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Notícias
26
nov
2012
(CARBONO)
Setor de celulose caminha para ser carbono neutro
Ao contrário da maioria dos países, onde produtores fornecem madeira aos fabricantes de papel e de celulose, no Brasil, a matéria-prima provém majoritariamente de florestas cultivadas pelas próprias indústrias. Essa verticalização faz toda a diferença quando se estudam as emissões de CO2, afirma Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).
Ocupando o quarto lugar na produção mundial de celulose, e décimo na de papel, as indústrias do setor possuem, segundo a entidade, 2,1 milhões de hectares de florestas de pinus e eucaliptos, formando um estoque médio de 440 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2 e) capturado da atmosfera. Valor que torna as emissões industriais do setor - 7,4 milhões de tCO2 e ao ano - como "quase inexpressivas frente ao que as florestas plantadas sequestram da atmosfera", avalia a executiva.
Um superávit que crescerá com o aumento da produção, diz ela. "Em dez anos, chegaremos aos quatro milhões de hectares plantados para papel e celulose, sempre ocupando áreas já degradadas. Essas florestas poderão zerar as emissões industriais de CO2 e dos demais setores industriais, dando ao país a característica de indústria carbono neutra", prevê. Ela destaca que, além delas, o setor conserva matas nativas como reservas legais. São mais 2,7 milhões de hectares, que não entram na conta.
Com olhar tão otimista, as fábricas de papel e celulose não sofrem pressão para trocar combustíveis fósseis pelos renováveis, diz a executiva. Mas investem na autossuficiência energética. Em um relatório apresentado em junho na Rio+20, a Bracelpa informa que o uso do licor preto, resíduo da separação da celulose da madeira, saltou de 52,2% em 1990, para 66,3% da matriz energética do setor em 2010. Em contrapartida, o uso de outras biomassas caiu de 27,2% para 18,5% no mesmo período. E combustíveis fósseis, como óleo e gás natural, de 20,2 para 13,5%.
Ao invés de oferecer números absolutos, o relatório é pontuado com cases. Como o da Lwarcel Celulose, de Lençóis Paulista (SP), que inaugurou em 2010 sua nova caldeira a biomassa, em substituição à movida a óleo combustível. Além de absorver resíduos da própria indústria, passou a comprar de pequenos agricultores e agroindústrias na região, que ganharam fonte extra de renda.
Ou da Celulose Irani, primeira empresa do Brasil a certificar o seu inventário de emissões de gases de efeito estufa pela norma internacional ISO 14.064-1:2006. Usando o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo previsto no Protocolo de Kyoto, vendeu créditos de carbono para viabilizar um projeto de cogeração e a modernização de estação de tratamento de esgotos. Com isso, suas emissões caíram em 217 mil tCO2 e/ano.
Já a Suzano foi pioneira no lançamento de linhas de papéis multiuso e de celulose que informam o cálculo da pegada de carbono.
Ocupando o quarto lugar na produção mundial de celulose, e décimo na de papel, as indústrias do setor possuem, segundo a entidade, 2,1 milhões de hectares de florestas de pinus e eucaliptos, formando um estoque médio de 440 milhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2 e) capturado da atmosfera. Valor que torna as emissões industriais do setor - 7,4 milhões de tCO2 e ao ano - como "quase inexpressivas frente ao que as florestas plantadas sequestram da atmosfera", avalia a executiva.
Um superávit que crescerá com o aumento da produção, diz ela. "Em dez anos, chegaremos aos quatro milhões de hectares plantados para papel e celulose, sempre ocupando áreas já degradadas. Essas florestas poderão zerar as emissões industriais de CO2 e dos demais setores industriais, dando ao país a característica de indústria carbono neutra", prevê. Ela destaca que, além delas, o setor conserva matas nativas como reservas legais. São mais 2,7 milhões de hectares, que não entram na conta.
Com olhar tão otimista, as fábricas de papel e celulose não sofrem pressão para trocar combustíveis fósseis pelos renováveis, diz a executiva. Mas investem na autossuficiência energética. Em um relatório apresentado em junho na Rio+20, a Bracelpa informa que o uso do licor preto, resíduo da separação da celulose da madeira, saltou de 52,2% em 1990, para 66,3% da matriz energética do setor em 2010. Em contrapartida, o uso de outras biomassas caiu de 27,2% para 18,5% no mesmo período. E combustíveis fósseis, como óleo e gás natural, de 20,2 para 13,5%.
Ao invés de oferecer números absolutos, o relatório é pontuado com cases. Como o da Lwarcel Celulose, de Lençóis Paulista (SP), que inaugurou em 2010 sua nova caldeira a biomassa, em substituição à movida a óleo combustível. Além de absorver resíduos da própria indústria, passou a comprar de pequenos agricultores e agroindústrias na região, que ganharam fonte extra de renda.
Ou da Celulose Irani, primeira empresa do Brasil a certificar o seu inventário de emissões de gases de efeito estufa pela norma internacional ISO 14.064-1:2006. Usando o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo previsto no Protocolo de Kyoto, vendeu créditos de carbono para viabilizar um projeto de cogeração e a modernização de estação de tratamento de esgotos. Com isso, suas emissões caíram em 217 mil tCO2 e/ano.
Já a Suzano foi pioneira no lançamento de linhas de papéis multiuso e de celulose que informam o cálculo da pegada de carbono.
Fonte: Painel Florestal/Valor Econômico
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