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Notícias
17
mai
2013
(MEIO AMBIENTE)
Pesquisadores desenvolvem imagens de alta resolução para monitorar coberturas florestais
O conjunto de dados, que foi publicado no International Journal of Digital Earth, baseia-se na combinação de informações de dois sistemas de sensores de satélites: o Moderate Resolution Imaging Spectrometer-resolução (MODIS), com 250 metros de resolução, e o Landsat, com 30 metros. O resultado é uma visão da cobertura de árvores que é mais precisa do que o padrão da indústria para o monitoramento florestal global: MODIS-based Vegetation Continuous Fields (VCF).
Esse desenvolvimento é importante porque as mudanças de uso da terra, como o desmatamento, a degradação florestal e o reflorestamento muitas vezes ocorrem em escalas muito pequenas para serem detectadas com sistemas baseados em VCF, de acordo com o principal autor do estudo, Joseph Sexton.
"Imagino que esses dados serão usados para refinar a análise científica - ecologia, hidrologia, economia, etc - dos ecossistemas florestais a nível mundial", disse Sexton ao mongabay.com. "Mas, por outro lado, do ponto de vista prático, eles trazem as medições por satélite derivadas da cobertura da árvore para baixo em escalas sub-hectare que são essenciais para as decisões locais. Ao fazê-lo, eles permitem a comunicação entre os cientistas que trabalham para monitorar e compreender os ecossistemas e as autoridades políticas e os detentores de terra possibilitando uma melhor conservação do solo. "
Esse avanço é um potencial "divisor de águas" para controlar alterações na cobertura florestal, segundo Clinton Jenkins, um pesquisador da Universidade Estadual da Carolina do Norte, que não estava envolvido no estudo, mas é um usuário ativo de dados de sensoriamento remoto.
"São duas as razões pelas quais este conjunto de dados é uma virada de jogo. Primeiro, é uma resolução de 30 metros baseada em imagens Landsat, formando um conjunto de dados pioneiro globalmente. Quase todos os conjunto de dados mundiais até agora eram de 1 km de resolução. Em segundo lugar, ele trabalha com a porcentagem de cobertura das árvores ao invés de utilizar alguma definição arbitrária de "floresta". Isto significa que se pode aplicar qualquer definição de floresta (por exemplo, 30% de fechamento do dossel) e saber o quanto da área globalmente atende esse critério."
"Vários grupos têm trabalhado em tais dados, e há uma demanda imensa", Jenkins acrescentou. "A equipe Sexton et al foi a primeira a alcançar a linha de chegada."
O conjunto de dados, que está disponível gratuitamente na Global Land Cover Facility (GLCF), já está sendo usado para analisar os padrões globais de cobertura florestal e de mudança no uso da terra, de acordo com Sexton.
CITAÇÃO: Sexton, J.O., X.-P. Song, M. Feng, P. Noojipady, A. Anand, C. Huang, D.-H. Kim, K.M. Collins, S. Channan, C. DiMiceli, J.R. Townshend. 2013. Global, 30-m resolution continuous fields of tree cover: Landsat-based rescaling of MODIS continuous fields and lidar-based estimates of error. International Journal of Digital Earth.
Traduzido por Fabiano Ávila
Esse desenvolvimento é importante porque as mudanças de uso da terra, como o desmatamento, a degradação florestal e o reflorestamento muitas vezes ocorrem em escalas muito pequenas para serem detectadas com sistemas baseados em VCF, de acordo com o principal autor do estudo, Joseph Sexton.
"Imagino que esses dados serão usados para refinar a análise científica - ecologia, hidrologia, economia, etc - dos ecossistemas florestais a nível mundial", disse Sexton ao mongabay.com. "Mas, por outro lado, do ponto de vista prático, eles trazem as medições por satélite derivadas da cobertura da árvore para baixo em escalas sub-hectare que são essenciais para as decisões locais. Ao fazê-lo, eles permitem a comunicação entre os cientistas que trabalham para monitorar e compreender os ecossistemas e as autoridades políticas e os detentores de terra possibilitando uma melhor conservação do solo. "
Esse avanço é um potencial "divisor de águas" para controlar alterações na cobertura florestal, segundo Clinton Jenkins, um pesquisador da Universidade Estadual da Carolina do Norte, que não estava envolvido no estudo, mas é um usuário ativo de dados de sensoriamento remoto.
"São duas as razões pelas quais este conjunto de dados é uma virada de jogo. Primeiro, é uma resolução de 30 metros baseada em imagens Landsat, formando um conjunto de dados pioneiro globalmente. Quase todos os conjunto de dados mundiais até agora eram de 1 km de resolução. Em segundo lugar, ele trabalha com a porcentagem de cobertura das árvores ao invés de utilizar alguma definição arbitrária de "floresta". Isto significa que se pode aplicar qualquer definição de floresta (por exemplo, 30% de fechamento do dossel) e saber o quanto da área globalmente atende esse critério."
"Vários grupos têm trabalhado em tais dados, e há uma demanda imensa", Jenkins acrescentou. "A equipe Sexton et al foi a primeira a alcançar a linha de chegada."
O conjunto de dados, que está disponível gratuitamente na Global Land Cover Facility (GLCF), já está sendo usado para analisar os padrões globais de cobertura florestal e de mudança no uso da terra, de acordo com Sexton.
CITAÇÃO: Sexton, J.O., X.-P. Song, M. Feng, P. Noojipady, A. Anand, C. Huang, D.-H. Kim, K.M. Collins, S. Channan, C. DiMiceli, J.R. Townshend. 2013. Global, 30-m resolution continuous fields of tree cover: Landsat-based rescaling of MODIS continuous fields and lidar-based estimates of error. International Journal of Digital Earth.
Traduzido por Fabiano Ávila
Fonte: Carbono Brasil
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