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Notícias
11
abr
2013
(PAPEL E CELULOSE)
Especialistas analisam investimentos no Setor C&P
O setor de celulose e papel sinaliza expansão no cenário brasileiro. O País atraiu muitos investimentos devido à boa oferta de terras e clima favorável. Mas o número de fábricas que entrarão em operação extrapolou um pouco a média anual. É preciso reavaliar os novos projetos para que o impacto dessa oferta adicional de celulose no mercado seja administrado a longo prazo.
Apesar do novo ciclo de expansão, a indústria brasileira de celulose e papel não vai executar os US$ 20 bilhões em investimentos programados em base florestal e novas fábricas dentro do intervalo pretendido, de 2010 a 2020. Uma parte dos projetos de celulose escorregou na linha do tempo e chegará ao mercado com alguns anos de atraso, por causa do impacto que a elevada oferta adicional, em curto intervalo de tempo, terá sobre a rentabilidade da indústria e o retorno do investimento.
A perspectiva é de que uma nova fábrica entre no mercado, por ano, até o fim da década. O ritmo ideal, seria que uma nova unidade, com capacidade para 1,5 milhão de toneladas anuais, entrasse em operação a cada dois anos. Essa é a avaliação de Marcelo Castelli, presidente da Fibria. “O cenário traçado para 2014 e 2015 pode levar a uma reorganização da indústria”, alertou Castelli em declaração ao Valor Econômico.
Na avaliação da Bracelpa, “a quantidade de projetos afetam a rentabilidade de qualquer empresa, no curto prazo” declara Elizabeth Carvalhaes, presidente-executiva da Associação Brasileira de Celulose e Papel. Em entrevista ao Valor, ela acrescenta ainda que “pode haver postergação de um ou outro empreendimentos, como já aconteceu. Mas não houve cancelamentos, uma vez que o foco está no longo prazo”.
Isso vai ao encontro da opinião de especialistas, que analisam os investimentos sob a perspectiva do longo prazo, afirmando que há no país espaço para a realização de todos os projetos já anunciados e sinalizados no segmento de celulose. O intervalo inicial de investimentos programados entre 2010 e 2020 deve se estender até 2025. Segundo a Pöyry, até lá, a estimativa é que a demanda global por fibra curta de mercado, não integrada à produção de papel, cresça à taxa média de 3,1% ao ano.
Para esse ano, o impacto esperado será sentido com a entrada de operação da primeira fábrica da Eldorado Brasil Celulose, de Montes del Plata (joint venture entre Stora Enso e Arauco no Uruguai), da unidade da Suzano Papel e Celulose no Maranhão, da expansão da CMPC Celulose Riograndense e da nova linha da Klabin (que vai produzir três tipos diferentes da matéria-prima). Essas ações representam mais de 6 milhões de toneladas adicionais de fibra curta em pouco mais de três anos. A produção global consumida em 2011 ultrapassou 26 milhões de toneladas.
Há também uma chance de alívio para o cenário dessa sobre oferta. Alguns fechamentos tem sido anunciado globalmente e isso representa a saída de 1 milhão de toneladas de matéria-prima. “Há uma expectativa de que os fechamentos de capacidade fiquem entre 800 mil e 1 milhão de toneladas por ano”, ponderou ao Valor, o vice-presidente executivo da Pöyry Tecnologia, Carlos Alberto Farinha e Silva.
Apesar do novo ciclo de expansão, a indústria brasileira de celulose e papel não vai executar os US$ 20 bilhões em investimentos programados em base florestal e novas fábricas dentro do intervalo pretendido, de 2010 a 2020. Uma parte dos projetos de celulose escorregou na linha do tempo e chegará ao mercado com alguns anos de atraso, por causa do impacto que a elevada oferta adicional, em curto intervalo de tempo, terá sobre a rentabilidade da indústria e o retorno do investimento.
A perspectiva é de que uma nova fábrica entre no mercado, por ano, até o fim da década. O ritmo ideal, seria que uma nova unidade, com capacidade para 1,5 milhão de toneladas anuais, entrasse em operação a cada dois anos. Essa é a avaliação de Marcelo Castelli, presidente da Fibria. “O cenário traçado para 2014 e 2015 pode levar a uma reorganização da indústria”, alertou Castelli em declaração ao Valor Econômico.
Na avaliação da Bracelpa, “a quantidade de projetos afetam a rentabilidade de qualquer empresa, no curto prazo” declara Elizabeth Carvalhaes, presidente-executiva da Associação Brasileira de Celulose e Papel. Em entrevista ao Valor, ela acrescenta ainda que “pode haver postergação de um ou outro empreendimentos, como já aconteceu. Mas não houve cancelamentos, uma vez que o foco está no longo prazo”.
Isso vai ao encontro da opinião de especialistas, que analisam os investimentos sob a perspectiva do longo prazo, afirmando que há no país espaço para a realização de todos os projetos já anunciados e sinalizados no segmento de celulose. O intervalo inicial de investimentos programados entre 2010 e 2020 deve se estender até 2025. Segundo a Pöyry, até lá, a estimativa é que a demanda global por fibra curta de mercado, não integrada à produção de papel, cresça à taxa média de 3,1% ao ano.
Para esse ano, o impacto esperado será sentido com a entrada de operação da primeira fábrica da Eldorado Brasil Celulose, de Montes del Plata (joint venture entre Stora Enso e Arauco no Uruguai), da unidade da Suzano Papel e Celulose no Maranhão, da expansão da CMPC Celulose Riograndense e da nova linha da Klabin (que vai produzir três tipos diferentes da matéria-prima). Essas ações representam mais de 6 milhões de toneladas adicionais de fibra curta em pouco mais de três anos. A produção global consumida em 2011 ultrapassou 26 milhões de toneladas.
Há também uma chance de alívio para o cenário dessa sobre oferta. Alguns fechamentos tem sido anunciado globalmente e isso representa a saída de 1 milhão de toneladas de matéria-prima. “Há uma expectativa de que os fechamentos de capacidade fiquem entre 800 mil e 1 milhão de toneladas por ano”, ponderou ao Valor, o vice-presidente executivo da Pöyry Tecnologia, Carlos Alberto Farinha e Silva.
Fonte: Valor Econômico / Adaptado por CeluloseOnline
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