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Notícias
03
mai
2013
(GERAL)
Palotina, interior do Paraná, torna-se exemplo no sistema silvipastoril
O sistema silvipastoril consiste explorar áreas integrando a pecuária com a floresta. Com a diversificação, o produtor ganha opção de explorar o gado de corte ou leite e ainda ter uma produção com retorno de médio e longo prazo com a exploração da madeira. O grande benefício deste sistema é a sustentabilidade, dando equilíbrio ao meio ambiente, evitando a dependência sazonal do clima. Além de recuperar áreas degradadas, a propriedade pode ser manejada para manutenção de pastagens produtivas, reduzindo impactos no meio ambiente e favorecendo a reconstituição da cobertura florestal.
Após mais de 30 anos trabalhando no setor agrícola de sementes, defensivos e fertilizantes, o palotinense Luiz Moesch planejou e investiu numa propriedade com a integração silvipastoril. Em maio de 2007, ele iniciou o plantio de eucaliptos em uma propriedade de 130 alqueires no município de Iporã, próximo de Palotina. A partir de 2009, plantou eucaliptos clonados no sistema silvipastoril. Comparada a uma área maciça apenas com árvores, o número de mudas na área integrada é em média 50% menor, mas o crescimento do volume de madeira é muito mais rápido. Para a pecuária, o benefício é a recuperação das áreas de pastagem e o conforto animal com a sombra das árvores.
Luiz Moesch conta que seu grande objetivo é o fornecimento de madeira de qualidade. Além do plantio de eucaliptos clonados,montou um “arboreto” com espécies madeiráveis em 2008 para poder acompanhar o potencial de cada árvore diante no clima e solo da região. Entre as espécias, há Grevilha melhorada, Cedro Australiano, Mogno Africano, Acrocarpo, Terminalia, entre outras. Por ser um investimento de longo prazo, é preciso se certificar do crescimento das árvores antes de colocar uma grande área com plantas diferentes.
Luiz diz que o objetivo é de retorno financeiro em médio e longo prazo com a madeira para serrarias. E madeira de qualidade significa toras maiores, mais retas e sem interferência de galhos que possam criar imperfeições na madeira. Para conseguir isso, o manejo consiste em retirar galhos dos troncos, alémde retirar as árvores menores e imperfeitas e permitir que as maiores se desenvolvam melhor. E após uma década ou mais de crescimento, as madeiras melhores podem ser comercializadas para indústria moveleira ou para quem precise de madeira de qualidade.
O sistema silvipastoril é uma aposta que vem dando certo e que se demonstra muito promissora para a sustentabilidade e também como fonte de renda no longo prazo. Institutos de pesquisa têm estudos e monitoram propriedades, muitas vezes auxiliando e oferecendo suporte com informações. Porém, cada região tem suas particularidades e o produtor precisa estar preparado para pesquisar e investir em testes antes de plantar um produto que traz o grande lucro muitos anos após o investimento. A grande vantagem é a segurança de retorno no longo prazo com madeira para serrarias, e os benefícios do meio ambiente com a sustentabilidade que o sistema proporciona.
Após mais de 30 anos trabalhando no setor agrícola de sementes, defensivos e fertilizantes, o palotinense Luiz Moesch planejou e investiu numa propriedade com a integração silvipastoril. Em maio de 2007, ele iniciou o plantio de eucaliptos em uma propriedade de 130 alqueires no município de Iporã, próximo de Palotina. A partir de 2009, plantou eucaliptos clonados no sistema silvipastoril. Comparada a uma área maciça apenas com árvores, o número de mudas na área integrada é em média 50% menor, mas o crescimento do volume de madeira é muito mais rápido. Para a pecuária, o benefício é a recuperação das áreas de pastagem e o conforto animal com a sombra das árvores.
Luiz Moesch conta que seu grande objetivo é o fornecimento de madeira de qualidade. Além do plantio de eucaliptos clonados,montou um “arboreto” com espécies madeiráveis em 2008 para poder acompanhar o potencial de cada árvore diante no clima e solo da região. Entre as espécias, há Grevilha melhorada, Cedro Australiano, Mogno Africano, Acrocarpo, Terminalia, entre outras. Por ser um investimento de longo prazo, é preciso se certificar do crescimento das árvores antes de colocar uma grande área com plantas diferentes.
Luiz diz que o objetivo é de retorno financeiro em médio e longo prazo com a madeira para serrarias. E madeira de qualidade significa toras maiores, mais retas e sem interferência de galhos que possam criar imperfeições na madeira. Para conseguir isso, o manejo consiste em retirar galhos dos troncos, alémde retirar as árvores menores e imperfeitas e permitir que as maiores se desenvolvam melhor. E após uma década ou mais de crescimento, as madeiras melhores podem ser comercializadas para indústria moveleira ou para quem precise de madeira de qualidade.
O sistema silvipastoril é uma aposta que vem dando certo e que se demonstra muito promissora para a sustentabilidade e também como fonte de renda no longo prazo. Institutos de pesquisa têm estudos e monitoram propriedades, muitas vezes auxiliando e oferecendo suporte com informações. Porém, cada região tem suas particularidades e o produtor precisa estar preparado para pesquisar e investir em testes antes de plantar um produto que traz o grande lucro muitos anos após o investimento. A grande vantagem é a segurança de retorno no longo prazo com madeira para serrarias, e os benefícios do meio ambiente com a sustentabilidade que o sistema proporciona.
Fonte: Folha de Palotina
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