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Notícias
20
fev
2013
(QUEIMADAS)
Incêndios florestais na Amazônia podem dobrar até 2050 com Planeta 1,5°C mais quente
O impacto do aquecimento global sobre a Amazônia em território brasileiro seria enorme mesmo para as previsões mais modestas de elevação da temperatura do Planeta. A opinião é do consultor do Banco Mundial nas áreas de mudanças climáticas e gerenciamento de recursos naturais Erick Fernandes, em artigo divulgado no dia 15/2 no site da instituição. Apenas com um aquecimento global de 1,5 ou 2 graus Celsius em relação à era pré-industrial, os incêndios florestais já poderiam dobrar até 2050.
“As secas de 2005 e 2010 provam que a floresta não se recupera facilmente desse tipo de evento”, afirma Fernandes, que é um dos autores do relatório Desligue a Sauna – Por que um Mundo 4º mais Quente Precisa ser Evitado (em tradução livre), produzido pelo Banco Mundial no final de 2012. O relatório mostra que o planeta já está 0,8ºC mais quente do que nos tempos pré-industriais. O estudo ainda alerta que, com as atuais emissões de gases causadores de efeito estufa, o aquecimento global pode chegar a 4ºC antes de 2100.
Biodiversidade corre perigo
Em um mundo 4ºC mais quente, os danos seriam ainda maiores – principalmente no Pará, em Rondônia e em Mato Grosso, os estados mais afetados pelo desmatamento. “Se os incêndios se tornarem mais frequentes devido às mudanças climáticas, a biodiversidade (e) da Amazônia também correrá perigo”, diz Fernandes.
Calcula-se que, em todo o mundo, entre 20% e 30% das espécies conhecidas entrarão em risco de extinção caso a temperatura do planeta aumente de 2ºC a 3ºC.
No Brasil, iniciativas como o Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) têm um papel importante na manutenção dos ecossistemas locais.
“A floresta, quando intacta, resiste melhor às mudanças climáticas e se recupera mais facilmente de pragas e incêndios”, explica o consultor do Banco Mundial.
Ações do Governo brasileiro
No Brasil, iniciativas como o Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) têm um papel importante na manutenção dos ecossistemas locais.
O governo brasileiro tem a meta de reduzir o desmatamento em 70% até 2017. Além disso, o país se comprometeu a diminuir as emissões de gases causadores de efeito estufa em 36% a 39% até 2020 – e o Rio de Janeiro se destaca nesse trabalho.
Objetivos como esses são essenciais neste momento, segundo Fernandes: “Quanto mais puder ser feito para diminuir o efeito estufa, melhor”. Ele completa: “As consequências de um planeta 2ºC mais quente já são suficientemente dramáticas; precisamos agir agora.”
“As secas de 2005 e 2010 provam que a floresta não se recupera facilmente desse tipo de evento”, afirma Fernandes, que é um dos autores do relatório Desligue a Sauna – Por que um Mundo 4º mais Quente Precisa ser Evitado (em tradução livre), produzido pelo Banco Mundial no final de 2012. O relatório mostra que o planeta já está 0,8ºC mais quente do que nos tempos pré-industriais. O estudo ainda alerta que, com as atuais emissões de gases causadores de efeito estufa, o aquecimento global pode chegar a 4ºC antes de 2100.
Biodiversidade corre perigo
Em um mundo 4ºC mais quente, os danos seriam ainda maiores – principalmente no Pará, em Rondônia e em Mato Grosso, os estados mais afetados pelo desmatamento. “Se os incêndios se tornarem mais frequentes devido às mudanças climáticas, a biodiversidade (e) da Amazônia também correrá perigo”, diz Fernandes.
Calcula-se que, em todo o mundo, entre 20% e 30% das espécies conhecidas entrarão em risco de extinção caso a temperatura do planeta aumente de 2ºC a 3ºC.
No Brasil, iniciativas como o Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) têm um papel importante na manutenção dos ecossistemas locais.
“A floresta, quando intacta, resiste melhor às mudanças climáticas e se recupera mais facilmente de pragas e incêndios”, explica o consultor do Banco Mundial.
Ações do Governo brasileiro
No Brasil, iniciativas como o Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) e o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA) têm um papel importante na manutenção dos ecossistemas locais.
O governo brasileiro tem a meta de reduzir o desmatamento em 70% até 2017. Além disso, o país se comprometeu a diminuir as emissões de gases causadores de efeito estufa em 36% a 39% até 2020 – e o Rio de Janeiro se destaca nesse trabalho.
Objetivos como esses são essenciais neste momento, segundo Fernandes: “Quanto mais puder ser feito para diminuir o efeito estufa, melhor”. Ele completa: “As consequências de um planeta 2ºC mais quente já são suficientemente dramáticas; precisamos agir agora.”
Fonte: Informe da ONU Brasil, publicado pelo EcoDebate
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