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Notícias
16
abr
2013
(CARBONO)
Ansiedade toma conta do mercado e preço do carbono cai
Os preços do carbono na União Europeia caíram dos € 5 no início da semana para € 4,34 na ICE Futures Europe em meio às expectativas da votação na semana que vem sobre as propostas da Comissão Europeia de adiar os leilões de permissão de emissão.
Na segunda-feira (8), Eija-Riitta Korhola, parlamentar finlandesa de centro-direita, comentou que a maioria da oposição é contra a proposta de adiamento, que visa incrementar os preços do carbono no mercado em crise.
“O mercado se tornou cada vez mais nervoso em relação às declarações fortes do bloco anti-adiamento”, comentou Milan Hudak, analista da Virtuse Energy, em entrevista para a BusinessWeek.
Neste cenário de temor que a proposta seja rejeitada, ativistas da CAN Europe e WWF fizeram uma encenação de um leilão de carbono em frente ao Parlamento Europeu na quarta-feira.
“Neste momento, os lobistas do setor industrial pagam mais por um hambúrguer do que por uma tonelada de carbono, isto não é colocar um preço adequado para a poluição”, comentou Julia Michalak, ativista do grupo CAN Europe durante o protesto.
Na encenação, o ‘leiloeiro’ pede por € 30/t de carbono, “mas será que a indústria fez lances pelo clima ou por poluição barata?”, ironiza a CAN Europe.
Quando foi criado o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), em 2005, a perspectiva era de que o valor do carbono estivesse atualmente em torno de € 30/tonelada. Porém, a crise econômica no bloco europeu fez com que as emissões de gases do efeito estufa caíssem muito abaixo do estimado.
O resultado é que o excesso de créditos de carbono disponível no mercado europeu já gira em torno de 1,7 bilhão de toneladas, segundo estimativas da Thomson Reuters Point Carbon.
A proposta da Comissão Europeia é adiar leilões de permissões de emissão que seriam realizados entre 2013-2015 para o período 2018-2020, uma solução apenas em curto prazo, enquanto um plano mais completo seria elaborado para aprimorar o esquema. Para isso, a Comissão precisa do aval do Parlamento, confirmando que tem a competência de adiar leilões, essa é a votação que será realizada na próxima semana.
Há muita atividade tanto do lado dos defensores quanto dos opositores a ações que aumentariam o valor do carbono.
Um grupo de empresas, incluindo a Shell, Alstom, Tesco e Unilever, enviou uma carta aos parlamentares pedindo apoio.
“O Grupo de Líderes Corporativos da União Europeia, em conjunto com grupos industriais, empresas e ONGs, tem pedido consistentemente por uma reforma estrutural no EU ETS, permitindo que o esquema reaja a fatores exógenos e signifique uma mudança para as atividades econômicas ou para a inovação tecnológica”, diz a carta segundo o jornal The Parliament.
Da mesma forma, outros representantes industriais, como as siderúrgicas, estão pressionando os legisladores para se oporem às medidas.
Gordon Moffat, diretor geral do Eurofer, argumentou em um artigo que apesar da queda no valor do carbono, o EU ETS está funcionando como pretendido e não deve receber emendas. Do contrário, os custos crescentes do carbono influenciarão o valor da energia e tornarão a Europa menos competitiva internacionalmente, coloca.
“O objetivo é reduzir as emissões de CO2 – em 21% até 2020 -, não criar um preço alto para o carbono”, escreveu Moffat segundo o Euractiv.
Mesmo se a proposta for aprovada, ainda há um longo caminho pela frente, com boatos de que a oposição já estaria elaborando emendas que atrapalhariam a efetivação da proposta.
Na segunda-feira (8), Eija-Riitta Korhola, parlamentar finlandesa de centro-direita, comentou que a maioria da oposição é contra a proposta de adiamento, que visa incrementar os preços do carbono no mercado em crise.
“O mercado se tornou cada vez mais nervoso em relação às declarações fortes do bloco anti-adiamento”, comentou Milan Hudak, analista da Virtuse Energy, em entrevista para a BusinessWeek.
Neste cenário de temor que a proposta seja rejeitada, ativistas da CAN Europe e WWF fizeram uma encenação de um leilão de carbono em frente ao Parlamento Europeu na quarta-feira.
“Neste momento, os lobistas do setor industrial pagam mais por um hambúrguer do que por uma tonelada de carbono, isto não é colocar um preço adequado para a poluição”, comentou Julia Michalak, ativista do grupo CAN Europe durante o protesto.
Na encenação, o ‘leiloeiro’ pede por € 30/t de carbono, “mas será que a indústria fez lances pelo clima ou por poluição barata?”, ironiza a CAN Europe.
Quando foi criado o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), em 2005, a perspectiva era de que o valor do carbono estivesse atualmente em torno de € 30/tonelada. Porém, a crise econômica no bloco europeu fez com que as emissões de gases do efeito estufa caíssem muito abaixo do estimado.
O resultado é que o excesso de créditos de carbono disponível no mercado europeu já gira em torno de 1,7 bilhão de toneladas, segundo estimativas da Thomson Reuters Point Carbon.
A proposta da Comissão Europeia é adiar leilões de permissões de emissão que seriam realizados entre 2013-2015 para o período 2018-2020, uma solução apenas em curto prazo, enquanto um plano mais completo seria elaborado para aprimorar o esquema. Para isso, a Comissão precisa do aval do Parlamento, confirmando que tem a competência de adiar leilões, essa é a votação que será realizada na próxima semana.
Há muita atividade tanto do lado dos defensores quanto dos opositores a ações que aumentariam o valor do carbono.
Um grupo de empresas, incluindo a Shell, Alstom, Tesco e Unilever, enviou uma carta aos parlamentares pedindo apoio.
“O Grupo de Líderes Corporativos da União Europeia, em conjunto com grupos industriais, empresas e ONGs, tem pedido consistentemente por uma reforma estrutural no EU ETS, permitindo que o esquema reaja a fatores exógenos e signifique uma mudança para as atividades econômicas ou para a inovação tecnológica”, diz a carta segundo o jornal The Parliament.
Da mesma forma, outros representantes industriais, como as siderúrgicas, estão pressionando os legisladores para se oporem às medidas.
Gordon Moffat, diretor geral do Eurofer, argumentou em um artigo que apesar da queda no valor do carbono, o EU ETS está funcionando como pretendido e não deve receber emendas. Do contrário, os custos crescentes do carbono influenciarão o valor da energia e tornarão a Europa menos competitiva internacionalmente, coloca.
“O objetivo é reduzir as emissões de CO2 – em 21% até 2020 -, não criar um preço alto para o carbono”, escreveu Moffat segundo o Euractiv.
Mesmo se a proposta for aprovada, ainda há um longo caminho pela frente, com boatos de que a oposição já estaria elaborando emendas que atrapalhariam a efetivação da proposta.
Fonte: Autor: Fernanda B. Müller - Fonte: Instituto CarbonoBrasil
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