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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Fema e Ibama liberam queimadas
A partir de hoje, as queimadas em áreas de produção agrícola e pecuária voltam a ser permitidas em Mato Grosso. O gerente-executivo do Ibama no Estado, Hugo Werner, e o secretário de Meio Ambiente Moacir Pires assinaram portaria conjunta ontem à tarde suspendendo a prorrogação do período proibitivo.
Com essa medida, os pedidos de licença para queima que começaram a ser protocolados nos escritórios do Ibama e da Fema na capital e interior no dia 15, data em que deveria ter se encerrada a proibição, começam a ser analisados para fim de autorização.
Por causa da falta de chuva, do calor e da baixa umidade relativa do ar, na semana passada Werner e Pires decidiram manter as queimadas proibidas por tempo indeterminada ou até a melhoria das condições climáticas.
Conforme Hugo Werner, choveu e continua chovendo em praticamente todas as regiões do Estado, em especial naquelas onde o clima era considerado crítico como o Norte e Nordeste, o que não justificaria manter a proibição.
Werner observou que o número de focos de calor, que até semana passada variava entre 600 e 700 ao dia, caiu para menos de 200. Ontem, por exemplo, citou ele, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) registraram 160 focos.
O secretário Moacir Pires confirmou um aumento de 25% no número de focos de queimadas entre os meses de janeiro e setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Isso aconteceu por várias questões, entre as quais o aumento da área desmatada em 2002 (que só ficou pronta para queima este ano), estiagem mais longa, abertura de novos assentamentos e o incremento das linhas de crédito agrícola.
A falta de aceiro nas margens das rodovias federais e estaduais também contribuiu para manter Mato Grosso na liderança do ranking dos estados que mais queimam. Este ano, nenhuma rodovia federal recebeu serviço de limpeza nas margens para prevenir o fogo. Entre as estaduais a situação foi quase a mesma. A Fema só aceirou parte de três vias, uma delas é a de acesso ao município Chapada dos Guimarães. Mas em estados como Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Pará tiveram aumento ainda maior no número de focos de calor. Goiás liderou no crescimento de focos de calor, com 57%.
A menos de quatro meses do final do ano, o estado já registrou 53.962 focos, 21.411 a mais que 2001, quando ocorrem 32.551 focos. Já nos dois anos seguintes, 2002 e 2003, os gráficos da Fema apontaram 57.145 e 54.224, respectivamente.
Fonte: Diário de Cuiabá – 24/09/2004
Com essa medida, os pedidos de licença para queima que começaram a ser protocolados nos escritórios do Ibama e da Fema na capital e interior no dia 15, data em que deveria ter se encerrada a proibição, começam a ser analisados para fim de autorização.
Por causa da falta de chuva, do calor e da baixa umidade relativa do ar, na semana passada Werner e Pires decidiram manter as queimadas proibidas por tempo indeterminada ou até a melhoria das condições climáticas.
Conforme Hugo Werner, choveu e continua chovendo em praticamente todas as regiões do Estado, em especial naquelas onde o clima era considerado crítico como o Norte e Nordeste, o que não justificaria manter a proibição.
Werner observou que o número de focos de calor, que até semana passada variava entre 600 e 700 ao dia, caiu para menos de 200. Ontem, por exemplo, citou ele, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) registraram 160 focos.
O secretário Moacir Pires confirmou um aumento de 25% no número de focos de queimadas entre os meses de janeiro e setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Isso aconteceu por várias questões, entre as quais o aumento da área desmatada em 2002 (que só ficou pronta para queima este ano), estiagem mais longa, abertura de novos assentamentos e o incremento das linhas de crédito agrícola.
A falta de aceiro nas margens das rodovias federais e estaduais também contribuiu para manter Mato Grosso na liderança do ranking dos estados que mais queimam. Este ano, nenhuma rodovia federal recebeu serviço de limpeza nas margens para prevenir o fogo. Entre as estaduais a situação foi quase a mesma. A Fema só aceirou parte de três vias, uma delas é a de acesso ao município Chapada dos Guimarães. Mas em estados como Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Pará tiveram aumento ainda maior no número de focos de calor. Goiás liderou no crescimento de focos de calor, com 57%.
A menos de quatro meses do final do ano, o estado já registrou 53.962 focos, 21.411 a mais que 2001, quando ocorrem 32.551 focos. Já nos dois anos seguintes, 2002 e 2003, os gráficos da Fema apontaram 57.145 e 54.224, respectivamente.
Fonte: Diário de Cuiabá – 24/09/2004
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