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Notícias
14
fev
2013
(LOGÍSTICA)
Estudo mapeia capacidade dos portos no País
Enquanto muitos portos do Sudeste e do Sul estão sobrecarregados com a movimentação de cargas de todo o País, outros complexos estão subaproveitados pela falta de infraestrutura no Nordeste - e alguns no Norte. É o que revela um trabalho feito pela consultoria Booz & Company, encomendado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e que serviu de apoio para o pacote do governo federal.
O estudo mapeou os principais complexos portuários (portos públicos e privados por estuário) do Norte ao Sul do Brasil. Pelo menos quatro deles - que respondem por 57,1% do total movimentado no País - estavam operando acima da capacidade adequada para a prestação de serviço. Na prática, significa fila de espera de navios, custos com a estadia das embarcações e perdas de escala, que somados encarecem o produto nacional.
Pelo trabalho da Booz & Company, o porto de Santos, o maior da América do Sul, ainda não superou sua capacidade, assim como Itajaí, que inclui o porto de Navegantes. O resultado geral por complexo, no entanto, esconde a situação de cada terminal. De acordo com a consultoria, na área de grãos, um dos principais itens da balança comercial brasileira, nove dos 15 terminais avaliados estavam acima da capacidade. Na movimentação de açúcar, todos os terminais estavam acima ou no limite da capacidade. A carga em contêiner também sofre das mesmas carências, mas há mais terminais com folga.
O resultado traz fortes preocupações para os empresários do agronegócio, especialmente por causa da previsão de supersafra para este ano. Luiz Henrique Dividino, superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, um dos complexos mais demandados na exportação de grãos, afirma que os problemas verificados hoje são resultado de mais de 20 anos sem planejamento portuário no País, que não conecta o agronegócio e os terminais. “O esgotamento dos portos está ligado à falta de planejamento.”
O vice-presidente da Booz & Company, Luiz Vieira, e o diretor da consultoria, Carlos Eduardo Gondim, responsáveis pelo trabalho, não acreditam em apagão logístico, mas concordam que falta planejamento.
Para os executivos, o setor portuário precisa mudar o rumo para atender com eficiência à demanda que virá nos próximos anos. Até 2031, a movimentação de carga atingirá 1,8 milhão de toneladas. Hoje está em 886 milhões. Os projetos em execução, segundo o estudo, devem elevar a capacidade para algo em torno de 1,3 milhão de toneladas.
Hoje há uma série de portos na costa do Nordeste que estão obsoletos e sem infraestrutura adequada para receber navios, caminhões ou ferrovias. “Esses terminais não são usados porque têm limitações e não são equipados”, destaca o consultor Nelson Luiz Carlini.
O estudo mapeou os principais complexos portuários (portos públicos e privados por estuário) do Norte ao Sul do Brasil. Pelo menos quatro deles - que respondem por 57,1% do total movimentado no País - estavam operando acima da capacidade adequada para a prestação de serviço. Na prática, significa fila de espera de navios, custos com a estadia das embarcações e perdas de escala, que somados encarecem o produto nacional.
Pelo trabalho da Booz & Company, o porto de Santos, o maior da América do Sul, ainda não superou sua capacidade, assim como Itajaí, que inclui o porto de Navegantes. O resultado geral por complexo, no entanto, esconde a situação de cada terminal. De acordo com a consultoria, na área de grãos, um dos principais itens da balança comercial brasileira, nove dos 15 terminais avaliados estavam acima da capacidade. Na movimentação de açúcar, todos os terminais estavam acima ou no limite da capacidade. A carga em contêiner também sofre das mesmas carências, mas há mais terminais com folga.
O resultado traz fortes preocupações para os empresários do agronegócio, especialmente por causa da previsão de supersafra para este ano. Luiz Henrique Dividino, superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, um dos complexos mais demandados na exportação de grãos, afirma que os problemas verificados hoje são resultado de mais de 20 anos sem planejamento portuário no País, que não conecta o agronegócio e os terminais. “O esgotamento dos portos está ligado à falta de planejamento.”
O vice-presidente da Booz & Company, Luiz Vieira, e o diretor da consultoria, Carlos Eduardo Gondim, responsáveis pelo trabalho, não acreditam em apagão logístico, mas concordam que falta planejamento.
Para os executivos, o setor portuário precisa mudar o rumo para atender com eficiência à demanda que virá nos próximos anos. Até 2031, a movimentação de carga atingirá 1,8 milhão de toneladas. Hoje está em 886 milhões. Os projetos em execução, segundo o estudo, devem elevar a capacidade para algo em torno de 1,3 milhão de toneladas.
Hoje há uma série de portos na costa do Nordeste que estão obsoletos e sem infraestrutura adequada para receber navios, caminhões ou ferrovias. “Esses terminais não são usados porque têm limitações e não são equipados”, destaca o consultor Nelson Luiz Carlini.
Fonte: JORNAL DO COMÉRCIO
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