evitar a disseminação e naturalização da praga no Brasil. No workshop serão apresentados dois exemplos: a ferrugem asiática da soja que, na última década, causou prejuízos diretos e indiretos incalculáveis para o setor, e a recém detectada Helicoverpa armigera, cuja população atingiu níveis alarmantes resultando em perdas da ordem de 1 bilhão de reais no estado da Bahia. Esta é uma praga importante a nível mundial para soja, algodão, milho, tomate e dezenas de outras culturas. O impacto que ela terá sobre a produção de alimentos, fibras e agroenergia no Brasil ainda não foi estimado.
Para Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), “o Brasil não pode continuar atuando em Defesa Vegetal de forma reativa. Precisamos trabalhar de maneira inteligente e estratégica para que as histórias da ferrugem da soja e da
Helicoverpa não se repitam. As indústrias que investem em Pesquisa e Desenvolvimento voltadas para a inovação tecnológica no setor agrícola são parceiras do produtor e do Governo oferecendo alternativas quando elas forem consideradas necessárias. A adoção de uma postura pró-ativa possibilitará uma resposta mais rápida, com ganho para toda a cadeia de produção de alimentos”.
Fonte: Defesa Agropecuária
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