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Notícias
14
mar
2013
(GERAL)
Reservas indígenas são muito eficazes para proteger a floresta Amazônica, afirma estudo
Muitos ainda pensam que conceder grandes extensões de terras para povos indígenas pode levar ao desmatamento, pois temem que os índios tentem lucrar vendendo para outras pessoas o acesso à região para que sejam instaladas madeireiras ou garimpos.
Porém, um estudo publicado nesta semana no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences aponta que entre todos os modelos de proteção florestal, a criação de reservas indígenas está no topo como um dos mais eficazes, junto com o estabelecimento de parques nacionais.
“Esta é a grande surpresa do nosso estudo, as terras indígenas desempenham um papel muito bom em reduzir o desmatamento em áreas de grande pressão. Muitos acreditam que dar autonomia e direitos de grandes extensões de terras aos povos indígenas na Amazônia pode levar à exploração dos recursos naturais. Mas o que demonstramos, baseados nas evidências atuais, é que tal temor é equivocado”, afirmou Arun Agrawal, da Universidade de Michigan e um dos autores do estudo.
Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores, entre eles o brasileiro Britaldo Soares Filho da Universidade de Minas Gerais, analisaram dados de 292 regiões protegidas na Amazônia brasileira, buscando os diferentes impactos do desmatamento em três tipos áreas: parques nacionais, reservas indígenas e áreas de exploração sustentável.
Segundo eles, as reservas indígenas e os parques consistentemente evitam mais desmatamento do que as chamadas áreas de uso sustentável, mesmo quando estão localizados em partes do país onde a pressão pela destruição da floresta são maiores.
Os pesquisadores apontam que a ampliação do número de reservas biológicas e indígenas é um dos principais fatores por trás dos recentes números de queda de desmatamento no Brasil.
“Análises anteriores sugeriam que a proteção severa, que não permite a exploração dos recursos naturais, seria tão controversa que era pouco provável que fosse implementada onde as pressões pelo desmatamento são altas, como perto de cidades ou em terras de grande valor para a agricultura. Mas o que temos observado é que o governo brasileiro está fazendo justamente isso”, declarou o coautor Christoph Nolte.
Porém, um estudo publicado nesta semana no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences aponta que entre todos os modelos de proteção florestal, a criação de reservas indígenas está no topo como um dos mais eficazes, junto com o estabelecimento de parques nacionais.
“Esta é a grande surpresa do nosso estudo, as terras indígenas desempenham um papel muito bom em reduzir o desmatamento em áreas de grande pressão. Muitos acreditam que dar autonomia e direitos de grandes extensões de terras aos povos indígenas na Amazônia pode levar à exploração dos recursos naturais. Mas o que demonstramos, baseados nas evidências atuais, é que tal temor é equivocado”, afirmou Arun Agrawal, da Universidade de Michigan e um dos autores do estudo.
Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores, entre eles o brasileiro Britaldo Soares Filho da Universidade de Minas Gerais, analisaram dados de 292 regiões protegidas na Amazônia brasileira, buscando os diferentes impactos do desmatamento em três tipos áreas: parques nacionais, reservas indígenas e áreas de exploração sustentável.
Segundo eles, as reservas indígenas e os parques consistentemente evitam mais desmatamento do que as chamadas áreas de uso sustentável, mesmo quando estão localizados em partes do país onde a pressão pela destruição da floresta são maiores.
Os pesquisadores apontam que a ampliação do número de reservas biológicas e indígenas é um dos principais fatores por trás dos recentes números de queda de desmatamento no Brasil.
“Análises anteriores sugeriam que a proteção severa, que não permite a exploração dos recursos naturais, seria tão controversa que era pouco provável que fosse implementada onde as pressões pelo desmatamento são altas, como perto de cidades ou em terras de grande valor para a agricultura. Mas o que temos observado é que o governo brasileiro está fazendo justamente isso”, declarou o coautor Christoph Nolte.
Fonte: Instituto CarbonoBrasil
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