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Notícias
13
mar
2013
(GERAL)
Pesquisa da Embrapa com produtos florestais não-madeireiros valoriza conhecimento tradicional
A contribuição do conhecimento dos extrativistas nos resultados bem sucedidos da pesquisa agroflorestal com castanha-do-brasil, andiroba e copaíba, foi destacada pela pesquisadora Lúcia Wadt, da Embrapa Acre, durante a abertura do 2º Seminário / Workshop do Projeto Kamukaia, na noite de segunda-feira, 11, em Macapá (AP). O evento prossegue até a próxima sexta-feira, 15, no auditório da Embrapa Amapá, reunindo pesquisadores da Embrapa, gestores, técnicos e acadêmicos vinculados a atividades do setor florestal.
“Temos a percepção de que não fazemos manejo sustentável sem conheceremos aspectos ecológicos das espécies de interesse da pesquisa. É importante trabalharmos com as comunidades tradicionais, porque elas têm o conhecimento empírico fundamental para estudos básicos e definição de técnicas de manejo”, afirmou a pesquisadora, coordenadora da Rede Kamukaia, que reúne atualmente 68 participantes de 12 instituições.
O Projeto Kamukaia é uma rede de pesquisa coordenada pela Embrapa Acre e conta com equipes da Embrapa de todos os estados da região Norte. O termo Kamukaia é derivado das palavras de língua indígena Wapixana: kamuk e aka, que significam produtos da floresta. Iniciado em 2005, o Projeto Kamukaia “Manejo Sustentável de Produtos Florestais não Madeireiros na Amazônia” tem como objetivo consolidar informações da ecologia e manejo de espécies florestais com uso não-madeireiro que auxiliem na recomendação de práticas de manejo sustentável para a Amazônia. Os resultados estão organizados e disponibilizados por meio de 21 artigos científicos, 13 publicações técnicas, 59 resumos publicados em eventos científicos, 13 monografias de graduação e Iniciação Científica, 27 dissertações de mestrado e teses de doutorado e um livro. “Tudo isso é resultado de muito trabalho de campo. Um dos desafios da pesquisa agora é estimar o valor e o potencial de produção da floresta”, observou Lúcia Wadt.
Um dos objetivos 2º Seminário / Workshop do Projeto Kamukaia, realizado em parceria da Embrapa com o Instituto Estadual de Florestas do Amapá (IEF), é apresentar os resultados de pesquisas desenvolvidas nos últimos sete anos, incluindo a primeira e segunda fase do projeto. Nos dias 11, 12, 13 e 15, será realizado o Seminário com apresentações e debates sobre os resultados das pesquisas e integração com políticas públicas e projetos de desenvolvimento baseados nos produtos florestais não-madeireiros. No dia 14, quinta-feira, acontecerá um Workshop exclusivo para os participantes do Projeto Kamukaia.
Durante a abertura do evento, o chefe-geral da Embrapa Amapá, Silas Mochiuti, enfatizou a necessidade de que a próxima etapa do Kamukaia direcione investimentos em tecnologias e ações de desenvolvimento para as comunidades extrativistas. “Nosso grande desafio agora é transformar estes dados, que são importantes, em benefícios reais para nossos extrativistas a fim de que seja reduzida, por exemplo, sua condição de vulnerabilidade no custo de produção dos produtos derivados das espécies florestais”, acrescentou Mochiutti.
O Projeto Kamukaia foi criado para aumentar as possibilidades de manejo de produtos florestais não-madeireiros na região Norte. Para as espécies principais – castanha-do-brasil, andiroba e copaíba – têm sido realizados estudos consistentes com resultados úteis na definição de diretrizes técnicas para o manejo dessas espécies no plano nacional que visa promover as cadeias produtivas da sociobiodiversidade.
Os resultados também servem de base para projetos e políticas públicas de desenvolvimento local nos estados. Entre os impactos das pesquisas no Amapá estão o Projeto Carbono Cajari, voltado para o desenvolvimento de comunidades de castanheiros da Reserva Extrativista do Cajari (Laranjal do Jari/AP). Dados gerados pelas pesquisas do Kamukaia também contribuem para o Programa Pró-Extrativismo, do Governo do Estado.
O coordenador do Pró-Extrativismo, Madson Rocha Alan de Sousa, enfatizou a parceria do IEF com a Embrapa como uma estratégia a ser consolidada. “O Pró-Extrativismo é voltado ao fomento da cadeia produtiva do açaí, castanha-da-amazônia e cipó-titica com iniciativas de apoio ao manejo e comercialização desses produtos. Existe todo interesse do Governo, do IEF, em atuarmos juntos para o desenvolvimento das comunidades extrativistas”, disse Madson Sousa.
A próxima etapa do Projeto Kamukaia está sendo articulada na forma de arranjo de projetos, voltados ao manejo para uso múltiplo da floresta, sendo aberta a oportunidade de estudos com outras espécies potenciais para o desenvolvimento da região Amazônica. Nessa fase, também espera-se consolidar e validar as diretrizes de manejo para as espécies principais, além de fortalecer aspectos de pós coleta, para geração de produtos beneficiados com maior valor agregado.
“Temos a percepção de que não fazemos manejo sustentável sem conheceremos aspectos ecológicos das espécies de interesse da pesquisa. É importante trabalharmos com as comunidades tradicionais, porque elas têm o conhecimento empírico fundamental para estudos básicos e definição de técnicas de manejo”, afirmou a pesquisadora, coordenadora da Rede Kamukaia, que reúne atualmente 68 participantes de 12 instituições.
O Projeto Kamukaia é uma rede de pesquisa coordenada pela Embrapa Acre e conta com equipes da Embrapa de todos os estados da região Norte. O termo Kamukaia é derivado das palavras de língua indígena Wapixana: kamuk e aka, que significam produtos da floresta. Iniciado em 2005, o Projeto Kamukaia “Manejo Sustentável de Produtos Florestais não Madeireiros na Amazônia” tem como objetivo consolidar informações da ecologia e manejo de espécies florestais com uso não-madeireiro que auxiliem na recomendação de práticas de manejo sustentável para a Amazônia. Os resultados estão organizados e disponibilizados por meio de 21 artigos científicos, 13 publicações técnicas, 59 resumos publicados em eventos científicos, 13 monografias de graduação e Iniciação Científica, 27 dissertações de mestrado e teses de doutorado e um livro. “Tudo isso é resultado de muito trabalho de campo. Um dos desafios da pesquisa agora é estimar o valor e o potencial de produção da floresta”, observou Lúcia Wadt.
Um dos objetivos 2º Seminário / Workshop do Projeto Kamukaia, realizado em parceria da Embrapa com o Instituto Estadual de Florestas do Amapá (IEF), é apresentar os resultados de pesquisas desenvolvidas nos últimos sete anos, incluindo a primeira e segunda fase do projeto. Nos dias 11, 12, 13 e 15, será realizado o Seminário com apresentações e debates sobre os resultados das pesquisas e integração com políticas públicas e projetos de desenvolvimento baseados nos produtos florestais não-madeireiros. No dia 14, quinta-feira, acontecerá um Workshop exclusivo para os participantes do Projeto Kamukaia.
Durante a abertura do evento, o chefe-geral da Embrapa Amapá, Silas Mochiuti, enfatizou a necessidade de que a próxima etapa do Kamukaia direcione investimentos em tecnologias e ações de desenvolvimento para as comunidades extrativistas. “Nosso grande desafio agora é transformar estes dados, que são importantes, em benefícios reais para nossos extrativistas a fim de que seja reduzida, por exemplo, sua condição de vulnerabilidade no custo de produção dos produtos derivados das espécies florestais”, acrescentou Mochiutti.
O Projeto Kamukaia foi criado para aumentar as possibilidades de manejo de produtos florestais não-madeireiros na região Norte. Para as espécies principais – castanha-do-brasil, andiroba e copaíba – têm sido realizados estudos consistentes com resultados úteis na definição de diretrizes técnicas para o manejo dessas espécies no plano nacional que visa promover as cadeias produtivas da sociobiodiversidade.
Os resultados também servem de base para projetos e políticas públicas de desenvolvimento local nos estados. Entre os impactos das pesquisas no Amapá estão o Projeto Carbono Cajari, voltado para o desenvolvimento de comunidades de castanheiros da Reserva Extrativista do Cajari (Laranjal do Jari/AP). Dados gerados pelas pesquisas do Kamukaia também contribuem para o Programa Pró-Extrativismo, do Governo do Estado.
O coordenador do Pró-Extrativismo, Madson Rocha Alan de Sousa, enfatizou a parceria do IEF com a Embrapa como uma estratégia a ser consolidada. “O Pró-Extrativismo é voltado ao fomento da cadeia produtiva do açaí, castanha-da-amazônia e cipó-titica com iniciativas de apoio ao manejo e comercialização desses produtos. Existe todo interesse do Governo, do IEF, em atuarmos juntos para o desenvolvimento das comunidades extrativistas”, disse Madson Sousa.
A próxima etapa do Projeto Kamukaia está sendo articulada na forma de arranjo de projetos, voltados ao manejo para uso múltiplo da floresta, sendo aberta a oportunidade de estudos com outras espécies potenciais para o desenvolvimento da região Amazônica. Nessa fase, também espera-se consolidar e validar as diretrizes de manejo para as espécies principais, além de fortalecer aspectos de pós coleta, para geração de produtos beneficiados com maior valor agregado.
Fonte: Embrapa/Macapá
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