Voltar
Notícias
26
abr
2013
(SILVICULTURA)
Estado do Rio vai facilitar licenciamento ambiental para silvicultura
O secretário de estado do Ambiente, Carlos Minc, informou na quinta-feira (25) que o governo do Rio de Janeiro vai baixar um decreto regulamentando projeto de lei já aprovado pela Assembleia Legislativa e que facilitará a concessão de licenças ambientais para os silvicultores que plantarem até 50 hectares de árvores para fins comerciais em suas propriedades. O decreto, que já está nas mãos do governador Sérgio Cabral, foi resultado de um trabalho conjunto das secretarias do Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Econômico.
A informação foi dada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) durante o seminário Setor Madeireiro: o Consumo no Estado e os Principais Desafios. O encontro reuniu representantes dos setores produtivos privados e autoridades do estado que discutiram alternativas para a produção sustentável de madeira no estado, que hoje importa de outras unidades da federação 89% do produto consumido pelas indústrias fluminenses.
“A melhor forma de proteger as florestas nativas é plantando árvores para o desenvolvimento econômico. Se a madeira não é plantada, as pessoas vão desmatar. Esse novo decreto cria a categoria do distrito florestal. Em vez de cada um, individualmente, fazer seu EIA-Rima [Estudo de Impacto Ambiental-Relatório de Impacto Ambiental], o grupo faz apenas um pedido. Esperamos que esse decreto represente um grande estímulo, e que possamos vencer esse grande gargalo da silvicultura”, disse Minc.
Minc aproveitou o encontro para anunciar também que os municípios já podem emitir licenças ambientais para empreendimentos agropecuários. Durante o encontro foi consenso entre os participantes a necessidade de dar maior agilidade e clareza aos critérios para licenciamento ambiental – um dos principais gargalos enfrentados pelo setor.
Atualmente, o estado do Rio é um dos principais consumidores de produtos de base florestal do país. Só em 2012, o consumo fluminense de madeira foi 3,6 milhões de metros cúbicos. Desse volume, 28,9% correspondem ao seu uso como fonte de energia, e 23% são empregados na construção civil, segundo a pesquisa da Firjan.
Para minimizar o problema, a entidade recomenda o plantio de florestas, nos próximos cinco anos, em 15% dos 685 mil hectares de pastagens naturais ou degradadas, o que permitiria a geração de 48 mil empregos por ano e atrairia a implantação de indústrias competitivas de processamento de madeira, como as que produzem painéis de fibra de média densidade. Tudo sem prejuízos para a agricultura e a pecuária.
A federação entende, ainda, que o desenvolvimento da indústria de base florestal no Rio melhorará a competitividade das empresas que dependem do insumo e criará novas atividades produtivas no interior do estado, reduzindo as pressões migratórias para a cidade do Rio de Janeiro. Essas novas atividades contribuirão também para o esforço de exportações do país e para aumentar a arrecadação de impostos.
O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira disse que o Rio produz apenas 11% da madeira que consome. “Isso mostra o tamanho do mercado esperando para ser conquistado e o quanto poderemos gerar em receita, renda e tributos para nosso estado, caso esse potencial seja devidamente explorado. Aqui na federação acreditamos que é possível aumentar em mais de cinco vezes a área destinada à produção de madeira em apenas cinco anos”.
A informação foi dada na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) durante o seminário Setor Madeireiro: o Consumo no Estado e os Principais Desafios. O encontro reuniu representantes dos setores produtivos privados e autoridades do estado que discutiram alternativas para a produção sustentável de madeira no estado, que hoje importa de outras unidades da federação 89% do produto consumido pelas indústrias fluminenses.
“A melhor forma de proteger as florestas nativas é plantando árvores para o desenvolvimento econômico. Se a madeira não é plantada, as pessoas vão desmatar. Esse novo decreto cria a categoria do distrito florestal. Em vez de cada um, individualmente, fazer seu EIA-Rima [Estudo de Impacto Ambiental-Relatório de Impacto Ambiental], o grupo faz apenas um pedido. Esperamos que esse decreto represente um grande estímulo, e que possamos vencer esse grande gargalo da silvicultura”, disse Minc.
Minc aproveitou o encontro para anunciar também que os municípios já podem emitir licenças ambientais para empreendimentos agropecuários. Durante o encontro foi consenso entre os participantes a necessidade de dar maior agilidade e clareza aos critérios para licenciamento ambiental – um dos principais gargalos enfrentados pelo setor.
Atualmente, o estado do Rio é um dos principais consumidores de produtos de base florestal do país. Só em 2012, o consumo fluminense de madeira foi 3,6 milhões de metros cúbicos. Desse volume, 28,9% correspondem ao seu uso como fonte de energia, e 23% são empregados na construção civil, segundo a pesquisa da Firjan.
Para minimizar o problema, a entidade recomenda o plantio de florestas, nos próximos cinco anos, em 15% dos 685 mil hectares de pastagens naturais ou degradadas, o que permitiria a geração de 48 mil empregos por ano e atrairia a implantação de indústrias competitivas de processamento de madeira, como as que produzem painéis de fibra de média densidade. Tudo sem prejuízos para a agricultura e a pecuária.
A federação entende, ainda, que o desenvolvimento da indústria de base florestal no Rio melhorará a competitividade das empresas que dependem do insumo e criará novas atividades produtivas no interior do estado, reduzindo as pressões migratórias para a cidade do Rio de Janeiro. Essas novas atividades contribuirão também para o esforço de exportações do país e para aumentar a arrecadação de impostos.
O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira disse que o Rio produz apenas 11% da madeira que consome. “Isso mostra o tamanho do mercado esperando para ser conquistado e o quanto poderemos gerar em receita, renda e tributos para nosso estado, caso esse potencial seja devidamente explorado. Aqui na federação acreditamos que é possível aumentar em mais de cinco vezes a área destinada à produção de madeira em apenas cinco anos”.
Fonte: Agência Brasil
Notícias em destaque
Pesquisador da Universidade Estadual de Michigan explora novo uso para madeira danificada
Um pesquisador da Universidade Estadual de Michigan (MSU) recebeu uma verba de US$ 300.000 do Instituto Nacional de Alimentação e...
(MADEIRA E PRODUTOS)
Árvores desenvolveram madeira mais densa com redução da poluição na pandemia
Análise de anéis de crescimento identificou sinais da redução das emissões veiculares e...
(CIÊNCIA)
Indústria de celulose retoma debate sobre eucalipto transgênico diante das mudanças climáticas
Setor busca flexibilizar regras internacionais de certificação para viabilizar o cultivo comercial de árvores geneticamente...
(TECNOLOGIA)
Produtos de madeira sofrem contração, enquanto o setor moveleiro cresce, segundo o último relatório do PMI
A atividade econômica no setor manufatureiro expandiu em outubro pelo décimo mês consecutivo, segundo executivos da cadeia de...
(INTERNACIONAL)
O que uma árvore consegue revelar quando é medida todos os dias
A árvore cresce em anos, mas responde ao ambiente em horas.
No inventário tradicional, o crescimento de um talhão aparece...
(CIÊNCIA)
Madeira fica flexível e pode ser dobrada e moldada
Engenheiros italianos desenvolveram um novo método para dar flexibilidade à madeira, e fazer isso de forma controlada, atendendo...
(MADEIRA E PRODUTOS)















