Voltar
Notícias
04
jan
2013
(GERAL)
Do lixo ao luxo: caule de bananeira se transforma em fonte de renda para artesãs
Uma boa ideia e um toque de empreendedorismo. Essa combinação vem possibilitando uma vida melhor e um futuro mais promissor a artesãs de Rio Bonito, região leste fluminense do Rio de Janeiro, que se utilizam da fibra do caule da bananeira para produzir bijuterias, tapetes, bolsas, cintos e sandálias. Por meio do programa de Auxílio a Projetos de Inovação Tecnológica (ADT1), da FAPERJ, o empreendedor João Victor Ramires Sá Lopes implantou um núcleo de reciclagem no município para aprimorar e aumentar a produção artesanal já existente.
“Em vez de se transformar em mais uma fonte poluidora, o caule da bananeira, que é abundante e gratuito na região, se torna fonte de renda”, explica João Lopes, que trabalha como consultor para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC) de Rio Bonito, no projeto Recifibras – que faz o aproveitamento da fibra de bananeira para a produção de artesanato ecológico. “Como o trabalho de reciclagem estava perdendo a força, lançamos o projeto para revitalizar e dar continuidade à produção de artesanato que utiliza o caule da bananeira”, conta.
Nas etapas do processo de produção, o caule é posto a secar, desfiado e a fibra dele extraída é trabalhada em teares. Para aperfeiçoar o produto final, o empreendedor contratou uma designer de moda e joias, Isabela Santoro, professora do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio de Janeiro (Senac/RJ) para dar um curso a 13 mulheres. Duas delas vieram do projeto Recifibras e as outras foram selecionadas por uma igreja católica local. De baixa renda, elas podem ter nessa atividade uma forma de incrementar seus ganhos. Além de aprenderem a tirar a fibra do caule e a tecê-la, Isabella lhes ensinou técnicas, como o macramê – uma forma de tecer fios com os dedos, formando diversos desenhos geométricos e franjas –, assim como a associar a fibra da bananeira a peças de bijuteria, o que antes elas não faziam.
As artesãs integrantes do projeto ainda aprenderam noções básicas de design, o que incluiu trabalhar na combinação de cores e a pesquisar na internet as mais atuais tendências da moda, além de visitarem, com a professora, lojas de roupas e de acessórios na região, analisando o que está nas vitrines e buscando fontes de inspiração para suas criações.
Paralelamente, elas também tiveram aulas sobre os aspectos comerciais de sua atividade, o que incluiu desde ensinamentos sobre como pesquisar matérias-primas mais baratas a formas de calcular o preço final para seus produtos, de modo a obter lucro, e a avaliar os rendimentos obtidos com as vendas para investimentos posteriores. E receberam ainda material de trabalho, ajuda financeira para transporte e alimentação. “As artesãs contam também com um galpão, situado nos fundos da Secretaria de Meio Ambiente, onde se reúnem para desfibrar e trabalhar as peças nos teares, estilizando-as mais tarde em suas próprias casas”, conta Lopes.
No final do curso, todas as artesãs ganharam seus certificados de conclusão. “Agora, elas terão a oportunidade de se organizar em uma cooperativa, fortalecer seu trabalho e até passar adiante os conhecimentos adquiridos”, afirma o empreendedor. Segundo Lopes, elas estão bastante animadas com as possibilidades de ampliar o mercado para seus produtos, que agora passou a ser exposto na feirinha de artesanato que acontece no município nos fins de semana, onde há um espaço para a venda dos produtos da cooperativa. Além disso, algumas lojas da região se mostraram interessadas em adquirir peças, embora a produção ainda não seja suficiente para atendê-las. “Grande parte da receita, porém, é resultado da propaganda boca a boca, que acaba ampliando as vendas”, afirma Lopes.
Para o empreendedor, o mais gratificante é que, de acordo com as informações da Secretaria de Meio Ambiente, que vem acompanhando o projeto, muita coisa mudou em termos de renda para essas artesãs depois do treinamento. “Depois que aprenderam a produzir acessórios de moda, todas estão muito animadas com as perspectivas de lucro para este final de ano. Especialmente em dezembro, que é uma boa época para o comércio, pela proximidade do Natal.”
Matéria de Danielle Kiffer, da FAPERJ – Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
“Em vez de se transformar em mais uma fonte poluidora, o caule da bananeira, que é abundante e gratuito na região, se torna fonte de renda”, explica João Lopes, que trabalha como consultor para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC) de Rio Bonito, no projeto Recifibras – que faz o aproveitamento da fibra de bananeira para a produção de artesanato ecológico. “Como o trabalho de reciclagem estava perdendo a força, lançamos o projeto para revitalizar e dar continuidade à produção de artesanato que utiliza o caule da bananeira”, conta.
Nas etapas do processo de produção, o caule é posto a secar, desfiado e a fibra dele extraída é trabalhada em teares. Para aperfeiçoar o produto final, o empreendedor contratou uma designer de moda e joias, Isabela Santoro, professora do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio de Janeiro (Senac/RJ) para dar um curso a 13 mulheres. Duas delas vieram do projeto Recifibras e as outras foram selecionadas por uma igreja católica local. De baixa renda, elas podem ter nessa atividade uma forma de incrementar seus ganhos. Além de aprenderem a tirar a fibra do caule e a tecê-la, Isabella lhes ensinou técnicas, como o macramê – uma forma de tecer fios com os dedos, formando diversos desenhos geométricos e franjas –, assim como a associar a fibra da bananeira a peças de bijuteria, o que antes elas não faziam.
As artesãs integrantes do projeto ainda aprenderam noções básicas de design, o que incluiu trabalhar na combinação de cores e a pesquisar na internet as mais atuais tendências da moda, além de visitarem, com a professora, lojas de roupas e de acessórios na região, analisando o que está nas vitrines e buscando fontes de inspiração para suas criações.
Paralelamente, elas também tiveram aulas sobre os aspectos comerciais de sua atividade, o que incluiu desde ensinamentos sobre como pesquisar matérias-primas mais baratas a formas de calcular o preço final para seus produtos, de modo a obter lucro, e a avaliar os rendimentos obtidos com as vendas para investimentos posteriores. E receberam ainda material de trabalho, ajuda financeira para transporte e alimentação. “As artesãs contam também com um galpão, situado nos fundos da Secretaria de Meio Ambiente, onde se reúnem para desfibrar e trabalhar as peças nos teares, estilizando-as mais tarde em suas próprias casas”, conta Lopes.
No final do curso, todas as artesãs ganharam seus certificados de conclusão. “Agora, elas terão a oportunidade de se organizar em uma cooperativa, fortalecer seu trabalho e até passar adiante os conhecimentos adquiridos”, afirma o empreendedor. Segundo Lopes, elas estão bastante animadas com as possibilidades de ampliar o mercado para seus produtos, que agora passou a ser exposto na feirinha de artesanato que acontece no município nos fins de semana, onde há um espaço para a venda dos produtos da cooperativa. Além disso, algumas lojas da região se mostraram interessadas em adquirir peças, embora a produção ainda não seja suficiente para atendê-las. “Grande parte da receita, porém, é resultado da propaganda boca a boca, que acaba ampliando as vendas”, afirma Lopes.
Para o empreendedor, o mais gratificante é que, de acordo com as informações da Secretaria de Meio Ambiente, que vem acompanhando o projeto, muita coisa mudou em termos de renda para essas artesãs depois do treinamento. “Depois que aprenderam a produzir acessórios de moda, todas estão muito animadas com as perspectivas de lucro para este final de ano. Especialmente em dezembro, que é uma boa época para o comércio, pela proximidade do Natal.”
Matéria de Danielle Kiffer, da FAPERJ – Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
Fonte: EcoDebate
Notícias em destaque
Drones fazem papel de insetos para garantir futuro de espécies nativas
Uma em cada dez sementes chega a germinar através da recomposição da vegetação com o uso da tecnologia;...
(TECNOLOGIA)
Nova bateria feita com lignina da madeira surge como aposta para reduzir poluição e enfrentar o alto custo das tecnologias atuais
Chamada de “bateria de madeira”, a tecnologia usa lignina, um composto natural presente na madeira, para tentar entregar armazenamento...
(TECNOLOGIA)
Silvicultura moderna conta com equipamentos de última geração
A evolução das máquinas florestais modernas está transformando completamente a indústria da silvicultura em...
(SILVICULTURA)
Novo prédio dos Bombeiros no Paraná será construído com sistema que pode reduzir em até 50 por cento o tempo da obra
O 5° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) de Maringá, no Noroeste do Estado, vai passar por reforma e...
(CONSTRUÇÃO CIVIL)
Florestas plantadas respondem por 94 por cento da madeira para fins industriais e reduzem pressão sobre matas nativas
Você consome produtos de árvores todos os dias, que estão presentes nos papéis, nas embalagens, nos...
(GERAL)
Serviço Florestal Brasileiro realiza leilão da primeira concessão de restauração florestal do País; Re.green arremata lote
Certame na B3 marca a etapa inicial de projeto inédito que alia recuperação de 6.290 hectares, inclusão produtiva...
(GERAL)













