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Notícias
25
abr
2013
(CARBONO)
Créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo despencam para simbólico €0,01
Em uma queda de 86%, as Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), os créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) das Nações Unidas, foram negociadas a apenas €0,01 nesta quarta-feira (24) na ICE Futures Europe.
No entanto, muitos analistas apontam que a queda era uma reação esperada no mercado, pois a data do banimento de alguns tipos de RCEs está se aproximando.
“As RCEs sendo vendidas são provenientes de projetos de destruição de gases industriais que não estarão mais elegíveis para participar do EU ETS [Esquema Europeu de Comércio de Emissões]. Então, não é uma surpresa que as negociações tenham atingido o preço de €0,01 uma vez que muitos que ainda têm esse tipo de crédito estão ficando sem opções”, afirmou Richard Chatterton, analista da New Energy Finance, a Bloomberg.
Em janeiro de 2011, a Comissão Européia (CE) decidiu banir os créditos provenientes de projetos de HFC-23 e N2O a partir de maio de 2013.
Isso porque indústrias, principalmente na Índia e na China, recebiam dos seus governos créditos de carbono por adotarem projetos que diminuem a liberação dos gases do efeito estufa HFC-23 e N2O, resultantes da produção do ácido adípico, um químico utilizado na produção de centenas de mercadorias, como o náilon.
Acontece que muitas companhias superfaturavam deliberadamente a produção desses gases para assim receberem mais créditos e lucrarem no EU ETS. Segundo as análises da CDM Watch, o número desses créditos podia estar sendo super estimado em até 90%.
Mas apesar dessa explicação para a queda tão brusca no preço das RCEs, o MDL realmente está atravessando uma crise.
Sendo negociados nas últimas semanas na faixa dos €0,40, os créditos do mecanismo não conseguem mais atrair investidores para novos projetos.
O funcionamento do MDL é fácil de ser entendido: a ONU concede créditos como um prêmio para projetos que reduzam as emissões de gases do efeito estufa, alguns exemplos dessas iniciativas são biodigestores para a suinocultura e tecnologias que melhoram a eficiência de fornos. Os desenvolvedores desses projetos podem então vender esses créditos nos mercados de carbono, sendo que o principal deles é o EU ETS.
Assim, a lógica para que o MDL cumpra seu papel de incentivar a transição para uma economia de baixo carbono é que o lucro com a venda de créditos fique acima dos custos para o desenvolvimento dos projetos, algo bastante difícil de acontecer com as RCEs sendo vendidas a €0,40 e impossível a €0,01.
Há um ano, em abril de 2012, as RCEs eram vendidas a €3,8 e em 2008 elas valiam €21.
No entanto, muitos analistas apontam que a queda era uma reação esperada no mercado, pois a data do banimento de alguns tipos de RCEs está se aproximando.
“As RCEs sendo vendidas são provenientes de projetos de destruição de gases industriais que não estarão mais elegíveis para participar do EU ETS [Esquema Europeu de Comércio de Emissões]. Então, não é uma surpresa que as negociações tenham atingido o preço de €0,01 uma vez que muitos que ainda têm esse tipo de crédito estão ficando sem opções”, afirmou Richard Chatterton, analista da New Energy Finance, a Bloomberg.
Em janeiro de 2011, a Comissão Européia (CE) decidiu banir os créditos provenientes de projetos de HFC-23 e N2O a partir de maio de 2013.
Isso porque indústrias, principalmente na Índia e na China, recebiam dos seus governos créditos de carbono por adotarem projetos que diminuem a liberação dos gases do efeito estufa HFC-23 e N2O, resultantes da produção do ácido adípico, um químico utilizado na produção de centenas de mercadorias, como o náilon.
Acontece que muitas companhias superfaturavam deliberadamente a produção desses gases para assim receberem mais créditos e lucrarem no EU ETS. Segundo as análises da CDM Watch, o número desses créditos podia estar sendo super estimado em até 90%.
Mas apesar dessa explicação para a queda tão brusca no preço das RCEs, o MDL realmente está atravessando uma crise.
Sendo negociados nas últimas semanas na faixa dos €0,40, os créditos do mecanismo não conseguem mais atrair investidores para novos projetos.
O funcionamento do MDL é fácil de ser entendido: a ONU concede créditos como um prêmio para projetos que reduzam as emissões de gases do efeito estufa, alguns exemplos dessas iniciativas são biodigestores para a suinocultura e tecnologias que melhoram a eficiência de fornos. Os desenvolvedores desses projetos podem então vender esses créditos nos mercados de carbono, sendo que o principal deles é o EU ETS.
Assim, a lógica para que o MDL cumpra seu papel de incentivar a transição para uma economia de baixo carbono é que o lucro com a venda de créditos fique acima dos custos para o desenvolvimento dos projetos, algo bastante difícil de acontecer com as RCEs sendo vendidas a €0,40 e impossível a €0,01.
Há um ano, em abril de 2012, as RCEs eram vendidas a €3,8 e em 2008 elas valiam €21.
Fonte: Autor: Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil
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