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Notícias
26
fev
2013
(TECNOLOGIA)
LPF estuda mineral em madeira e favorece eficiência na indústria
Pesquisa quantificou com precisão, e pela primeira vez, quantidade de sílica em 36 espécies tropicais. Composto afeta vida útil de equipamentos
O processamento industrial de madeira pode ser beneficiado com os resultados de um estudo do Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do Serviço Florestal Brasileiro que avaliou a quantidade de sílica em 36 espécies de madeiras tropicais.
O mineral é encontrado naturalmente na madeira e está entre as principais características que interferem na trabalhabilidade desse produto, ao lado da densidade da madeira e da forma como as fibras são orientadas. Quanto mais sílica, mais difícil é de serrar ou laminar a madeira, pois o composto aumenta a resistência ao corte.
O teor do mineral variou de 0,07% a 1,6% da composição total madeira, sendo que o maior percentual foi registrado na garapa (Apuleia leiocarpa). No conjunto, 12 espécies tiveram valores iguais ou maiores que 0,5%. “Acima desse número, já atrapalha o processamento”, diz o químico do LPF Marcos Santana, um dos autores do artigo, publicado na primeira edição deste ano da revista científica alemã Holzforschung.
É a primeira vez que um estudo traz dados precisos sobre o percentual de sílica nas madeiras. “É uma informação a mais para ajudar a planejar o processamento da madeira, pois a sílica desgasta os instrumentos de corte. Assim, as espécies com maior teor de sílica deveriam ser processadas ao final”, diz Santana.
Esse planejamento favorece o aumento da vida útil das facas, lâminas e serras. Dados do SFB e do Imazon de 2009 mostram que naquele ano foram produzidos quase 6 milhões de metros cúbicos de madeira processada, entre madeira serrada bruta e beneficiada, além de laminados e compensados.
Precisão
Os métodos usados tradicionalmente apresentam dificuldades para quantificar a sílica com alta confiabilidade. O LPF, então, desenvolveu uma metodologia própria, mais simples e rápida, que usa um equipamento capaz de detectar a quantidade de componentes químicos em partes por milhão (PPM). “Em vez de levarmos três ou quatro dias para analisarmos cada amostra, gastamos apenas algumas horas”, diz o químico.
Santana diz que os resultados podem ser aplicados em outras áreas, como a de produtos. A presença de sílica está ligada à resistência de madeiras contra micro-organismos marinhos e os dados podem ser úteis para o desenvolvimento de produtos que ficam em contato com a água do mar, como decks e píers.
Já a metodologia pode ser usada para diferenciar espécies de madeira muito parecidas, seja para estudos ou laudos periciais. As madeiras dos gêneros Couropita e Couratari, que se confundem facilmente a olho nu e são indistinguíveis macroscopicamente, podem ser identificadas pela sílica, presente apenas no gênero Couratari.
O artigo científico é assinado pelos pesquisadores do LPF Marcos Santana e Esmeralda Okino, da Área de Química, Adesivos e Borracha Natural; Vera Coradin, da Área de Anatomia e Morfologia; Mário Rabelo de Souza, da Área de Engenharia e Física; além de Laércio Carneiro Rodrigues, do Núcleo Regional de Polícia Técnico-Científica de Luziânia (GO).
Em 2013, o LPF completa 40 anos de atuação na área de tecnologia de madeira e outros produtos florestais, com a geração, difusão e transferência de conhecimento para contribuir com o desenvolvimento sustentável no setor florestal.
Contato para a imprensa
Serviço Florestal Brasileiro
Assessoria de Comunicação
(61) 2028-7130/ 7293 /7125/ 7277
comunicacao@florestal.gov.br
O processamento industrial de madeira pode ser beneficiado com os resultados de um estudo do Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do Serviço Florestal Brasileiro que avaliou a quantidade de sílica em 36 espécies de madeiras tropicais.
O mineral é encontrado naturalmente na madeira e está entre as principais características que interferem na trabalhabilidade desse produto, ao lado da densidade da madeira e da forma como as fibras são orientadas. Quanto mais sílica, mais difícil é de serrar ou laminar a madeira, pois o composto aumenta a resistência ao corte.
O teor do mineral variou de 0,07% a 1,6% da composição total madeira, sendo que o maior percentual foi registrado na garapa (Apuleia leiocarpa). No conjunto, 12 espécies tiveram valores iguais ou maiores que 0,5%. “Acima desse número, já atrapalha o processamento”, diz o químico do LPF Marcos Santana, um dos autores do artigo, publicado na primeira edição deste ano da revista científica alemã Holzforschung.
É a primeira vez que um estudo traz dados precisos sobre o percentual de sílica nas madeiras. “É uma informação a mais para ajudar a planejar o processamento da madeira, pois a sílica desgasta os instrumentos de corte. Assim, as espécies com maior teor de sílica deveriam ser processadas ao final”, diz Santana.
Esse planejamento favorece o aumento da vida útil das facas, lâminas e serras. Dados do SFB e do Imazon de 2009 mostram que naquele ano foram produzidos quase 6 milhões de metros cúbicos de madeira processada, entre madeira serrada bruta e beneficiada, além de laminados e compensados.
Precisão
Os métodos usados tradicionalmente apresentam dificuldades para quantificar a sílica com alta confiabilidade. O LPF, então, desenvolveu uma metodologia própria, mais simples e rápida, que usa um equipamento capaz de detectar a quantidade de componentes químicos em partes por milhão (PPM). “Em vez de levarmos três ou quatro dias para analisarmos cada amostra, gastamos apenas algumas horas”, diz o químico.
Santana diz que os resultados podem ser aplicados em outras áreas, como a de produtos. A presença de sílica está ligada à resistência de madeiras contra micro-organismos marinhos e os dados podem ser úteis para o desenvolvimento de produtos que ficam em contato com a água do mar, como decks e píers.
Já a metodologia pode ser usada para diferenciar espécies de madeira muito parecidas, seja para estudos ou laudos periciais. As madeiras dos gêneros Couropita e Couratari, que se confundem facilmente a olho nu e são indistinguíveis macroscopicamente, podem ser identificadas pela sílica, presente apenas no gênero Couratari.
O artigo científico é assinado pelos pesquisadores do LPF Marcos Santana e Esmeralda Okino, da Área de Química, Adesivos e Borracha Natural; Vera Coradin, da Área de Anatomia e Morfologia; Mário Rabelo de Souza, da Área de Engenharia e Física; além de Laércio Carneiro Rodrigues, do Núcleo Regional de Polícia Técnico-Científica de Luziânia (GO).
Em 2013, o LPF completa 40 anos de atuação na área de tecnologia de madeira e outros produtos florestais, com a geração, difusão e transferência de conhecimento para contribuir com o desenvolvimento sustentável no setor florestal.
Contato para a imprensa
Serviço Florestal Brasileiro
Assessoria de Comunicação
(61) 2028-7130/ 7293 /7125/ 7277
comunicacao@florestal.gov.br
Fonte: Assessoria de Comunicação - Serviço Florestal Brasileiro
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