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Notícias
14
fev
2013
(GERAL)
Agronegócios podem perder R$ 46 bi
Mas, a nível nacional, o prejuízo pode ser bem maior e, em dez anos, alcançar R$ 46 bilhões que deixam de ir para os negócios do campo em todo o país, segundo especialistas do setor, por causa das restrições legais à compra de terras.
No caso baiano, o valor seria investido na produção de celulose. O grupo europeu recuou frente à impossibilidade de comprar em seu nome a imensa área necessária para a plantação de eucaliptos."Este é apenas um dos muitos negócios que a Bahia tem perdido por causa da insegurança do marco regulatório", diz Eduardo Salles, secretário de Agricultura da Bahia.
As perdas baianas refletem um dos grandes desafios nacionais: a fuga de volumes expressivos de capital externo, que impactam mais duramente as culturas de cana, soja e eucalipto, cuja produção necessita de grandes extensões de terra.
Estudo assinado pelas consultorias Agroconsult e MBAgro aponta que, para suprir o mercado mundial grãos, algodão, cana e florestas plantadas, o setor agrícola demandará R$ 93,5 bilhões em investimentos até 2022.
O total é baseado na premissa de que a produção brasileira precisa crescer 40% até 2020, conforme previsão da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde).
Metade deste valor -R$ 46,7 bilhões- teria como origem o investimento externo.
"Depois do parecer da Advocacia Geral da União que estabeleceu as restrições, o que estava programado, veio. Os recursos planejados ficaram paralisados", diz Anaximandro Almeida, assessor-técnico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Os números do Banco Central mostram evolução do investimento estrangeiro direto (IED) no setor de agricultura e pecuária entre 2007 e 2008, com queda em 2009 (devido à crise financeira mundial) e retomada em 2010 e 2011. Ano passado houve queda.
O setor de produção florestal acompanha essa evolução, com exceção da queda registrada em 2008.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), há estimativas de que o vazio do capital estrangeiro somará R$ 37 bilhões e 40 mil empregos que deixaram de ser criados.
"No setor sucroalcooleiro, o capital não chegou mais: há três anos não temos projetos em andamento por causa da insegurança do investidor internacional", diz Cesário Ramalho, presidente da Sociedade Rural Brasileira.
Crédito
"Quanto a investimento na produção agropecuária, tudo indica que nos últimos 30 anos, devido a profundos cortes no crédito rural, o setor não tem contado com os recursos necessários", diz Geraldo Barros, professor da USP/Esalq e coordenador-científico do Cepea/Esalq/ USP.
Segundo Barros, dada a insuficiência de recursos próprios, o investimento estrangeiro direto pode representar a alavanca que recolocará o agronegócio na rota desejada de longo prazo.
No caso baiano, o valor seria investido na produção de celulose. O grupo europeu recuou frente à impossibilidade de comprar em seu nome a imensa área necessária para a plantação de eucaliptos."Este é apenas um dos muitos negócios que a Bahia tem perdido por causa da insegurança do marco regulatório", diz Eduardo Salles, secretário de Agricultura da Bahia.
As perdas baianas refletem um dos grandes desafios nacionais: a fuga de volumes expressivos de capital externo, que impactam mais duramente as culturas de cana, soja e eucalipto, cuja produção necessita de grandes extensões de terra.
Estudo assinado pelas consultorias Agroconsult e MBAgro aponta que, para suprir o mercado mundial grãos, algodão, cana e florestas plantadas, o setor agrícola demandará R$ 93,5 bilhões em investimentos até 2022.
O total é baseado na premissa de que a produção brasileira precisa crescer 40% até 2020, conforme previsão da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde).
Metade deste valor -R$ 46,7 bilhões- teria como origem o investimento externo.
"Depois do parecer da Advocacia Geral da União que estabeleceu as restrições, o que estava programado, veio. Os recursos planejados ficaram paralisados", diz Anaximandro Almeida, assessor-técnico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
Os números do Banco Central mostram evolução do investimento estrangeiro direto (IED) no setor de agricultura e pecuária entre 2007 e 2008, com queda em 2009 (devido à crise financeira mundial) e retomada em 2010 e 2011. Ano passado houve queda.
O setor de produção florestal acompanha essa evolução, com exceção da queda registrada em 2008.
De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), há estimativas de que o vazio do capital estrangeiro somará R$ 37 bilhões e 40 mil empregos que deixaram de ser criados.
"No setor sucroalcooleiro, o capital não chegou mais: há três anos não temos projetos em andamento por causa da insegurança do investidor internacional", diz Cesário Ramalho, presidente da Sociedade Rural Brasileira.
Crédito
"Quanto a investimento na produção agropecuária, tudo indica que nos últimos 30 anos, devido a profundos cortes no crédito rural, o setor não tem contado com os recursos necessários", diz Geraldo Barros, professor da USP/Esalq e coordenador-científico do Cepea/Esalq/ USP.
Segundo Barros, dada a insuficiência de recursos próprios, o investimento estrangeiro direto pode representar a alavanca que recolocará o agronegócio na rota desejada de longo prazo.
Fonte: DCI - DIÁRIO DO COMÉRCIO & INDÚSTRIA
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