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Notícias
20
dez
2012
(BIOENERGIA)
Embrapa cria rede de pesquisa na área de Química e Tecnologia em Biomassa
As lavouras brasileiras são sinônimo de alimentos que vão parar nas mesas das famílias aqui e no exterior. Cada vez mais, no entanto, a produção agropecuária tem sido vista também como fonte de biomassa que pode substituir o petróleo como matéria-prima para diversos produtos: combustíveis, compostos químicos, polímeros, outros materiais e também energia elétrica e calor.
Com o objetivo de subsidiar a elaboração de uma agenda estratégica para o avanço do conhecimento e da inovação nessa área, a diretoria-executiva da Embrapa estabeleceu o grupo de trabalho “Química e Tecnologia de Biomassa”, formalizado em abril de 2012 e coordenado pelas unidades Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) e Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza, CE). Chamada de Rede Biovalor, a equipe fez um levantamento das competências, infraestrutura e linhas de pesquisa com que a Empresa já conta na área.
O coordenador do grupo na Embrapa Agroenergia, Alexandre Cardoso, diz que “diversas unidades da Empresa realizam atividades nessa área, mas ainda de maneira dispersa, havendo necessidade de integrar esses esforços para potencializá-los”. O grupo de trabalho está finalizando uma nota técnica, que contextualiza a área de Química e Tecnologia de Biomassa no Brasil e no mundo, além de apontar temas para ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Embrapa.
Conforme o pesquisador Fábio Miranda, coordenador do grupo na Embrapa Agroindústria Tropical, por causa da importância do tema, há uma expectativa de que um portfólio seja criado englobando as competências, as pesquisas e os projetos existentes nas diversas unidades da empresa.
Biorrefinarias
A ideia é trabalhar no contexto das biorrefinarias, abordagem que prevê a produção integrada de diversos itens a partir da biomassa. Energia, produtos químicos e novos materiais são possíveis plataformas para atuação da Embrapa nesse contexto, de acordo com as informações levantadas. Dentro dessas três grandes áreas, há possibilidades para obtenção de diversos produtos, tais como etanol, biogás, biodiesel, bioquerosene, substâncias aromáticas, biopesticidas, polímeros, adesivos etc. Para tanto, podem ser exploradas pelos menos quatro rotas tecnológicas: química, físico-química, termoquímica e biotecnológica.
Atualmente, apenas 7% dos produtos químicos comercializados no mundo são de origem renovável. O Brasil tem condições privilegiadas para assumir papel de destaque no aumento da participação desses itens no mercado. É só lembrar que uma porção significativa da biodiversidade do planeta é encontrada em território nacional.
“Além de contribuir para a maior sustentabilidade da nossa produção industrial, a expectativa é que o crescimento do setor de química de biomassa agregue valor também à produção agropecuária, gerando mais renda no campo”, ressalta o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira Souza Júnior. Vale destacar que o conceito de biorrefinarias preconiza o aproveitamento integral da biomassa, inclusive dos coprodutos e resíduos.
No entanto, investimentos expressivos em pesquisa ainda precisam ser feitos. Das 55 mil espécies vegetais catalogadas no Brasil, menos de 1% tem sua composição química conhecida. Isso sem contar que existem pelo menos mais 300 mil espécies que nem estão catalogadas.
Laboratórios
Neste ano, tanto a Embrapa Agroenergia quanto a Embrapa Agroindústria Tropical inauguraram novos laboratórios voltados a essa área. Na Unidade de Brasília, os novos espaços abrigam uma planta-piloto e cinco laboratórios: Genética e Biotecnologia, Análises Químicas e Instrumentais, Processamento da Biomassa e Aproveitamento de Coprodutos e Resíduos. Na Unidade de Fortaleza, o complexo reúne o Laboratório Multiusuário de Química de Produtos Naturais (LMQPN), o de Tecnologia da Biomassa e o de Biologia Molecular.
Em discurso proferido durante a solenidade de inauguração do complexo de laboratórios, o chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo de Oliveira, informou que os novos equipamentos daquela unidade servirão como fundamento para a realização de pesquisas sobre aproveitamento integral e valorização de matérias-primas de interesse da agroindústria tropical, tendo em vista a sustentabilidade social, econômica e ambiental.
Com o objetivo de subsidiar a elaboração de uma agenda estratégica para o avanço do conhecimento e da inovação nessa área, a diretoria-executiva da Embrapa estabeleceu o grupo de trabalho “Química e Tecnologia de Biomassa”, formalizado em abril de 2012 e coordenado pelas unidades Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) e Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza, CE). Chamada de Rede Biovalor, a equipe fez um levantamento das competências, infraestrutura e linhas de pesquisa com que a Empresa já conta na área.
O coordenador do grupo na Embrapa Agroenergia, Alexandre Cardoso, diz que “diversas unidades da Empresa realizam atividades nessa área, mas ainda de maneira dispersa, havendo necessidade de integrar esses esforços para potencializá-los”. O grupo de trabalho está finalizando uma nota técnica, que contextualiza a área de Química e Tecnologia de Biomassa no Brasil e no mundo, além de apontar temas para ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Embrapa.
Conforme o pesquisador Fábio Miranda, coordenador do grupo na Embrapa Agroindústria Tropical, por causa da importância do tema, há uma expectativa de que um portfólio seja criado englobando as competências, as pesquisas e os projetos existentes nas diversas unidades da empresa.
Biorrefinarias
A ideia é trabalhar no contexto das biorrefinarias, abordagem que prevê a produção integrada de diversos itens a partir da biomassa. Energia, produtos químicos e novos materiais são possíveis plataformas para atuação da Embrapa nesse contexto, de acordo com as informações levantadas. Dentro dessas três grandes áreas, há possibilidades para obtenção de diversos produtos, tais como etanol, biogás, biodiesel, bioquerosene, substâncias aromáticas, biopesticidas, polímeros, adesivos etc. Para tanto, podem ser exploradas pelos menos quatro rotas tecnológicas: química, físico-química, termoquímica e biotecnológica.
Atualmente, apenas 7% dos produtos químicos comercializados no mundo são de origem renovável. O Brasil tem condições privilegiadas para assumir papel de destaque no aumento da participação desses itens no mercado. É só lembrar que uma porção significativa da biodiversidade do planeta é encontrada em território nacional.
“Além de contribuir para a maior sustentabilidade da nossa produção industrial, a expectativa é que o crescimento do setor de química de biomassa agregue valor também à produção agropecuária, gerando mais renda no campo”, ressalta o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira Souza Júnior. Vale destacar que o conceito de biorrefinarias preconiza o aproveitamento integral da biomassa, inclusive dos coprodutos e resíduos.
No entanto, investimentos expressivos em pesquisa ainda precisam ser feitos. Das 55 mil espécies vegetais catalogadas no Brasil, menos de 1% tem sua composição química conhecida. Isso sem contar que existem pelo menos mais 300 mil espécies que nem estão catalogadas.
Laboratórios
Neste ano, tanto a Embrapa Agroenergia quanto a Embrapa Agroindústria Tropical inauguraram novos laboratórios voltados a essa área. Na Unidade de Brasília, os novos espaços abrigam uma planta-piloto e cinco laboratórios: Genética e Biotecnologia, Análises Químicas e Instrumentais, Processamento da Biomassa e Aproveitamento de Coprodutos e Resíduos. Na Unidade de Fortaleza, o complexo reúne o Laboratório Multiusuário de Química de Produtos Naturais (LMQPN), o de Tecnologia da Biomassa e o de Biologia Molecular.
Em discurso proferido durante a solenidade de inauguração do complexo de laboratórios, o chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Vitor Hugo de Oliveira, informou que os novos equipamentos daquela unidade servirão como fundamento para a realização de pesquisas sobre aproveitamento integral e valorização de matérias-primas de interesse da agroindústria tropical, tendo em vista a sustentabilidade social, econômica e ambiental.
Fonte: CeluloseOnline
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