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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Mercado exigente coloca desafios para manejo na Amazônia
A viabilidade dos projetos de manejo florestal na Amazônia não depende apenas do domínio da técnica. Conhecer o mercado consumidor e atender as demandas são condições básicas para o sucesso da iniciativa. O mercado de madeira é um dos temas que estarão em debate no seminário “Manejo Florestal para Pequenas Propriedades: a Experiência do Projeto Pedro Peixoto”, que acontecerá no Auditório do Sebrae, em Rio Branco (AC), de 28 a 30 de setembro.
Com apoio do ProManejo/Ibama, a Embrapa Acre (Embrapa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desenvolveu estudos de mercado identificando oportunidades, riscos, custos, rentabilidade e fatores chaves para o empreendimento como certificação, qualidade, diversidade de matéria-prima e regularidade da oferta. O estudo envolveu os principais pólos moveleiros e madeiros das regiões norte e sudeste, consulta a designers de renome, além de levantamento de dados junto a exportadores e Sebrae. Estas informações estão embasando os manejadores do Projeto Pedro Peixoto, que há quase 10 anos desenvolvem a atividade sob orientação da Embrapa. Um dos resultados concretos dessa empreitada foi a recente celebração de contratos entre produtores e o Grupo de Compradores de Produtos Florestais Certificados, que reúne associados em todo o Brasil, desde pequenos artesãos até indústrias moveleiras.
Mediante os contratos, a madeira manejada e certificada está sendo vendida a R$ 800 o metro cúbico. Bom para os dois lados. A título de comparação, em Rio Branco, os produtores não conseguem mais que R$ 200/m³, apesar da certificação. Ao mesmo tempo, nos grandes centros, a dificuldade de oferta do produto eleva o preço da matéria-prima para até R$ 2.400/m³, tornando a madeira oriunda de manejo artigo de luxo.
Experiências como estas serão relatadas por produtores, técnicos e pesquisadores. A comunidade poderá interagir participando das palestras, mesas redondas, oficinas e dia de campo.
Fonte: Página 20 – 27/09/2004
Com apoio do ProManejo/Ibama, a Embrapa Acre (Embrapa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desenvolveu estudos de mercado identificando oportunidades, riscos, custos, rentabilidade e fatores chaves para o empreendimento como certificação, qualidade, diversidade de matéria-prima e regularidade da oferta. O estudo envolveu os principais pólos moveleiros e madeiros das regiões norte e sudeste, consulta a designers de renome, além de levantamento de dados junto a exportadores e Sebrae. Estas informações estão embasando os manejadores do Projeto Pedro Peixoto, que há quase 10 anos desenvolvem a atividade sob orientação da Embrapa. Um dos resultados concretos dessa empreitada foi a recente celebração de contratos entre produtores e o Grupo de Compradores de Produtos Florestais Certificados, que reúne associados em todo o Brasil, desde pequenos artesãos até indústrias moveleiras.
Mediante os contratos, a madeira manejada e certificada está sendo vendida a R$ 800 o metro cúbico. Bom para os dois lados. A título de comparação, em Rio Branco, os produtores não conseguem mais que R$ 200/m³, apesar da certificação. Ao mesmo tempo, nos grandes centros, a dificuldade de oferta do produto eleva o preço da matéria-prima para até R$ 2.400/m³, tornando a madeira oriunda de manejo artigo de luxo.
Experiências como estas serão relatadas por produtores, técnicos e pesquisadores. A comunidade poderá interagir participando das palestras, mesas redondas, oficinas e dia de campo.
Fonte: Página 20 – 27/09/2004
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