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Notícias
12
abr
2013
(BIOENERGIA)
Madeira: o combustível do futuro?
Qual fonte de energia renovável é mais importante para a União Europeia? A solar, talvez? (A Europa tem três quartos da capacidade mundial total instalada de energia fotovoltaica). Ou eólica? (A Alemanha triplicou sua capacidade de produzir energia eólica na última década.) A resposta é: nenhuma delas. De longe a maior fonte de energia dita renovável usada na Europa é a madeira.
Em suas várias formas, de gravetos a granulados, passando por serragem de madeira (ou, para o nome da moda, biomassa) responde por cerca de metade do consumo de energia renovável da Europa. Em alguns países, como a Polônia e a Finlândia, a madeira representa mais de 80% da demanda por energias renováveis. Mesmo na Alemanha, onde enormes subsídios foram direcionados para as energias eólica e solar, 38% do consumo de combustíveis não-fósseis vêm da madeira. Após anos nos quais os governos europeus tagarelaram sobre sua revolução high tech, com baixa emissão de carbono. O maior beneficiário parece ter sido o combustível favorito das sociedades pré-industriais.
Mas subsidiar a energia de biomassa não é uma maneira eficiente de reduzir as emissões de carbono. A madeira produz duas vezes: uma na estação de energia e uma na cadeia de fornecimento. O processo de fazer granulados de madeira envolve a moenda, a transformação em uma massa e a colocação desse material sob pressão. Isso, mais o transporte, requerem energia e produz carbono: 200 kg de CO2 pela quantidade de madeira necessária para produzir 1MWh de eletricidade.
Em resumo, a UE criou um subsídio cujo custo é altíssimo, provavelmente não reduz as emissões de carbono e não estimula novas tecnologias energéticas.
* Texto adaptado e traduzido da Economist por Eduardo Sá.
Em suas várias formas, de gravetos a granulados, passando por serragem de madeira (ou, para o nome da moda, biomassa) responde por cerca de metade do consumo de energia renovável da Europa. Em alguns países, como a Polônia e a Finlândia, a madeira representa mais de 80% da demanda por energias renováveis. Mesmo na Alemanha, onde enormes subsídios foram direcionados para as energias eólica e solar, 38% do consumo de combustíveis não-fósseis vêm da madeira. Após anos nos quais os governos europeus tagarelaram sobre sua revolução high tech, com baixa emissão de carbono. O maior beneficiário parece ter sido o combustível favorito das sociedades pré-industriais.
Mas subsidiar a energia de biomassa não é uma maneira eficiente de reduzir as emissões de carbono. A madeira produz duas vezes: uma na estação de energia e uma na cadeia de fornecimento. O processo de fazer granulados de madeira envolve a moenda, a transformação em uma massa e a colocação desse material sob pressão. Isso, mais o transporte, requerem energia e produz carbono: 200 kg de CO2 pela quantidade de madeira necessária para produzir 1MWh de eletricidade.
Em resumo, a UE criou um subsídio cujo custo é altíssimo, provavelmente não reduz as emissões de carbono e não estimula novas tecnologias energéticas.
* Texto adaptado e traduzido da Economist por Eduardo Sá.
Fonte: Opinião e Notícia
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