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Notícias
22
nov
2005
(GERAL)
Primeiro lugar em área florestal
Com as certificações obtidas recentemente junto ao Conselho de Manejo Florestal, da sigla em inglês FSC (Forest Stewardship Council), por empresas como a Orsa Florestal Limitada, Ecolog e IBL Madeiras, além da expansão de áreas de empresas já certificadas, como a Cikel, o Brasil passou a ocupar o primeiro lugar em área florestal certificada em toda a América Latina, tendo ultrapassado a Bolívia. São em torno de 2,3 milhões de hectares de florestas certificadas, sendo 1,3 milhão em hectares de florestas naturais na Amazônia e outro um milhão de hectares de plantações em outras partes do país, principalmente de pinus e eucalipto. O selo verde concedido pelo FSC é a garantia de que se trata de um produto de uma floresta certificada, onde o manejo florestal está sendo realizado de forma legal, ambientalmente adequada, socialmente justa e economicamente viável. É um sistema reconhecido em todo o mundo. O aumento de áreas certificadas na região amazônica, com a expedição do chamado “selo verde”, foi bem expressivo este ano, passando de pouco mais de 400 mil hectares no final de 2003 para 1,3 milhão de hectares atualmente. Entre as novas áreas certificadas, além das já citadas, tem também um manejo comunitário não-madeireiro, a Comaru, no Amapá.
Projeto no Pará
A Orsa Florestal, empresa do Grupo Orsa, recebeu a certificação para o seu projeto de manejo sustentável de florestas nativas numa área de 545.535 hectares no Pará. De acordo com seus dirigentes, esse projeto visa promover o desenvolvimento sustentável do Vale do Jari, transformando-se em um modelo para a região. “A certificação atesta que a empresa faz um manejo florestal adequado, com técnicas modernas e rígido controle de suas atividades, além de ser ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável”, diz uma nota da Orsa. As áreas da Orsa estão localizadas nos municípios de Almeirim e Monte Dourado, uma região de florestas ombrófilas densas. Trata-se de um tipo de vegetação bastante representativo do norte-noroeste do Pará e do Amazonas.
Para o pesquisador Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a certificação florestal é o caminho de maior credibilidade para as empresas que querem demonstrar preocupação com boas práticas de manejo. “Os empresários vêem crescentemente na certificação um caminho para serem distinguidos da ‘exploração ilegal’ e para acessarem mercados mais seletivos”, diz Veríssimo. Segundo ele, mercados mais seletivos, como a Europa e os Estados Unidos, têm demandado cada vez mais madeira certificada. Outra área expressiva com certificação no Pará é a da Cikel Brasil Verde. Em 2001 ela havia obtido o selo verde para uma área de 140 mil hectares na Fazenda Rio Capim, município de Paragominas. Era então a maior área de floresta nativa certificada pelo FSC, onde a empresa realiza manejo florestal, com a chamada extração de madeira de baixo impacto. Este ano a área certificada da Cikel foi ampliada para 248.899 hectares.
Marco importante
Para o coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Luís Meneses, o fato do Brasil possuir hoje a maior área de floresta certificada da América Latina é um marco a ser celebrado. Ele acredita que isso reflete a liderança do WWF na promoção e apoio à certificação FSC no Brasil, um trabalho que começou em 1996, com a formação do primeiro Grupo de Trabalho do FSC no país, presidido do WWF-Brasil. Meneses destaca que o país tem hoje três grupos autônomos que são membros da Rede de Comércio Global Certificado: o Grupo de Compradores de Madeira Certificada, o grupo de Produtores Florestais Certificados da Amazônia e o Grupo de Produtores Florestais Comunitários do Acre. As organizações com florestas certificadas são 42, além de 193 empresas com a certificação da cadeia de custódia, o que permite colocar o selo FSC no produto final.
Fonte: Amazonia.org.br – 14/09/2004
Projeto no Pará
A Orsa Florestal, empresa do Grupo Orsa, recebeu a certificação para o seu projeto de manejo sustentável de florestas nativas numa área de 545.535 hectares no Pará. De acordo com seus dirigentes, esse projeto visa promover o desenvolvimento sustentável do Vale do Jari, transformando-se em um modelo para a região. “A certificação atesta que a empresa faz um manejo florestal adequado, com técnicas modernas e rígido controle de suas atividades, além de ser ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável”, diz uma nota da Orsa. As áreas da Orsa estão localizadas nos municípios de Almeirim e Monte Dourado, uma região de florestas ombrófilas densas. Trata-se de um tipo de vegetação bastante representativo do norte-noroeste do Pará e do Amazonas.
Para o pesquisador Adalberto Veríssimo, do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a certificação florestal é o caminho de maior credibilidade para as empresas que querem demonstrar preocupação com boas práticas de manejo. “Os empresários vêem crescentemente na certificação um caminho para serem distinguidos da ‘exploração ilegal’ e para acessarem mercados mais seletivos”, diz Veríssimo. Segundo ele, mercados mais seletivos, como a Europa e os Estados Unidos, têm demandado cada vez mais madeira certificada. Outra área expressiva com certificação no Pará é a da Cikel Brasil Verde. Em 2001 ela havia obtido o selo verde para uma área de 140 mil hectares na Fazenda Rio Capim, município de Paragominas. Era então a maior área de floresta nativa certificada pelo FSC, onde a empresa realiza manejo florestal, com a chamada extração de madeira de baixo impacto. Este ano a área certificada da Cikel foi ampliada para 248.899 hectares.
Marco importante
Para o coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Luís Meneses, o fato do Brasil possuir hoje a maior área de floresta certificada da América Latina é um marco a ser celebrado. Ele acredita que isso reflete a liderança do WWF na promoção e apoio à certificação FSC no Brasil, um trabalho que começou em 1996, com a formação do primeiro Grupo de Trabalho do FSC no país, presidido do WWF-Brasil. Meneses destaca que o país tem hoje três grupos autônomos que são membros da Rede de Comércio Global Certificado: o Grupo de Compradores de Madeira Certificada, o grupo de Produtores Florestais Certificados da Amazônia e o Grupo de Produtores Florestais Comunitários do Acre. As organizações com florestas certificadas são 42, além de 193 empresas com a certificação da cadeia de custódia, o que permite colocar o selo FSC no produto final.
Fonte: Amazonia.org.br – 14/09/2004
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