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Notícias
03
abr
2013
(CARBONO)
Taxa de carbono provoca polêmica no Reino Unido
Desde segunda-feira (1) está em vigor no Reino Unido uma taxa sobre a tonelada de dióxido de carbono equivalente (CO2e) com o objetivo de incentivar o desenvolvimento com baixas emissões de gases do efeito estufa, porém a disparidade de valores em relação ao esquema europeu de comércio de emissões (EU ETS) suscitou críticas de todos os lados.
O foco inicial da taxa são os fornecedores de combustíveis fósseis para as usinas de energia. O valor dela, que crescerá ao longo dos anos, é calculado de acordo com a diferença entre o piso do carbono – estabelecido pelo governo como de 16 libras (R$ 48,90) neste ano – e o valor das permissões de emissão sob o EU ETS.
As críticas vêm tanto de ambientalistas como dos produtores de energia, alegando que os consumidores terão que pagar mais pela energia e que os principais beneficiados serão as usinas nucleares já existentes.
Pesquisas do Instituto para Pesquisas em Políticas Públicas (IPPR, em inglês) indicam que a cobrança pode acabar fornecendo lucros de até 1,2 bilhão de libras nos próximos três anos para as empresas que geram energia eólica e nuclear, já que serão isentas da taxa.
Além disso, outro argumento dos críticos é que se o esquema tiver sucesso no corte de emissões, a demanda por permissões de emissão – usadas no EU ETS – será reduzida, e elas poderão ser compradas por outros participantes do EU ETS.
O resultado seria o chamado ‘vazamento’, quando – por razões ligadas a custos relacionados a políticas climáticas – as emissões, ou neste caso as permissões de emissão, são transferidas para outros países com regras menos rígidas sobre a liberação de gases do efeito estufa, levando a um aumento nas emissões totais.
“Se cobrarmos mais pelo carbono no Reino Unido do que na Europa como um todo, tudo o que isso significa é que queimaremos menos carvão no Reino Unido e o resto da Europa queimará mais”, alertou Tony Cocker, chefe executivo da companhia de energia E.ON britânica, em entrevista ao jornal The Telegraph.
Na quarta-feira, o ministro de finanças George Osborne discursará sobre o esquema e a esperança é que ele anuncie algum tipo de compensação ou política pública para o investimento dos cerca de um bilhão de libras que devem ser gerados anualmente pela cobrança.
Na semana passada, o governo divulgou um relatório argumentando que, enquanto algumas políticas do pacote de medidas focadas no setor energético e nas mudanças climáticas adicionam custos às contas de energia, outras levam a reduções. A estimativa é de que em 2020 os cidadãos britânicos economizem 166 libras, ou 11%, com essas medidas em comparação ao cenário se elas não existissem.
O resultado é que, na média, as residências se beneficiam mais com as políticas públicas do que sem elas, argumenta o governo.
O foco inicial da taxa são os fornecedores de combustíveis fósseis para as usinas de energia. O valor dela, que crescerá ao longo dos anos, é calculado de acordo com a diferença entre o piso do carbono – estabelecido pelo governo como de 16 libras (R$ 48,90) neste ano – e o valor das permissões de emissão sob o EU ETS.
As críticas vêm tanto de ambientalistas como dos produtores de energia, alegando que os consumidores terão que pagar mais pela energia e que os principais beneficiados serão as usinas nucleares já existentes.
Pesquisas do Instituto para Pesquisas em Políticas Públicas (IPPR, em inglês) indicam que a cobrança pode acabar fornecendo lucros de até 1,2 bilhão de libras nos próximos três anos para as empresas que geram energia eólica e nuclear, já que serão isentas da taxa.
Além disso, outro argumento dos críticos é que se o esquema tiver sucesso no corte de emissões, a demanda por permissões de emissão – usadas no EU ETS – será reduzida, e elas poderão ser compradas por outros participantes do EU ETS.
O resultado seria o chamado ‘vazamento’, quando – por razões ligadas a custos relacionados a políticas climáticas – as emissões, ou neste caso as permissões de emissão, são transferidas para outros países com regras menos rígidas sobre a liberação de gases do efeito estufa, levando a um aumento nas emissões totais.
“Se cobrarmos mais pelo carbono no Reino Unido do que na Europa como um todo, tudo o que isso significa é que queimaremos menos carvão no Reino Unido e o resto da Europa queimará mais”, alertou Tony Cocker, chefe executivo da companhia de energia E.ON britânica, em entrevista ao jornal The Telegraph.
Na quarta-feira, o ministro de finanças George Osborne discursará sobre o esquema e a esperança é que ele anuncie algum tipo de compensação ou política pública para o investimento dos cerca de um bilhão de libras que devem ser gerados anualmente pela cobrança.
Na semana passada, o governo divulgou um relatório argumentando que, enquanto algumas políticas do pacote de medidas focadas no setor energético e nas mudanças climáticas adicionam custos às contas de energia, outras levam a reduções. A estimativa é de que em 2020 os cidadãos britânicos economizem 166 libras, ou 11%, com essas medidas em comparação ao cenário se elas não existissem.
O resultado é que, na média, as residências se beneficiam mais com as políticas públicas do que sem elas, argumenta o governo.
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
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