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Notícias
05
abr
2013
(SETOR FLORESTAL)
A exploração legal da floresta amazônica agoniza
É triste imaginar o possível fim da Mil Madeiras Preciosas, subsidiária brasileira do grupo suíço do setor de madeira Precious Woods. A empresa, localizada no município amazonense de Itacoatiara, a cerca de 170 quilômetros de Manaus, foi em 1997 a primeira no Brasil, e uma das primeiras do mundo, a ter sua operação de extração de madeira nativa em florestas certificada de acordo com os rigorosos princípios do Conselho de Manejo Florestal, instituição internacional que criou o padrão de exploração sustentável (conhecida como FSC, na sigla em inglês).
Isso significa que a Mil Madeiras, dona de 500 000 hectares de florestas, foi a pioneira no país em provar que as madeireiras da Amazônia podiam ser sinônimo não de desmatamento, mas, sim, de exploração sustentável. A chave era o uso do “manejo”, técnica que define regras para a quantidade de árvores que podem ser derrubadas e o período do corte, de modo a favorecer a regeneração da floresta e sua perpetuidade.
Nos últimos 15 anos, a Mil Madeiras tornou-se também peça-chave para o município de Itacoatiara, que tem hoje pouco menos de 100 000 habitantes. Além dos 600 postos de trabalho formal que a empresa oferece, ela é também responsável por 50% da energia limpa que abastece o município, a partir de uma termelétrica da empresa, movida a resíduos de madeira de sua própria serraria. Infelizmente, a hipótese do fim das atividades não é remota.
“Estamos no prejuízo há anos”, afirma o piauiense João Cruz, diretor florestal da Mil Madeiras. Cruz afirma que os acionistas do grupo suíço estão insatisfeitos com os resultados da operação brasileira. No mercado, comenta-se que ela esteja à venda. A Mil Madeiras nega.
A situação periclitante da Mil Madeiras é tudo, menos um caso isolado. A maioria das empresas que exploram florestas na região amazônica de maneira legal e sustentável — seguindo à risca as regras dos órgãos de meio ambiente ou preceitos sociais e ambientais mais exigentes, como o do FSC — está hoje em agonia financeira. A serraria da Cikel, uma das madeireiras mais conhecidas do setor, com áreas de floresta certificadas pelo FSC no Pará, opera hoje com uma ociosidade de 80%.
A situação não é muito melhor na Orsa Florestal, cujas florestas localizadas no Vale do Jari, no Pará, têm o selo verde: a empresa passou longe de cumprir as metas que tinha estabelecido para 2012 e está com os estoques cheios. “É possível ganhar dinheiro hoje com o manejo da floresta? Não. Quem disser o contrário está mentindo”, diz Roberto Waack, presidente da Amata. A empresa foi uma das vencedoras da primeira licitação, em 2008, para testar a viabilidade da exploração sustentável de madeira em Jamari, floresta da União que está localizada no estado de Rondônia.
Isso significa que a Mil Madeiras, dona de 500 000 hectares de florestas, foi a pioneira no país em provar que as madeireiras da Amazônia podiam ser sinônimo não de desmatamento, mas, sim, de exploração sustentável. A chave era o uso do “manejo”, técnica que define regras para a quantidade de árvores que podem ser derrubadas e o período do corte, de modo a favorecer a regeneração da floresta e sua perpetuidade.
Nos últimos 15 anos, a Mil Madeiras tornou-se também peça-chave para o município de Itacoatiara, que tem hoje pouco menos de 100 000 habitantes. Além dos 600 postos de trabalho formal que a empresa oferece, ela é também responsável por 50% da energia limpa que abastece o município, a partir de uma termelétrica da empresa, movida a resíduos de madeira de sua própria serraria. Infelizmente, a hipótese do fim das atividades não é remota.
“Estamos no prejuízo há anos”, afirma o piauiense João Cruz, diretor florestal da Mil Madeiras. Cruz afirma que os acionistas do grupo suíço estão insatisfeitos com os resultados da operação brasileira. No mercado, comenta-se que ela esteja à venda. A Mil Madeiras nega.
A situação periclitante da Mil Madeiras é tudo, menos um caso isolado. A maioria das empresas que exploram florestas na região amazônica de maneira legal e sustentável — seguindo à risca as regras dos órgãos de meio ambiente ou preceitos sociais e ambientais mais exigentes, como o do FSC — está hoje em agonia financeira. A serraria da Cikel, uma das madeireiras mais conhecidas do setor, com áreas de floresta certificadas pelo FSC no Pará, opera hoje com uma ociosidade de 80%.
A situação não é muito melhor na Orsa Florestal, cujas florestas localizadas no Vale do Jari, no Pará, têm o selo verde: a empresa passou longe de cumprir as metas que tinha estabelecido para 2012 e está com os estoques cheios. “É possível ganhar dinheiro hoje com o manejo da floresta? Não. Quem disser o contrário está mentindo”, diz Roberto Waack, presidente da Amata. A empresa foi uma das vencedoras da primeira licitação, em 2008, para testar a viabilidade da exploração sustentável de madeira em Jamari, floresta da União que está localizada no estado de Rondônia.
Fonte: Exame
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